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Carlos Cobrinha faz o balanço de 2025: crescimento, resultados e espírito de equipa no Jiu Jitsu

O líder da Carlos Cobrinha BJJ fala sobre crescimento, desafios, formação de talentos e o futuro do Jiu Jitsu em Portugal

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
29/12/2025 às 10h32 Atualizada em 10/01/2026 às 10h08
Carlos Cobrinha faz o balanço de 2025: crescimento, resultados e espírito de equipa no Jiu Jitsu
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O ano de 2025 ficou marcado por um crescimento sólido e sustentado da equipa Carlos Cobrinha BJJ, tanto ao nível do número de praticantes como dos resultados competitivos. Em entrevista, Carlos Cobrinha, treinador e líder do projecto, faz um balanço detalhado da época, aborda os principais desafios enfrentados, fala do trabalho de base com os mais jovens e deixa uma mensagem de agradecimento a todos os que fazem parte desta caminhada no Jiu Jitsu.

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Fight News Portugal: Como avalia o ano de 2025 para a equipa Carlos Cobrinha BJJ? Quais foram os maiores destaques?

Carlos Cobrinha: Acho que a equipa evoluiu bastante em 2025. Enfim, primeiro tivemos um crescimento bom de alunos. Então, obrigatoriamente, tivemos de aumentar os dias das aulas Kids. Tivemos de formar novas turmas, tanto na Kids 1, que vai dos 4 aos 6 anos, como na Kids 2, que vai dos 7 aos 10 anos. Tivemos de criar mais horários para conseguir comportar a quantidade de alunos.

Também no adulto tivemos um crescimento bem grande. Conseguimos ter um alcance bom em termos de alunos e estamos a trabalhar para ver como conseguimos comportar ainda mais pessoas.

Outra coisa muito positiva este ano foi termos começado um horário feminino. Por enquanto, ainda é apenas uma vez por semana, mas fizemos um horário só para as meninas, e isso tem atraído mais mulheres para o treino.

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Criámos também um treino de competição para os kids. Ao sábado temos uma aula bónus para os miúdos que são competidores. E agora, para o Europeu, também criámos um treino de competição, algo que não costumávamos fazer: um treino específico só para a equipa que vai participar no Europeu. Tivemos avanços importantes nesse sentido para os competidores.

Em termos de destaques, tivemos o Duarte Lopes, que já vinha a ter muitos bons resultados, mas este ano conseguiu finalmente sagrar-se campeão português. No Campeonato Português conquistámos cerca de 25 medalhas e fizemos vários campeões.

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Em outras competições também tivemos muitos bons resultados. Tivemos alunos no Europeu 15 que subiram ao pódio. No Europeu de adultos fomos com pouca gente, mas ainda assim conseguimos bons resultados. Tivemos prestações muito positivas nos Opens da IBJJF. No Grande Prémio da Maia, a equipa ficou entre as três primeiras. Pela arte suave, como costumo dizer, lutamos pela arte suave, e tivemos grande destaque em todas as competições em que entrámos em força, com uma boa quantidade de medalhas e bons resultados.

Fight News Portugal: Que evolução sentiu na equipa em termos de performance, crescimento e espírito de grupo ao longo deste ano?

Carlos Cobrinha: Acho que esta pergunta acaba por se ligar muito à anterior. Em relação ao espírito de grupo, acho que esse é o grande diferencial que atrai as pessoas para a equipa. O pessoal vê que temos um treino cheio, um treino forte, a malta treina duro. Mas, ao mesmo tempo, graças a Deus, conseguimos manter um espírito de amizade muito grande.

Isso é perceptível pelos alunos e pelas pessoas que nos visitam. Conseguimos ter um clima muito bom dentro da academia. A festa de fim de ano que fizemos é um bom exemplo disso: tivemos uma presença muito grande de alunos, mais de 80 pessoas no jantar da equipa, e nem convidei os kids. Foi uma confraternização muito bacana, toda a gente a divertir-se, amigos juntos. Acho que isso mostra bem o espírito da equipa: treino duro, mas com muita amizade e camaradagem.

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Fight News Portugal: Quais foram os principais desafios que enfrentaram em 2025 e como os superaram?

Carlos Cobrinha: O principal desafio é tentar manter o crescimento, mas com qualidade. Isso é difícil. Às vezes até evito dar um passo em frente porque não sei se vou conseguir atender aquela procura com a qualidade que quero.

