
Taekwondo em Portugal continua a crescer, não apenas ao nível competitivo, mas também na formação de novos agentes da modalidade, como treinadores e árbitros. Eduarda Alves é um desses exemplos. Jovem, dedicada e que formou o seu percurso ainda na infância como atleta na ATGAIA, mais tarde, decidiu abraçar o desafio da arbitragem. Nesta entrevista, partilha o seu trajeto, as motivações e a sua visão sobre o presente e o futuro do Taekwondo nacional.

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FightNews: Como começou o teu percurso nos desportos de combate e, em particular, no taekwondo?
Introdução dos desportos de combate no jardim de infância, uma vez que era uma das experiências disponíveis no mesmo. Foi também uma forma de acompanhar os meus restantes colegas de turma.
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FightNews: O que te atraiu inicialmente para esta modalidade e o que te fez continuar?
Disciplina, exigência e diversão.
FightNews: O que te levou a dar o passo da prática para a arbitragem no taekwondo?
Enquanto competidora, queria compreender o que era estar do outro lado, como eles percecionavam-nos enquanto atletas, o que valorizavam. Desta forma, conseguiria melhorar a minha performance como competidora.
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FightNews: Como foi o processo de formação e adaptação a esta nova função dentro da modalidade?
Como atleta já era conhecedora dos detalhes técnicos e dos aspetos mais importantes a destacar para ser bem-sucedida, contudo foi um momento de aprendizagem, de ver as coisas com outros olhos, e de estar atenta a outras coisas que os atletas não estão.
FightNews: Que competências consideras essenciais para ser uma boa árbitra?
Justa, conhecedora das regras, confiante e coerente.
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FightNews: Quais são os principais desafios que enfrentas enquanto árbitra de taekwondo?
Saber que tenho um papel importante no sucesso dos atletas que arbitro, fazendo da minha opinião algo muito relevante.
FightNews: Como geres a pressão e a responsabilidade de tomar decisões em competição e de que forma manténs a imparcialidade em momentos mais exigentes?
Penso quando estava no papel de atleta, e o como gostaria que os árbitros se comportassem perante a minha performance, de forma justa e correta.
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FightNews: Sendo uma mulher na arbitragem, sentes que ainda existem preconceitos ou barreiras neste meio?
Não, a idade e a mentalidade conseguem ser aspetos mais diferenciadores do que propriamente o sexo.
FightNews: Como avalias o estado atual do taekwondo em Portugal, tanto ao nível competitivo como formativo?
Atualmente, Portugal tem investido bastante na competição, tendo mais atletas com objetivos e sonhos muito altos comparativamente a anos prévios. A nível de formação, cada vez mais o Taekwondo é canalizado como um desporto, e desta forma a competição tem tido um papel superior. Conseguimos observar isto pela especialização precoce que assistimos nas crianças que praticam taekwondo atualmente.
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FightNews: Por fim, que mensagem gostarias de deixar à comunidade do taekwondo, atletas, treinadores e dirigentes?
Quem pratica ou está conectado com o Taekwondo gosta realmente da modalidade. A mensagem que deixo é para continuarem a tratar o Taekwondo como algo feliz e que promove o bem-estar das pessoas. Porque, acima de tudo, o que faz o motor do Taekwondo em Portugal são as pessoas que acreditam na modalidade e tratam-na com o carinho que ela necessita.