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Beatriz Whitfield: “Apaixonei-me pelo Jiu-Jitsu e quero evoluir a cada combate”

Jovem atleta prepara-se para o ECJJ Open Challenge Super 8 Feminino.

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
11/04/2026 às 10h15 Atualizada em 16/04/2026 às 14h51
Beatriz Whitfield: “Apaixonei-me pelo Jiu-Jitsu e quero evoluir a cada combate”
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O Jiu-Jitsu feminino em Portugal continua a crescer e a afirmar-se com novas atletas a surgirem no panorama competitivo. Uma dessas promessas é Beatriz Whitfield, jovem atleta da MR ACADEMY JIU JITSU, que se prepara para competir no ECJJ Open Challenge Super 8 Feminino, já no próximo dia 26 de abril.

Nesta entrevista, Beatriz partilha o seu percurso nas artes marciais, o impacto que o Jiu-Jitsu teve na sua vida e as expectativas para esta importante competição.

Imagem cedida Beatriz Whitfield.

“Foi no Jiu-Jitsu que encontrei a minha paixão”

FightNews: Como começou o teu percurso no Jiu-Jitsu e o que te motivou a dar os primeiros passos na modalidade?

Comecei a treinar Muay Thai numa academia durante o período do COVID. Mais tarde, nessa mesma academia, abriram aulas de MMA, que decidi experimentar, e acabei por ganhar gosto pela modalidade. No entanto, o meu nível de Jiu-Jitsu não era o melhor, e por isso incentivaram-me a experimentar algumas aulas. Foi aí que me apaixonei pela modalidade e, desde então, tenho focado o meu treino em BJJ, procurando evoluir e melhorar continuamente.

Imagem cedida Beatriz Whitfield.

“O Jiu-Jitsu ajuda-me a desligar e a focar no momento”

FightNews: Que impacto teve o Jiu-Jitsu na tua vida desde que começaste a treinar?

O Jiu-Jitsu tem tido um impacto muito positivo na minha vida, especialmente a nível psicológico. Para mim, é o desporto onde consigo deixar os problemas de lado e focar-me totalmente na técnica e no momento presente. Além disso, tem-me ajudado a desenvolver disciplina, resiliência e uma maior capacidade de lidar com desafios dentro e fora do treino.

Imagem cedida Beatriz Whitfield.

“Competir é sair da zona de conforto e evoluir”

FightNews: Vais competir no ECJJ Open Challenge GP Super Oito Feminino no dia 26 de abril. O que representa para ti esta oportunidade?

É uma ótima oportunidade para mim, pois permite-me avaliar as minhas habilidades e perceber em que nível estou atualmente. Além disso, competir desafia-me a sair da minha zona de conforto, testar o que tenho vindo a aprender nos treinos e continuar a evoluir como atleta.

Imagem Instagram

“Mais visibilidade é essencial para o Jiu-Jitsu feminino

FightNews:Que importância têm competições deste nível, especialmente para atletas faixa azul, e sentes que este tipo de torneios ajuda a elevar o nível competitivo do Jiu-Jitsu feminino em Portugal?

Acho que é bastante importante, especialmente para atletas faixa azul, porque estas competições ajudam-nos a ganhar experiência e a evoluir dentro do desporto. No caso do Jiu-Jitsu feminino, sinto que a participação das mulheres tem vindo a crescer cada vez mais dentro da comunidade. No entanto, ainda não existem tantas oportunidades como para os homens. Por isso, torneios deste nível são essenciais para dar mais visibilidade às atletas femininas e ajudar a elevar o nível competitivo do Jiu-Jitsu em Portugal.

Imagem cedida Beatriz Whitfield.

“Cada vez há mais mulheres a competir a alto nível”

FightNews:Como vês a evolução do Jiu-Jitsu feminino em Portugal nos últimos anos?

Acho que o Jiu-Jitsu feminino em Portugal tem vindo a crescer bastante nos últimos anos. Cada vez vemos mais mulheres a treinar e a competir, e já é possível encontrar atletas a níveis bastante elevados. Essa evolução mostra não só o aumento do interesse pela modalidade, mas também a dedicação e qualidade das atletas femininas no panorama nacional.

Imagem cedida Beatriz Whitfield.

“Quero focar-me combate a combate”

FightNews:Quais são as tuas expectativas para este GP? Entras com algum objetivo específico ou preferes focar-te combate a combate?

As minhas expectativas para este GP passam por conseguir fazer o meu jogo e desenvolvê-lo ao longo de cada combate. Mais do que pensar apenas no resultado final, prefiro focar-me luta a luta, aplicando o que tenho vindo a trabalhar nos treinos. Ao mesmo tempo, também é importante para mim desfrutar da experiência e divertir-me dentro do tatame.

“Prefiro focar-me no meu jogo”

FightNews:Já tiveste oportunidade de estudar as tuas possíveis adversárias? O que conheces do jogo delas e que tipo de combate esperas encontrar?

Para ser sincera, tento não pesquisar muito sobre as minhas adversárias. Prefiro focar-me no meu próprio jogo e naquilo que consigo controlar. Ainda assim, espero combates desafiantes, com atletas bem preparadas, o que me motiva ainda mais a dar o meu melhor e a adaptar-me a cada situação dentro do tatame.

Imagem cedida Beatriz Whitfield.

“A minha equipa é fundamental no meu percurso”

FightNews: Por fim, que mensagem queres deixar à tua equipa, treinadores e companheiras de treino antes desta competição?

Para mim, a equipa que tenho atualmente é fundamental, pois são eles que me incentivam a continuar a treinar e a evoluir. Sinto que sem eles não seria a mesma coisa. Os meus treinadores têm também um papel muito importante no meu percurso, não só pelo conhecimento que transmitem, mas pelo apoio constante e pela confiança que depositam em mim. Em especial, as mulheres com quem treino são uma grande inspiração para mim, e é também graças a elas que continuo motivada a dar o meu melhor todos os dias.

Beatriz Whitfield representa a nova geração do Jiu-Jitsu feminino em Portugal: dedicada, focada e apaixonada pela modalidade. A sua participação no ECJJ Open Challenge Super 8 Feminino é mais um passo importante num percurso que promete evolução e competitividade.

Num cenário onde o Jiu-Jitsu feminino continua a crescer, atletas como Beatriz mostram que o futuro da modalidade está em boas mãos — dentro e fora do tatame.

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