Para crescer, temos de nos planear e programar. Por isso, aumentámos o número de turmas e de horários. Também começámos a dar oportunidade a outras pessoas para darem aulas. Os meus instrutores são todos alunos meus, não trago gente de fora. Acho isso muito positivo, porque não estou só a formar atletas ou graduados, mas também pessoas que querem ser professores.

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Todos os que dão aulas recebem por isso, não há favores. Não existe isso de “treinas aqui e ganhas uma ajuda”. Quem dá aula recebe, ponto final. Tudo isso tem de ser planeado, porque o crescimento traz aumento de custos: luz, água, limpeza. Temos de ir fazendo isso com cautela e organização.

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Fight News Portugal: Quais são os principais objectivos da equipa para 2026, tanto em competição como no desenvolvimento dos atletas?

Carlos Cobrinha: Temos uma safra muito grande a caminho, vinda dos kids. Já começamos a ter alunos que vieram das aulas de crianças e adolescentes e estão agora a migrar para as aulas de adultos. São jovens que chegam à categoria adulta com quatro ou cinco anos de treino, o que faz toda a diferença.

Imagina um aluno que começa aos quatro anos e segue treinando até chegar ao adulto: ele vai ter um lastro enorme de treino. Isso constrói-se ao longo dos anos, não dá para acelerar. Um trabalho de base forte acaba por gerar talentos.

Embora esse não seja o meu foco principal. O meu foco principal é o Jiu Jitsu enquanto ferramenta para realçar as virtudes das pessoas, ajudá-las a vencer dificuldades, ganhar confiança e ter saúde. Mas, inevitavelmente, alguns grandes talentos vão surgir dessa base.

O grande desafio é fazer a criança manter-se motivada, continuar no adolescente, seguir no adulto e não desistir. Nem todos vão conseguir, sabemos que se perde gente pelo caminho. O objectivo é minimizar isso. E os que ficarem, certamente alguns vão tornar-se grandes talentos. É um trabalho de longo prazo. Temos cinco anos de projecto e isso já começa a aparecer. Daqui a mais cinco anos, acredito que será ainda mais evidente.

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Fight News Portugal: Como vê o crescimento do Jiu Jitsu em Portugal e qual o papel da sua equipa neste contexto?

Carlos Cobrinha: O Jiu Jitsu não para de crescer em Portugal. Está muito forte. Vemos isso pela quantidade de academias, de competições e de pessoas a competir. Isso é um termómetro claro de que a modalidade está grande.

E o curioso é que a maioria nem compete, a maioria só vai à academia treinar. Mesmo assim, há muitas competições cheias. Isso mostra a força do Jiu Jitsu no país.

O papel da minha academia, e também de muitas outras, é fazer um trabalho de qualidade. Quando se faz um bom trabalho e se passa uma imagem positiva, estamos a promover o Jiu Jitsu. Às vezes aparece alguém a dizer que queria treinar comigo, mas está noutra cidade. Eu digo sempre: procura uma boa academia aí perto. Isso também é divulgar a modalidade. Não sou só eu que faço um bom trabalho, há muita gente a trabalhar bem em Portugal.

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Fight News Portugal: Por fim, que mensagem gostaria de deixar aos alunos, colaboradores, atletas e a todos os que apoiam a Carlos Cobrinha BJJ?

Carlos Cobrinha: Só tenho a agradecer. Digo sempre isso aos meus alunos e a quem treina comigo. Tenho muitos amigos que não são da escola, mas vêm treinar comigo, ajudam no treino e usam o espaço para desenvolver o Jiu Jitsu.

Agradeço a todos os que acreditaram em mim e no projecto. Isso dá-me uma satisfação enorme. Hoje já estamos a construir uma história, mas no início foi muito difícil. Muitas vezes ia dar aula e estava eu e mais três, eu e mais cinco, ou até só uma pessoa. Houve dias em que cheguei para dar aula e não apareceu ninguém.

No início é complicado, porque é mais fácil ir para uma escola que já tem 30, 50 ou 100 pessoas a treinar. As pessoas que escolheram ficar comigo nessa fase foi porque se identificaram e acreditaram que o projecto ia crescer e dar certo.

Teve quem não acreditasse e seguiu outro caminho, e está tudo bem. Mas muita gente acreditou, ficou e ajudou-me nessa jornada. Só tenho a agradecer por estarem ao meu lado mais um ano, por acreditarem no projecto e por se identificarem com aquilo que tento transmitir todos os dias no tatame.

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