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6 Artes Marciais Pelo Mundo: Estilos Pouco Conhecidos

Lutas milenares que refletem os valores e rituais de suas culturas de origem.

Redação
Por: Redação Fonte: Marcia Lomardo
13/12/2024 às 17h13 Atualizada em 14/12/2024 às 11h16
6 Artes Marciais Pelo Mundo: Estilos Pouco Conhecidos
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O mundo das artes marciais é vasto e repleto de tradições fascinantes que, muitas vezes, permanecem desconhecidas para a maior parte das pessoas. Cada arte marcial carrega consigo uma história rica e um conjunto único de técnicas que refletem as culturas e os valores das regiões em que foram desenvolvidas. Embora as artes marciais mais conhecidas, como o judo, o karaté, jiu Jitsu, muay thai e o MMA, dominem os palcos internacionais, existem muitas outras modalidades que merecem destaque pela sua ancestralidade e singularidade. Vamos conhecer algumas dessas práticas marciais, que têm origens muito diferentes e continuam a ser valorizadas em várias partes do mundo.

ANGAMPORA
Origem: Sri Lanka. Esta antiga arte marcial praticada no Sri Lanka combina técnicas de combate, defesa pessoal e meditação, incorporando tanto combates armados como confrontos corpo a corpo. O objetivo final da luta é submeter o oponente de forma que ele não consiga escapar, utilizando ataques precisos em pontos de pressão que infligem muita dor ou golpes que paralisam momentaneamente o adversário. Segundo o folclore local, a Angampora existe há mais de 30 mil anos.

BARTITSU
Origem: Inglaterra. Luta criada pelo inglês Edward William Barton-Wright, que viveu três anos no Japão e, ao regressar, em 1898, anunciou a criação de “uma nova arte de defesa pessoal” que combinava, segundo ele, os melhores elementos de diferentes estilos de artes marciais. Nos clássicos livros de Sherlock Holmes, o autor Sir Arthur Conan Doyle mencionou o Bartitsu no conto "A Casa Vazia", de 1903, onde Sherlock Holmes relata que foi graças a esta luta que conseguiu escapar do seu arqui-inimigo, Professor Moriarty. Apesar da notoriedade, deixou de ser praticada nos anos 1920. Em 2002, foi fundada a Bartitsu Society, com o objetivo de resgatar a técnica de combate criada por Edward William Barton-Wright.

DAMBE
Origem: Nigéria. É uma luta em que os oponentes andam em círculos ao som de tambores, encarando e analisando o adversário. Um dos braços, chamado de “lança”, é envolvido por pedaços de corda. A mão livre, chamada de “escudo”, tem como função bloquear os golpes do adversário, cujo objetivo é derrubar o oponente. A técnica já foi usada como preparação para a guerra, em que, além do braço, uma das pernas era envolvida por uma pesada corrente, tornando os golpes ainda mais potentes.

EVALA
Origem: Togo. Trata-se de uma espécie de luta-livre praticada principalmente pelo povo Kabyé, no Togo, na África Ocidental, como parte de um rito de passagem que marca a entrada dos jovens na vida adulta. Antes de enfrentarem um adversário, os jovens participam de um treino intensivo que inclui a tarefa (eliminatória) de escalar três montanhas: quem não consegue completar a prova não pode ser iniciado na maioridade. Já no “ringue”, ninguém é eliminado, mas a derrota é considerada uma grande vergonha para toda a família.

HUKA HUKA
Origem: Brasil. Luta tradicional dos povos indígenas do Xingu e dos índios Bakairi, no Mato Grosso, o Huka-Huka é praticado durante o Quarup, um ritual de homenagem aos mortos. A luta começa com os lutadores ajoelhados, girando em frente ao adversário, até avançarem para o confronto corporal. O objetivo é levantar o oponente e lançá-lo ao chão, com a vitória garantindo ao vencedor reconhecimento e respeito.

YAĞLI GÜREŞ
Origem: Turquia. O yağlı güreş, ou “luta de azeite”, é o desporto nacional da Turquia. Nesta modalidade, os dois adversários cobrem-se com óleo antes de se enfrentarem. O lutador que primeiro conseguir erguer o oponente acima do próprio corpo vence o combate. Devido à oleosidade, que dificulta a pega, os oponentes podem colocar a mão dentro do calção de couro (kisbet) do adversário para aplicar golpes e levantá-lo acima da cabeça.

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