
No próximo dia 20 de fevereiro, a atleta Francisca Gouveia fará a sua estreia oficial em competição no MFC 19, evento que tem vindo a afirmar-se no panorama do Kickboxing na Madeira. Natural da região, Francisca encara este momento com ambição, nervos e um profundo sentimento de orgulho por poder competir em casa.
Em entrevista, a atleta fala sobre a ansiedade da estreia, a evolução do desporto na Madeira, os seus objectivos dentro do Kickboxing e deixa palavras de agradecimento àqueles que têm sido fundamentais no seu percurso.

Imagem Instagram
FightNews: Francisca, estás prestes a estrear-te em competição no MFC 19. Como estás a viver este momento?
Dizer que não há nervos seria uma mentira. Sou originalmente atleta de Lightkick, será o meu primeiro combate. Seria bizarro não haver alguma ansiedade. São esses nervos que fazem um atleta mais atento e alerta no momento da verdade. Por enquanto estou simplesmente a tentar focar-me no treino e em bater o peso para poder ter esta honra de competir no MFC 19.
FightNews: O que significa para ti fazer a tua primeira luta num evento como este e justamente na Madeira?
Fico feliz por poder competir na minha terra. Não foi assim há tanto tempo que o desporto quase não existia na Madeira e, se houvesse um madeirense com o sonho de ser kickboxer, não tinha opção para além de sair da ilha. O facto de hoje haver estas oportunidades na ilha é um bom sinal da evolução da RAM e de um investimento no desporto madeirense, uma coisa muito positiva.
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FightNews: Como tem sido a tua preparação para esta estreia no Kickboxing no dia 20 de fevereiro?
A minha preparação tem sido a mesma de sempre, com especial foco em descer o peso.
FightNews:Trabalhaste alguma estratégia específica para esta luta?
Não. Nunca se sabe o que vai acontecer no ringue. Depender de uma estratégia seria um erro. Todos os dias treino para poder ser uma atleta dinâmica e é isso que pretendo tirar ao máximo do meu treino.
Imagem cedida Francisca Gouveia
FightNews: Que tipo de combate gostarias de fazer na tua estreia?
Acima de tudo quero dar uma boa luta e evidentemente ganhar. Ficaria muito feliz se conseguisse terminar o combate ou azul de falta de ar ou de cara vermelha de sangue, porque significaria que dei o meu melhor e puxei pelos meus limites. Combates assim também costumam ser bons de ver para o público.
FightNews: Onde gostarias de chegar dentro do Kickboxing nos próximos anos?
Quero ser boa. Quero ter o Kickboxing como instinto. Quero entrar no ringue e nem sequer precisar de pensar porque o meu corpo já sabe exactamente o que fazer. Quero ter técnica perfeita. Quero meter medo a quem entra no ringue comigo. E claro, quero ter vários combates ganhos até lá.
Imagem cedida Francisca Gouveia
FightNews: Quem gostarias de agradecer nesta fase tão especial da tua vida?
Obviamente o meu Mestre João Oliveira, primeiro de tudo. Para além de ser campeão do mundo e trazer enorme orgulho a Portugal, ele é uma pessoa incrível, tanto como treinador como no seu carácter. É o pilar do clube, é um amigo, terapeuta, nutricionista, quase pai para todos nós. Ele é uma pessoa inacreditável que só aparece de século a século. Uma pessoa rara e nunca conseguiria nada disto sem tê-lo comigo a puxar por mim e a trabalhar tão arduamente pelos seus atletas.
Claro que também quero agradecer à Susana, o segundo pilar do clube que as pessoas nunca deviam esquecer, uma mulher cheia de vida. O seu filho, treinador adjunto e antigo campeão nacional Filipe, um perito na técnica e só espero um dia ter uma técnica tão boa como a dele. Gostava de agradecer também a vários amigos e colegas que sou muito sortuda em ter no clube: o João Freitas, que também lutará nesse evento e estarei a torcer por ele; a Isabel, por treinar tanto comigo e puxar por mim; a Catarina, pelas risadas e por levantar os espíritos; o Alexandre, pelas dores de cabeça resultantes do sparring; a Nicole, por ajudar-me a evoluir e pelo seu apoio. E claro, muita mais gente que já torce por mim desde o início, algo que foi fundamental para a minha introdução ao desporto.
Imagem cedida Francisca Gouveia
FightNews: Por fim, que mensagem deixas a quem vai estar presente no MFC 19 a apoiar-te?
Darei o meu melhor e esforçar-me-ei para trazer orgulho ao CKF. Espero conseguir ouvir a claque a partir do ringue a gritar, mesmo que seja só depois do toque final.