
O Madeira Fighting Championship (MFC) prepara-se para realizar a sua 19.ª edição no próximo dia 20 de fevereiro, reforçando o seu estatuto como o evento de desportos de combate mais antigo da Região Autónoma da Madeira. Em entrevista, Diogo Abrantes, responsável máximo pela organização, faz um balanço do percurso do MFC, antecipa os principais destaques da próxima edição, fala sobre os desafios enfrentados e deixa uma mensagem clara de ambição para o futuro.

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FightNews: O MFC chega à sua 19.ª edição no próximo dia 20 de fevereiro. Que balanço faz do percurso do evento até aqui e quais são as expectativas para esta nova edição?
Começámos em 2010 e, durante anos, fomos a única promoção. O evento, no seu longo percurso, teve os combates mais importantes da história da Madeira. Tanto os melhores atletas mais antigos como os actuais já participaram. As expectativas são grandes, pois teremos excelentes combates, muito emotivos.
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FightNews: O que pode já antecipar ao público em termos de confrontos, número de combates e nível competitivo desta 19.ª edição do MFC?
Penso que teremos cerca de 11 a 12 combates, dos quais 2 a 3 serão exibições.
FightNews: Existem já alguns nomes ou lutas que possa destacar?
Teremos uma luta feminina que promete. O combate entre João Cardoso e Gonçalo Azevedo vai ser um combate violento, visto serem dois atletas agressivos.
O main event será entre o nosso campeão Guilherme Andrade (Marítimo), que sobe a sénior este ano, tal como o seu adversário, José Sobreira, da Bríceño Top Team.José Sobreira sagrou-se campeão nacional de juniores -54 kg, numa final contra um atleta meu, colega do Guilherme. Assim, habilitou-se a lutar a desforra contra o Guilherme, que foi campeão nacional de juniores -57 kg. Será a desforra, sendo que o Guilherme venceu o primeiro combate. A luta será num peso intermédio entre os 57 e os 54 kg.
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FightNews: Qual tem sido a importância do Madeira Fighting Championship no desenvolvimento e valorização dos lutadores da Região da Madeira?
Acho que é muito importante. Primeiro, por ser o mais antigo. Segundo, por ser o que tem menos meios e mesmo assim faz sempre grandes eventos. Terceiro, porque apresenta sempre lutas muito equilibradas. Sobressaem sempre os melhores.
FightNews: O Muay Thai tem vindo a crescer na Madeira. Sente que o MFC tem tido um papel decisivo nesse crescimento?
O MFC é o evento mais antigo. Teve sempre grandes combates e, com quase nenhum apoio do Estado, conseguimos sempre fazer grandes eventos. Em 2015 tivemos um evento com quase mil pessoas. Temos-nos mantido sempre bem e, se tivéssemos mais apoios do Estado, tal como as outras organizações da região, faríamos coisas incríveis.
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FightNews: Que desafios enfrenta actualmente a organização de um evento desta dimensão e como tem sido possível manter a regularidade e a qualidade do MFC ao longo das edições?
O desafio é grande, pois temos zero apoios do Governo e apenas um pequeno apoio da Câmara do Funchal, ao qual agradeço imenso. Mas, com muito esforço e dedicação, esperem muito do MFC.
FightNews: Depois da 19.ª edição, que objectivos e ambições existem para o futuro do MFC?
Depois do 19, virá o 20. Gostava muito de ter um apoio do Governo e da Câmara, tal como têm os meus concorrentes, e fazer o maior evento de sempre na Madeira, algo que é difícil e que nunca aconteceu depois do MFC 7.
O MFC 20 vai ser enorme.
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FightNews: Por fim, que mensagem gostaria de deixar aos adeptos, atletas, equipas e parceiros que acompanham e apoiam o crescimento do Madeira Fighting Championship desde as primeiras edições?
Primeiro de tudo, agradecer aos atletas. A competição está muito renhida, as outras equipas evoluíram muito nos últimos anos e cada vez fica mais intenso e equilibrado. O nível de Muay Thai na nossa ilha é muito alto. Acho que há duas grandes equipas de Muay Thai e uma de Kickboxing na região.
Aos adeptos, peço que venham apoiar o evento, porque no meu caso são os adeptos que sustentam o meu evento, não os apoios do Estado.
Aos parceiros e patrocinadores, que são normalmente os mesmos, só tenho a agradecer profundamente.
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