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Only The Strong celebra 10 edições e reforça o seu legado no Boxe nacional

O organizador Daniel Batuquegê destaca o crescimento do evento, a valorização dos atletas e o objetivo de levar o torneio a um novo patamar.

Redação
Por: Redação Fonte: Redação FightNews
24/04/2026 às 15h36 Atualizada em 28/04/2026 às 13h14
Only The Strong celebra 10 edições e reforça o seu legado no Boxe nacional
Fight News Portugal

Chegar à 10.ª edição é, por si só, um marco. No caso do Only The Strong, representa também a consolidação de uma história construída edição após edição, com combates, público, atletas e uma identidade cada vez mais reconhecida no Boxe em Portugal.

Nascido em Braga, em 2019, o evento começou ligado ao Boxe olímpico e, ao longo do percurso, foi ampliando a sua proposta competitiva, passando também a integrar Boxe profissional e outras experiências dentro dos desportos de combate. A própria apresentação oficial do projeto sublinha a intenção de gerar oportunidades, visibilidade e intercâmbio entre atletas de diferentes nacionalidades.

Ao longo das edições, o projeto associado a Daniel Batuquegê e à B-Fight Champion Team ganhou dimensão, atraiu atletas, equipas e espectadores, e afirmou-se como uma plataforma relevante para diferentes fases da carreira desportiva, do amador ao profissional. A 8.ª edição, por exemplo, foi destacada pela Federação Portuguesa de Boxe pela casa cheia, pelo nível competitivo dos combates e pela organização liderada pela equipa B-Fight.

A edição marcada para 12 de setembro surge, por isso, como mais do que uma data simbólica: é um momento de celebração, maturidade e projeção para um evento que ajudou a criar espaço, palco e continuidade para o Boxe nacional. À Fight News Portugal, Daniel Batuquegê fala sobre a origem do projeto, a evolução ao longo das nove edições anteriores e o significado de chegar a uma edição que pretende ser, nas suas palavras, “uma edição de ouro”.

Fight News Portugal: Como nasceu o evento Only the Strong e qual foi a visão inicial por trás da sua criação?

O Only The Strong nasceu em 2019 com a intenção de ser mais um evento no cenário nacional em Portugal, mas com um propósito muito claro: criar uma plataforma onde os atletas pudessem competir num formato mais próximo da realidade profissional.

Hoje em dia existem muitos eventos em Portugal, mas a maioria são Opens, com vários dias de competição e um sistema diferente. O Only The Strong surge precisamente para oferecer outro tipo de experiência, uma gala, com combates casados, onde o atleta tem de se preparar, bater o peso e entrar para lutar.

A ideia sempre foi essa: dar aos atletas um contexto mais próximo daquilo que vão encontrar quando derem o passo para o profissionalismo.

Imagem: wisevideo.pt

Fight News Portugal: Olhando para trás, quais foram os momentos mais marcantes ao longo destas nove edições e de que forma o evento tem evoluído desde a primeira edição até aos dias de hoje?

Olhando para trás, o que mais marcou no Only The Strong foi a evolução do evento como um todo.

Começámos com uma estrutura muito mais pequena, pensada para 100 a 200 pessoas, e o primeiro evento teve apenas seis combates. Com o tempo, fomos crescendo, hoje já temos um card preliminar e um card principal, e há cada vez mais atletas a querer participar.

Acho que o mais marcante é mesmo isso: a evolução de uma edição para a outra e a forma como o evento se foi consolidando dentro do cenário nacional.

Imagem: @psimoes.photography

Fight News Portugal: Chegar à décima edição é um marco importante. O que representa este momento para si e para toda a organização?

Esta décima edição representa um momento de afirmação. Queremos sair de um ponto onde já construímos uma base sólida e dar um passo para outro patamar.

A ideia agora é consolidar tudo aquilo que o evento já tem vindo a desenvolver: uma estrutura organizada, com card preliminar e card principal, integrando combates amadores, neoprofissionais e profissionais. Ou seja, criar um espaço onde diferentes níveis do Boxe possam coexistir e evoluir.

