
O kickboxing português volta a marcar presença num dos principais palcos internacionais da modalidade, com Diogo Silva a disputar, no Brasil, o título mundial interino da WAKO PRO. Num contexto competitivo exigente, o atleta nacional enfrenta Cabelo Monteiro, atual detentor do cinturão do WGP Kickboxing, num duelo que cruza estilos agressivos e promete intensidade ao longo dos cinco assaltos.
Mais do que o simbolismo do título, Diogo Silva enquadra este combate como parte de um percurso sustentado pela consistência competitiva e pela presença em eventos de alto nível. Numa fase da carreira em que a regularidade e a qualidade dos adversários assumem particular relevância, o lutador português destaca a importância de competir nos maiores palcos e de representar o país com identidade e ambição. Este combate insere-se também num momento de crescente visibilidade dos atletas portugueses no circuito internacional, refletindo a evolução do kickboxing nacional.

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FightNews:Diogo, como foi a preparação para este combate que vale o Título Mundial Interino da WAKO PRO?
Desde já quero agradecer a oportunidade de poder estar a fazer esta entrevista com vocês, que são uma página dedicada aos desportos de combate em Portugal. E isso nós temos que glorificar. Em relação à preparação, foi uma preparação igual às outras, porque para todos os combates eu preparo-me sempre ao máximo. Então esta não foi diferente. Obviamente tem um sabor especial por ser pelo título mundial, mas acaba por ser uma consequência de todo o trabalho. Então foi uma preparação igual às outras, sempre ao máximo.
FightNews: O que representa para ti disputar um título mundial da WAKO de Kickboxing no Brasil?
Acima de qualquer título, o que representa para mim é o evento em que estamos a combater e poder estar a combater no maior evento da América Latina, por si só, já é uma grande conquista. Então, não refiro tanto o título em si, que obviamente é bom — todos nós queremos ser sempre campeões do mundo, e eu vou querer ser campeão do mundo mais uma vez — mas o que me deixa mais contente é o evento em si, o adversário, e essa é a minha maior motivação.
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FightNews:Vais defrontar o atual campeão do WGP e vencedor do All Star GP. Que análise fazes do teu adversário, Cabelo Monteiro?
A análise que eu faço é que é, sem dúvida, um adversário agressivo, que gosta de andar para a frente. O meu estilo de jogo também é esse, de andar para a frente e fazer pressão. Então vai ser uma luta interessante de se ver. Vamos ver quem é que vai conseguir adaptar-se melhor e encaixar o seu jogo. Acho que tem tudo para ser uma boa luta. É um adversário bom. Eu sou um adversário bom também para ele. Então acho que vai ser um grande combate.
FightNews:Onde achas que podes fazer a diferença dentro do ringue neste confronto?
Onde eu acho que posso fazer a diferença vai ser na pressão que gosto de meter ao longo dos rounds. Como são cinco rounds e eu apresento-me sempre bem fisicamente, acho que onde poderei fazer a diferença é na parte física e no decorrer dos rounds, tornar-me mais forte.
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FightNews:Que significado tem para ti representar Portugal numa disputa de título mundial?
Obviamente que é um sentimento muito importante representar Portugal nestas competições. E que os portugueses consigam sempre, no final de cada evento, por mais que subestimem ao início, mas que no final venham bater palmas e dizer que os atletas de Portugal são fortes. Esse é o maior sentimento que acho que qualquer lutador português tem quando combate no estrangeiro. É sempre bom representar Portugal nestes eventos.
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FightNews: Independente do resultado, quais são os teus próximos objetivos na WAKO PRO e no kickboxing mundial?
Neste momento, na fase em que estou na minha carreira, o importante é combater o mais que eu conseguir e continuar a combater nestes grandes eventos, frente a grandes adversários, porque no final das contas é isso que vai contar no final da carreira. Com quem é que eu combati, em que eventos é que combati. Acho que, para os verdadeiros amantes deste desporto, isso é o que conta. Então é combater o mais que eu puder nestes grandes eventos e representar sempre ao máximo, independentemente da vitória ou da derrota, deixando sempre uma boa imagem.
FightNews:O que podem os fãs esperar de ti neste combate no dia 25 de abril?
Neste caso, os fãs dos desportos de combate, o que eu posso deixar e o que podem esperar de mim é dar 1000% dentro do ringue, deixar tudo lá dentro e sofrer ao máximo do combate, mas sair de lá com a vitória, é o principal. Mas se for derrota, que seja a deixar tudo lá dentro e não sentir que podia ter dado mais.
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FightNews:Por fim, que mensagem gostarias de deixar a todos os que te vão apoiar neste desafio?
A mensagem que quero deixar é de agradecimento, porque mesmo a estes quilómetros de distância, conseguimos sentir a energia. É sempre bom ter os amantes dos desportos, os que torcem por Portugal. É sempre bom sentir essa energia nestes eventos em que estamos habituados a combater com atletas da casa. É sempre um “boost” que ganhamos.
Num combate que ultrapassa a dimensão do título e se afirma como mais um passo consistente num percurso internacional exigente, Diogo Silva entra em ringue com uma ideia clara: competir ao mais alto nível, medir-se com os melhores e deixar uma marca sólida em cada oportunidade. Frente a Cabelo Monteiro, num dos principais palcos da América Latina, o desfecho do combate será apenas parte de uma narrativa maior — a de um atleta que valoriza o caminho, a qualidade dos desafios e a representação de Portugal no circuito global. Independentemente do resultado, a presença de Diogo Silva neste contexto reforça a consistência e a ambição do kickboxing português além-fronteiras.

