
No âmbito das comemorações do Dia da Mulher, a escola BlueLine Jiu Jitsu lança a PINK LINE, uma ação especial dedicada exclusivamente a mulheres das forças de segurança. Sob o princípio orientador de “Operacionais para Operacionais”, o projeto pretende reforçar a preparação técnica, psicológica e operacional feminina através do Jiu Jitsu aplicado ao contexto policial.
A iniciativa terá lugar no dia 6 de março e promete um treino exigente, realista e orientado para a realidade do serviço operacional moderno.

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FightNews: O que motivou a criação desta ação especial PINK LINE dedicada ao Dia da Mulher?
A criação da PINK LINE nasce do reconhecimento inequívoco do papel crescente e absolutamente determinante das mulheres nas forças de segurança. O Dia da Mulher não é, para nós, um momento simbólico vazio — é uma oportunidade para criar um espaço real de valorização, capacitação e fortalecimento operacional.
A BLUE LINE trabalha sob o princípio de “operacionais para operacionais”, e sentimos que era o momento certo para dedicar uma ação exclusivamente às mulheres que diariamente vestem a farda, enfrentam riscos reais e assumem responsabilidades exigentes. A PINK LINE surge como um tributo ativo — não apenas de palavras, mas de treino, suor e preparação.
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FightNews: Que significado tem para vocês promover um treino exclusivamente feminino dentro deste contexto operacional?
Promover um treino exclusivamente feminino tem um significado profundo: criar um ambiente onde as participantes possam treinar sem filtros, sem comparações externas e com total foco na sua evolução técnica e psicológica.
No contexto operacional, sabemos que muitas vezes as mulheres precisam de provar duas vezes mais a sua competência. A PINK LINE pretende inverter essa lógica — aqui parte-se do princípio da competência. É um espaço de afirmação, não de validação.
É também uma forma de reforçar que a exigência é igual para todos, mas o caminho pode e deve ter momentos próprios de fortalecimento específico.
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FightNews: O que podem as participantes esperar deste treino especial no dia 6 de março?
Podem esperar um treino exigente, técnico e realista. Não será simbólico — será operacional.
Vamos trabalhar cenários aplicáveis à realidade policial: controlo em curta distância, gestão de resistência ativa, transições para imobilização e controlo seguro em ambiente de pressão. Tudo adaptado à lógica do Jiu Jitsu aplicado ao serviço.
Mas, acima de tudo, podem esperar intensidade, camaradagem e um ambiente de respeito absoluto. A PINK LINE será um treino duro, mas consciente — onde cada técnica terá um propósito funcional.
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FightNews: Para além do treino técnico, que outras dimensões pretendem trabalhar neste encontro?
Para nós, o treino nunca é apenas físico. Pretendemos trabalhar três pilares fundamentais:
Confiança operacional – sentir que têm ferramentas reais para responder sob stress.
Espírito de corpo – criar laços entre mulheres de diferentes forças e unidades.
Partilha de experiências – porque muitas vezes os desafios não são apenas físicos, mas também culturais e estruturais.Queremos que saiam mais fortes tecnicamente, mas também mais conscientes da rede de apoio que existe entre elas.
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FightNews: De que forma o Jiu Jitsu pode ser uma ferramenta útil e eficaz para mulheres em funções operacionais?
O Jiu Jitsu é talvez uma das ferramentas mais inteligentes no contexto operacional moderno.
Ao contrário de sistemas baseados exclusivamente em força bruta, o Jiu Jitsu privilegia alavancas, controlo posicional, gestão de distância e eficiência energética. Isso permite neutralizar ameaças de maior dimensão física com técnica e estratégia.
Para mulheres operacionais, isto é particularmente relevante: dá autonomia, reduz a necessidade de escalada de força e aumenta a capacidade de controlo proporcional — algo essencial na intervenção policial contemporânea.
Mais do que “saber lutar”, trata-se de saber controlar.
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FightNews: Pretendem dar continuidade ao PINK LINE e criar mais ações semelhantes no futuro?
Sem dúvida. A PINK LINE não nasce como evento isolado, mas como semente.
A nossa intenção é avaliar o impacto desta primeira edição e, mediante o feedback, criar uma linha regular de treinos dedicados, workshops específicos e, eventualmente, integrar mulheres instrutoras operacionais dentro do projeto.
Queremos que deixe de ser exceção e passe a ser parte integrante da nossa dinâmica formativa.
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FightNews: Por fim, que mensagem gostariam de deixar a todas as mulheres operacionais neste Dia da Mulher?
A mensagem é simples e direta:
Vocês não são um complemento. São parte essencial da linha da frente.
Cada turno, cada intervenção, cada decisão sob pressão contribui para a segurança coletiva. A vossa presença não é simbólica — é operacional.
Que nunca duvidem da vossa capacidade, da vossa preparação e do vosso valor. Continuem a treinar, a evoluir e a ocupar o espaço que legitimamente vos pertence.
Na BLUE LINE, a linha é azul.
No dia 6 de março, será também rosa.
Mas a missão é a mesma: competência, preparação e honra.
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