
A cidade de Setúbal prepara-se para receber, no próximo dia 21 de fevereiro, mais uma edição do SJJIF de Jiu Jitsu, evento que tem vindo a ganhar cada vez mais expressão no panorama nacional. À frente da coordenação técnica da arbitragem estará Sandro Barbosa, responsável por garantir o cumprimento das regras e o bom funcionamento das áreas de combate. Em conversa connosco, falou das expectativas, da estrutura montada e dos desafios do campeonato.

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FightNews: Quais são as suas expectativas para esta edição de fevereiro do evento SJJIF Jiu Jitsu em Setúbal?
As expectativas são as melhores possíveis. Estamos à espera de cerca de 200 a 300 atletas entre kids, adultos e masters.
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FightNews:Ao nível técnico, como está estruturada a equipa de arbitragem para este evento?
A estrutura da SJJIF aqui em Portugal é muito boa e não deixa a desejar para nenhum evento aqui em Portugal. Para você ter uma ideia, algumas organizações procuram às vezes a SJJIF para poder alocar parte da nossa estrutura. Sobre a equipa de arbitragem, trabalhamos com dois árbitros por área, como em todos os eventos de Jiu Jitsu em Portugal.
FightNews:Quantos elementos estarão envolvidos na equipa de arbitragem ao longo da competição? Como será feita a distribuição dos árbitros pelas áreas de combate?
Bom, se atingir os 300, serão 3 áreas, aí serão 6 árbitros e um coordenador, dois por área como é de costume.
FightNews:Quais considera serem os maiores desafios na coordenação de uma equipa de arbitragem num evento desta característica?
Coordenar em si um campeonato é tranquilo. Os árbitros são todos capacitados e estão sempre a fazer reciclagem, estudando regras para minimizar os erros possíveis. Porém, o maior desafio é lidar com os professores que, na grande maioria, conhecem pouco das regras, mas isso é normal porque nenhum professor tem o hábito de estar a estudar a regra sempre. E na SJJIF especificamente as regras são um pouco diferentes da IBJJF, por exemplo não temos vantagem, deixando assim as lutas mais ativas, sem amarração, que estamos acostumados a ver em alguns campeonatos, em que o atleta faz uma vantagem e começa a amarrar a luta.
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FightNews:Que aspetos exigem maior atenção por parte da coordenação?
Na arbitragem é o cronograma, com certeza.
FightNews:Que mensagem gostaria de deixar a todos os participantes — atletas, treinadores, equipas e clubes — que irão marcar presença nesta edição em Setúbal?
O Jiu Jitsu vem crescendo muito em Portugal, já temos bastantes campeonatos que servem para ver como os nossos atletas estão a ir, desde a categoria de base até os mais graduados. Porém, ainda existe uma resistência muito grande por parte de algumas equipas em não querer lutar os campeonatos. Na minha opinião, o atleta tem que lutar, quanto mais ele lutar, mais bem preparado ele vai estar para lutar um mundial, um europeu ou um campeonato dessa magnitude. Então a mensagem que eu deixo para professores e atletas é que, se puderem lutar esses campeonatos que estão a ser organizados aqui em Portugal, lutem. Vocês vão ver que isso vai fazer uma grande diferença, isso vai dar ritmo de competição, entre outras coisas.
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FightNews: Por fim, que palavras deixa ao público que acompanha o crescimento do Jiu Jitsu e apoia eventos como o SJJIF em Portugal?
Eles estão de parabéns. Esses que acompanham, que levam os seus filhos e que vão para ver os atletas lutarem estão de parabéns. É isso que está a fazer o desporto crescer, não só nos eventos da SJJIF como em outras organizações. Estamos no caminho certo.