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M.A.C. 17: Sandro Leite revela planos para a internacionalização e dois cinturões em jogo a 26 de setembro

A 17.ª edição do M.A.C. realiza-se a 26 de setembro e terá dois cinturões em disputa. Em entrevista à Fight News Portugal, Sandro Leite, CEO do Martial Arts Championship, faz um balanço do percurso da organização, explica a estratégia para desenvolver novos talentos e revela os primeiros passos da X3 Fighting League, projeto que pretende ligar promoções de diferentes continentes.

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
10/09/2026 às 14h49 Atualizada em 10/09/2026 às 16h24
M.A.C. 17: Sandro Leite revela planos para a internacionalização e dois cinturões em jogo a 26 de setembro
Divulgação

O Martial Arts Championship (M.A.C.) prepara-se para chegar à sua 17.ª edição, marcada para o próximo dia 26 de setembro, consolidando um projeto que tem procurado afirmar-se no panorama das artes marciais e, em particular, como uma plataforma de desenvolvimento e projeção de novos talentos.

Ao longo das suas 16 edições anteriores, o M.A.C. construiu uma identidade própria, procurando conciliar competição, entretenimento e os valores das artes marciais. O percurso tem sido acompanhado pela chegada de atletas que passaram pelo evento a algumas das maiores organizações internacionais.

Na edição que se aproxima, serão disputados dois cinturões, com os combates entre Faraó e Renan, nos pesos-penas, e Manchinha e Sniper, nos pesos-leves, a assumirem particular destaque.

Em entrevista à Fight News Portugal, Sandro, CEO do M.A.C., fala sobre o presente e o futuro da organização, destaca as recentes oportunidades conquistadas por antigos campeões do evento e explica a criação da X3 Fighting League, um projecto internacional que pretende colocar diferentes promoções frente a frente.

“Esta edição é um momento de fortalecimento de duas grandes frentes”

Fight News Portugal: Sandro, o M.A.C. chega à sua 17.ª edição no dia 26 de setembro. Que expectativas tens para esta nova edição e o que representa este momento na evolução do projecto?

Sandro Leite: Esta edição está com o card muito bem montado e duas disputas de cinturão em jogo, garantindo um show de MMA. Estrategicamente, considero esta edição um momento de fortalecimento de duas grandes frentes que, desde o início, queremos desenvolver: o M.A.C. como trampolim para grandes eventos internacionais e a luta como entretenimento, sem deixar de preservar os valores do desporto.

Nesta edição, divulgámos que o nosso único campeão linear, o Renan Marcelino, acaba de ser contratado pelo ACA. Antes dele, o nosso ex-campeão dos galos, o Mateus Soares, foi chamado para o DWCS do dia 6/10 e, ainda antes, o nosso campeão dos moscas, Fábio Gigante, foi contratado pelo ONE. Isso mostra que estamos no caminho certo na formação dos novos campeões.

No que diz respeito às artes marciais como entretenimento, dar oportunidades a atletas regionais entrega um engagement absurdo do público e o clima da arena fica espectacular, proporcionando uma melhor experiência presencial e também para o público que assiste às nossas transmissões. Mostrando sempre que entretenimento bem feito não depende do estímulo à hostilidade entre os atletas e pode ser produzido preservando os valores do desporto.

Imagem Instagram

“Vimos uma lacuna na área de produção de eventos”

Fight News Portugal: O M.A.C. tem vindo a crescer não apenas em número de edições, mas também em dimensão e reconhecimento. Que balanço fazes deste percurso desde a criação do evento?

Sandro Leite: Estamos a colocar em prática tudo o que imaginámos no planeamento. Vimos uma lacuna na área de produção de eventos, pois os produtores tradicionais tinham como prioridade agenciar atletas e faziam eventos apenas para alavancar os próprios atletas.

Entendendo isso e o potencial do mercado, percebemos que existia um oceano azul a explorar e fomos em frente, sempre preservando os pilares iniciais, onde seríamos o melhor evento para o início da carreira dos atletas, e hoje já somos.

Não agenciaríamos qualquer atleta ao longo desta jornada, pois caracteriza conflito de interesses. Reconheceríamos da melhor forma as pessoas que construíram esta história. O Hall da Fama das Artes Marciais tem esse papel.

A mulher sempre estaria muito bem representada nos seus diferentes papéis deste nosso ecossistema, e tivemos mulheres a dar um show em todas as 16 edições anteriores, com igualdade nas bolsas/bónus.

E, por último, mas não menos importante, conduziríamos tudo preservando os valores do desporto, e assim o temos feito em todas as nossas edições, não admitindo qualquer tipo de hostilidade entre atletas.

Junto disso, caminhamos com os melhores parceiros de media no Brasil, garantindo mais alcance do que a maioria dos eventos nacionais, e temos uma grande parceria com as leis de incentivo ao desporto federal e, principalmente, estadual.

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“São eles que transformam o evento numa noite especial”

Fight News Portugal: O público pode esperar uma edição diferente das anteriores? O que prepararam para tornar o M.A.C. 17 numa noite especial para os fãs das artes marciais?

Sandro Leite: O nosso papel é entregar uma produção impecável e garantir a melhor experiência possível para os atletas e público, mas são eles que transformam o evento numa noite especial. Ter dois cinturões em disputa, sendo um deles com participação de um atleta vindo da cidade, ajuda bastante.