Mais do que uma edição simbólica, queremos que esta décima marque realmente um ponto de viragem, consolidar de vez o Only The Strong em Portugal e começar a olhar também para uma possível expansão para fora do país.

Imagem: @psimoes.photography

Fight News Portugal: Quais são as suas principais expectativas para esta décima edição?

A expectativa para esta nova edição é termos casa cheia, mas acima de tudo que o público goste da experiência e queira voltar, como tem acontecido a cada edição.

O foco está na qualidade dos combates, bons combates amadores, bons combates neoprofissionais e bons combates profissionais. É isso que vai elevando a competitividade dentro do evento.

No fundo, queremos que quem venha assistir sinta que valeu a pena e tenha vontade de voltar para a próxima edição.

Fight News Portugal: Há alguma novidade que possa destacar e que vá surpreender atletas e espectadores?

As novidades acabam por surgir de edição para edição. O Only The Strong sempre foi um evento em evolução constante, seja ao nível da estrutura, seja ao nível dos combates e esta décima edição não será diferente.

Vamos introduzir algumas alterações na estrutura para tornar o evento ainda mais bem apresentado, tanto para os atletas como para o público.

Em termos de organização, é algo em que nunca deixámos a desejar e queremos manter esse padrão. Mas, como é natural, há sempre pequenos detalhes que vão sendo ajustados e melhorados de edição para edição.

Fight News Portugal: Já é possível adiantar alguma informação sobre o número de combates previstos e alguns nomes para esta edição?

Já podemos adiantar algumas informações sobre o número de combates.

No card preliminar, devemos ter cerca de 8 a 10 combates, maioritariamente de Boxe amador. Depois, no card principal, o número varia entre 6 a 8 combates, dependendo também da vertente profissional e do número de rounds.

Em relação a nomes, podemos destacar o Renato Ferreira, que fez recentemente a sua estreia profissional com um belo nocaute.

O Guilherme Ariel, que já participou em várias edições e costuma protagonizar combates muito fortes, sendo sempre muito bem recebido pelo público.

Vamos também ter o regresso do Breno Nogueira, que vai competir na vertente profissional.

E ainda alguns atletas neoprofissionais, como o Elias Augusto, que é um atleta muito forte.

Imagem: @psimoes.photography

Fight News Portugal: Que tipo de experiência pretende proporcionar ao público presente?

A experiência para quem vem ver o Only The Strong ao vivo é sempre a melhor.

Felizmente, temos tido um feedback muito positivo, muitas pessoas dizem que nunca tinham visto um evento assim, com boa organização, bom ambiente e bons combates.

Temos tido combates incríveis, e quem for ver na nossa página de YouTube pode perceber isso, há vídeos com muitos milhões de visualizações, com atletas de diferentes países, incluindo combates com atletas dos Estados Unidos.

Por isso, quem vier pode esperar um evento igual ou ainda melhor do que os anteriores.

Imagem: wisevideo.pt

Fight News Portugal: Por fim, que mensagem gostaria de deixar à comunidade do boxe em Portugal, atletas, treinadores e fãs, nesta ocasião especial?

Gostaria de deixar uma mensagem à comunidade do Boxe em Portugal, aos atletas, treinadores, fãs e a todos os envolvidos na modalidade.

O Only The Strong não é um evento que veio para competir com outros eventos. Nós competimos connosco próprios, com o objetivo de fazer sempre melhor do que na edição anterior.

Valorizamos a nossa modalidade, os nossos atletas, o nosso público e os nossos fãs, e trabalhamos sempre para dar o nosso melhor e garantir que tudo corre bem.

Esta edição vai ser ainda melhor, podem contar com isso. Temos tempo para preparar tudo com qualidade, e deixo o convite para que venham assistir, porque a presença do público é fundamental para o crescimento dos atletas.

Preparem-se para uma edição especial, uma edição de ouro.

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