
A terceira edição do Madeira Fight Night promete marcar um novo capítulo para os desportos de combate na Região Autónoma da Madeira. Com um cartaz reforçado, combates internacionais e títulos europeus em jogo, o evento consolida-se como uma das principais plataformas de projeção para atletas locais. À Fight News, Miguel Angelo, organizador e responsável pelo MFN, fala de forma direta sobre objetivos, dificuldades, oportunidades e a visão de futuro para o evento.

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FightNews: Miguel, quais são as expectativas e os principais objetivos para esta terceira edição do MFN?
Miguel Angelo: Os principais objetivos da terceira edição, tal como em todas as outras, são impulsionar o Kickboxing e o Muay Thai na Madeira, mostrar a qualidade que a ilha tem enquanto formadora de atletas e jovens promessas, valorizar os atletas criando oportunidades que nunca antes tiveram e colocar a Ilha da Madeira no mapa dos melhores eventos nacionais.

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FightNews: Quantos combates estão previstos para o MFN 3 e já é possível adiantar alguns nomes ou confrontos que o público pode esperar nesta edição?
Miguel Angelo: Neste evento vamos ter 14 combates, a maior parte deles profissionais. Vamos ter duas disputas de títulos europeus da ISKA: Leo Bettencourt vai fazer de tudo para que o título fique na Madeira e Afonso Teixeira vai tentar retirar o título ao atual campeão da Europa, Billy Hinch.

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Francisco Vieira e Francisco Sousa defrontam-se pelo título da MFN, dois atletas muito duros, técnicos e jovens promessas da ilha. No cartaz principal, este evento será Portugal contra Inglaterra.
FightNews: O que podem esperar o público e os atletas desta terceira edição?
Miguel Angelo: Um espetáculo nunca antes visto, combates de cortar a respiração e prémios. Nesta edição vamos sortear uma mota, ou seja, quem vai ao nosso evento fica habilitado a ganhar uma mota elétrica.

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FightNews: Organizar um evento desta dimensão na Madeira traz desafios específicos. Quais são, na tua opinião, as principais dificuldades logísticas e financeiras?
Miguel Angelo: As principais dificuldades são mesmo ao nível dos patrocinadores. É uma modalidade pouco apoiada e muitas vezes marginalizada. As pessoas tendem a julgar porque fazemos luta e, por norma, os atletas que treinam e competem são muito mais educados, respeitadores, controlados e disciplinados.
O desporto de combate ajuda bastante no desenvolvimento do caráter numa criança e melhora muito num adulto. Como ainda é um pouco mal visto aos olhos de quem não conhece, é um desporto pouco divulgado, mas já se começam a ver algumas mudanças, e este tipo de eventos serve exatamente para isso.

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FightNews: Que importância consideras que eventos como o MFN têm para o crescimento e valorização dos atletas?
Miguel Angelo: A MFN, neste momento, é o evento que mais oportunidades cria para os atletas. Tentamos melhorar as condições de evento para evento e formar campeões, criando uma liga onde as oportunidades são criadas e não olhando apenas para o nosso lado. Muitas vezes é preciso fazer grandes sacrifícios para que existam grandes resultados, e passa por aí: criar uma liga onde as oportunidades são criadas para o crescimento e desenvolvimento dos atletas madeirenses.

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FightNews:Que legado gostarias que o MFN deixasse no panorama dos desportos de combate na Madeira?
Miguel Angelo: O mesmo que o meu mestre criou na zona sul e toda a minha equipa DFC do meu mestre Chapas e a Fighters Evolution do meu parceiro Briceño. Tudo o que sei aprendi com o meu mestre João Chapas Silva, então tento fazer o mesmo aqui na Madeira: criar um evento onde os atletas possam crescer e mostrar-se ao mundo. Quero, e vou, ser o maior evento da Madeira e um dos melhores do país. Esse é o meu objetivo. We make champions.
FightNews: Para terminar, que mensagem gostarias de deixar a toda a comunidade dos desportos de combate em PFighters
Miguel Angelo: Continuarmos a lutar pelo desporto que amamos, melhorar as condições para os nossos atletas portugueses, porque temos muita qualidade cá, e criar mais atração para que existam mais sponsors interessados em fazer parte deste tipo de iniciativas.
Na MFN não há receios de avançar, de trazer oportunidades, criar novas dinâmicas e acompanhar a evolução constante ao nível da produção. Uma liga ambiciosa e dinâmica, onde se valoriza e se olha verdadeiramente para os nossos atletas.

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