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“Estamos no caminho certo”

Fight News Portugal: O M.A.C. nasceu com a ambição de ser uma plataforma para revelar e desenvolver novos talentos. Hoje, olhando para os atletas que passaram pelo evento, sentes que esse objectivo está a ser cumprido?

Sandro Leite: Estamos no caminho certo, como mencionei na primeira resposta, mas ainda temos o desafio de desbloquear a dinâmica do mercado, onde poucos empresários têm acesso aos maiores eventos internacionais. Essa é uma construção, que já vem acontecendo com a credibilidade e visibilidade crescentes do M.A.C.

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Faraó vs. Renan promete “um show de trocação”

Fight News Portugal: Esta edição terá duas disputas de cinturão. O que podes revelar sobre estes dois combates e porque consideras que são confrontos que os fãs não podem perder?

Sandro Leite: Na disputa dos penas, entre Faraó e Renan, a expectativa é de um show de trocação e pouca possibilidade de a luta durar os cinco rounds.

Já na disputa dos leves, entre Manchinha e Sniper, temos um confronto de estilos, com o Sniper a procurar manter a luta na trocação em pé e o Manchinha a procurar a luta agarrada. É uma luta de resultado imprevisível, com dois atletas já bem experimentados.

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“Precisamos dos atletas felizes e de uma torcida engajada”

Fight News Portugal: O M.A.C. tem procurado juntar competição de alto nível com uma experiência forte para quem está a assistir. O que pode o público esperar dos combates desta 17.ª edição?

Sandro Leite: Entender o desporto como entretenimento faz parte da nossa estratégia e toda a produção do evento tem esse olhar. No final, precisamos dos atletas felizes e prontos para dar o melhor de si e de uma torcida engajada, eufórica e a aproveitar ao máximo a experiência presencial.

Com atletas e público presentes e conectados, é garantido que o conteúdo que chega através das transmissões seja excelente.

X3 Fighting League: o projecto internacional do M.A.C.

Fight News Portugal: Uma das grandes questões para o futuro do M.A.C. passa pela internacionalização. Que importância têm hoje as parcerias com organizações e eventos de outros países?

Sandro Leite: Internacionalizar é caro e arriscado, mas pensámos num caminho que pudesse mitigar os riscos e valorizar os produtores de outros países, em vez de apenas tentar monopolizar mercados.

Assim surge a X3 Fighting League, que basicamente consiste em vários desafios entre promoções de diferentes países, onde três atletas de um evento são seleccionados para três confrontos com atletas de outro evento, e quem vencer dois ou mais sai como vencedor daquela edição.

Fizemos o primeiro acordo com a 247 Fighting, evento muito bem produzido de Pittsburgh, nos EUA, e agora estamos a procurar representantes noutros continentes para fechar a primeira fase da liga.

Comercialmente, a meta inicial da Liga é subsidiar todos os custos logísticos de cada evento nos deslocamentos para os desafios. Depois dessa primeira meta atingida, a ideia é partilhar 50% do resultado igualmente, 30% de acordo com o engagement de cada franquia e 20% de acordo com a performance — número de vitórias no ano —, modelo tradicional em algumas ligas desportivas pelo mundo.

Esse é o embrião e tem muito por vir.

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“Estamos a conversar com representantes na Europa, Ásia, África e Oceania”

Fight News Portugal: Que mercados internacionais consideras mais interessantes para o crescimento do M.A.C. nos próximos anos?

Sandro Leite: Como falei, já temos um acordo nos EUA e agora estamos a conversar com representantes na Europa, Ásia, África e Oceania. Fechando um por continente, daremos início à primeira temporada.

“Campeão da X3 Fighting League e formador dos melhores atletas do Brasil”

Fight News Portugal: Se olharmos para os próximos três a cinco anos, onde gostarias de ver o M.A.C.?

Sandro Leite: Campeão da X3 Fighting League e formador dos melhores atletas do Brasil.

“Queremos que o público online sinta como se estivesse na arena”

Fight News Portugal: Para terminar, no dia 26 de setembro haverá dois cinturões em jogo e mais uma noite de grandes combates. Que mensagem queres deixar aos atletas, aos fãs e a todos aqueles que vão acompanhar o M.A.C. 17?

Sandro Leite: A nossa expectativa é que os atletas façam grandes combates, que a torcida dê um show espectacular e que o público online sinta como se estivesse na arena.

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M.A.C. prepara nova etapa com olhos postos no cenário internacional

A 17.ª edição do Martial Arts Championship surge num momento de afirmação do projecto. Mais do que organizar combates, o M.A.C. procura consolidar uma plataforma capaz de preparar atletas para os grandes palcos internacionais, enquanto desenvolve uma experiência de entretenimento própria.

Os exemplos de Renan Marcelino, Mateus Soares e Fábio Gigante, antigos campeões ou atletas ligados ao evento que alcançaram oportunidades em organizações internacionais, são apresentados por Sandro como sinais de que essa estratégia está a produzir resultados.

Agora, o projecto ganha uma nova dimensão com a X3 Fighting League, que pretende aproximar promotores de diferentes países através de confrontos entre atletas e organizações.

Antes disso, porém, há dois cinturões para disputar.

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A 26 de setembro, o M.A.C. 17 volta a colocar as artes marciais no centro das atenções, com dois títulos em jogo e a promessa de mais uma noite em que competição e entretenimento caminham lado a lado.

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