
Manuella Teixeira é uma das jovens promessas do Jiu Jitsu em Portugal, destacando-se cada vez mais no panorama competitivo internacional. Com um percurso ainda em construção, mas já marcado por conquistas relevantes — como o título de campeã sul-americana e o Campeonato Nacional Português —, a atleta revela uma maturidade competitiva pouco comum para a sua idade.
A sua ligação à modalidade nasce de um contexto familiar, onde o sonho do pai acabou por se transformar numa motivação adicional para trilhar o seu próprio caminho no tatami. Entre treinos, competições e evolução técnica, Manuella tem vindo a consolidar uma identidade competitiva baseada na disciplina, resiliência e ambição.
Num momento em que o Jiu Jitsu feminino em Portugal começa a ganhar maior expressão, o seu percurso surge como reflexo de uma nova geração que procura não só competir, mas também elevar o nível da modalidade. Em entrevista, a jovem atleta partilha o seu percurso, desafios e objetivos para o futuro.

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FightNews:Como começou a tua ligação ao Jiu-Jitsu e lembras-te do que te motivou a dar o primeiro passo na arte suave?
Através do meu pai. Ele sempre sonhou em ser um grande lutador, porém, pela falta de apoio e pelas circunstâncias da vida, teve de abrir mão do Jiu Jitsu para trabalhar. E hoje faz de tudo por mim, o que ele queria para ele.
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FightNews: Que valores é que o Jiu-Jitsu te tem ensinado ao longo do teu percurso e de que forma a modalidade influencia a tua vida fora do tatami?
O maior valor é a disciplina e o esforço dos meus pais para que eu evolua e me destaque. Tem-me ensinado a valorizar todo o esforço, valorizar as oportunidades e tem influenciado o meu comportamento disciplinar em geral, dentro e fora do tatami, e principalmente a ser resiliente.
FightNews: Até agora, qual foi a conquista mais importante da tua carreira e o que tornou esse momento tão especial para ti?
Ser campeã sul-americana este ano. Pois no ano passado fiquei com prata, e conquistar o ouro este ano mostra que evoluí e estou no caminho certo.
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FightNews: Há alguma vitória ou até derrota que te tenha marcado particularmente?
A vitória que mais me marcou foi no AJP Madrid 2025, pois tentaram prejudicar-me em duas lutas. Sofri uma pressão psicológica que mexeu muito comigo, porém, mesmo assim fiz três lutas e fui campeã.
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FightNews: Quais são os teus principais objetivos para esta época de 2026? Há alguma competição específica onde gostarias de brilhar?
Ser campeã mundial em Abu Dhabi 2026.
FightNews:Em que aspetos do teu jogo estás mais focada em evoluir neste momento?
Venho de uma base de guarda, porém estou a procurar evoluir o meu jogo por cima, com o objetivo de finalizações mais rápidas e eficazes.
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FightNews: Como vês o crescimento do Jiu-Jitsu feminino em Portugal?
Vejo um início bem promissor, com grande potencial de revelar atletas fantásticos. Porém, acho que deveria haver mais incentivos.
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FightNews:Que mensagem deixas a outras meninas que gostavam de experimentar Jiu-Jitsu, mas ainda se sentem inseguras?
Deixo a seguinte mensagem: o Jiu Jitsu pode transformar a tua vida em geral, desde o comportamento, disciplina, mentalidade, forma física, e pode gerar várias oportunidades que nem eu imaginava ter, principalmente viajar para vários lugares através do Jiu Jitsu.
FightNews: Para finalizar, o que dirias à Manuella do passado, quando ainda estava a dar os primeiros passos?
Quando iniciei era apenas para movimentar o corpo e gastar energias, porém fui ganhando gosto, e junto veio a insegurança, principalmente nas competições. Hoje isso tem-se tornado rotina na minha vida e tem-me feito evoluir em todos os sentidos, seja dentro ou fora do tatami.
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