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Nova geração do Jiu-Jitsu: Natália Agostinho projeta futuro competitivo

Atleta da BPT Internacional de 17 anos recorda a fase de formação, explica a evolução na faixa azul e aponta ao Mundial como grande objetivo.

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
11/03/2026 às 16h33 Atualizada em 11/03/2026 às 17h11
Nova geração do Jiu-Jitsu: Natália Agostinho projeta futuro competitivo
Imagem cedida Natália Agostinho

Com apenas 17 anos, Natália Agostinho representa uma nova geração de atletas que cresce dentro do universo do Jiu-Jitsu competitivo. Faixa azul e a competir na categoria juvenil pena, a jovem atleta da BPT Internacional construiu a sua ligação à modalidade desde muito cedo, num ambiente familiar profundamente ligado às artes marciais.

Filha de um faixa preta de Jiu-Jitsu e ex-lutador profissional de MMA, Natália começou a treinar ainda em criança, numa relação com o tatame que nasceu de forma natural. Ao longo da fase de formação acumulou títulos e experiências competitivas, mas também enfrentou desafios comuns a quem cresce sob a influência de uma forte herança desportiva.

Agora numa nova etapa da carreira, a atleta encara a competição com outra maturidade e ambição. O foco passa por evoluir tecnicamente, ganhar experiência em campeonatos regionais e preparar um objetivo maior: competir no Mundial da Califórnia.

Em entrevista à Fight News, Natália Agostinho fala sobre o seu percurso no Jiu-Jitsu, a influência do pai, as mudanças que sentiu ao chegar à faixa azul e os sonhos que começam a ganhar forma no horizonte competitivo.

FightNews: Como surgiu o Jiu-Jitsu na tua vida e com que idade começaste a treinar?

O Jiu-Jitsu na minha vida existe desde que nasci. O meu pai é faixa preta e foi lutador profissional a vida toda, por isso foi muito natural o meu início, já com 4 anos de idade.

Imagem cedida Natália Agostinho

FightNews: O que foi que mais te apaixonou nesta modalidade desde o início?

Ver a eficiência da arte marcial que pratico, tanto na competição como para a defesa pessoal.

FightNews: O teu pai é faixa preta de Jiu-Jitsu e ex-lutador de MMA. Que influência teve ele no teu percurso no desporto?

Eu amo o Jiu-Jitsu e ele é o maior responsável por esse amor. Eu sempre quis ser como ele foi quando lutava. Ele é a minha maior inspiração e, por eu já nascer no meio da luta, isso foi bem natural.

Imagem Instagram

FightNews: Como é treinar e crescer no Jiu-Jitsu tendo um pai que conhece tão bem a modalidade?

Antes eu sentia muita pressão, justamente por ter um pai faixa preta que foi atleta. Ele cobrava muito de mim e, em determinado momento, isso acabou por me atrapalhar. Mas eu entendo-o, ele só quer ver-me bem.

Hoje já não existe tanto essa pressão. Falamos muito e ele deixou claro que eu não sou ele: ele teve a história dele e eu vou ter a minha.

FightNews: Durante a fase de kids conquistaste muitos títulos e vitórias. Como recordas essa fase da tua carreira?

Recordo com muito carinho, pois foi uma época em que fiz grandes amigos que tenho até hoje. E cada campeonato era uma festa para mim (risos).

Imagem cedida Natália Agostinho

FightNews: Houve alguma competição ou vitória que tenha sido especialmente marcante para ti?

Acho que um Nordeste Open onde lutei uma categoria acima da minha. Fiz três lutas e perdi na final. Foi emocionante ver o meu pai a chorar de emoção (risos). Foi um dos campeonatos em que lutei com o coração, como diz o meu pai.

Imagem cedida Natália Agostinho

FightNews:  Agora estás na faixa azul e na categoria juvenil. Que mudanças sentes nesta nova etapa da tua carreira?

Muda tudo. Agora o negócio ficou sério. Não é para nos divertirmos como era antes; agora vou lá para ser campeã. A derrota não existe no nosso vocabulário — ela pode até vir, mas eu vou sempre aprender com ela. No Jiu-Jitsu aprendemos tanto na derrota como na vitória.

FightNews: Quais são os teus principais objetivos para esta época? Há alguma competição ou título que sonhes conquistar nos próximos anos?

Estou a treinar para lutar os campeonatos regionais e usá-los como preparação para um grande desafio, que é lutar o Mundial na Califórnia. Estamos a trabalhar para isso.

Imagem cedida Natália Agostinho

FightNews: Tens algum atleta ou atleta feminina no Jiu-Jitsu que consideres uma inspiração?

Emily Leyva. Gosto muito do jogo dela. É surreal o jogo dela.

FightNews: Por fim, que conselho darias a outras meninas que têm curiosidade ou vontade de experimentar Jiu-Jitsu e que mensagem gostarias de deixar para jovens atletas que querem começar a competir?

O conselho que dou é que experimentem. Depois disso, nunca mais vão querer deixar de competir. É uma sensação fantástica e aprendemos muito, vencendo ou perdendo.

 

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