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“As artes marciais moldaram quem sou”: Brigite Durão dentro e fora do ringue

Entre o Kickboxing e o Muay Thai, Brigite Durão destaca um ano de conquistas e aprendizagem

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
20/12/2025 às 13h15 Atualizada em 20/12/2025 às 14h10
“As artes marciais moldaram quem sou”: Brigite Durão dentro e fora do ringue

O percurso de Brigite Durão nos desportos de combate começou de forma inesperada, mas rapidamente se transformou numa parte essencial da sua vida. Entre o crescimento desportivo e a evolução pessoal, a atleta tem vindo a afirmar-se pela consistência, maturidade e capacidade de adaptação. Em entrevista, Brigite fala sobre o início do seu caminho, o balanço de 2025, a importância da equipa Lobus Alpha e as ambições que traça para o futuro.

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FightNews: Como é que surgiu o teu primeiro contacto com os desportos de combate?

O meu primeiro contacto com a modalidade foi puro acaso. Na altura estava com dificuldades em manter consistência no ginásio e decidi procurar uma actividade física mais dinâmica. Após uma rápida pesquisa, descobri, por acaso, que existia um ginásio de Kickboxing e, por algum motivo, lancei-me mesmo de cabeça. Nem cheguei a fazer uma aula experimental. Inscrevi-me logo e nunca mais parei a partir daí.

FightNews: O que te levou a escolher o kickboxing em particular, entre tantas modalidades de combate?

Quando comecei a fazer Kickboxing, não tinha intenções de competir nem de levar isto tão a sério. No início, fui ficando pelo convívio e pelos meus colegas de equipa, e o meu gosto pela modalidade desenvolveu-se de forma muito natural.

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FightNews:O que é que as artes marciais representam na tua vida, para além da competição, e de que forma o kickboxing te ajudou a crescer enquanto pessoa, fora do ringue?

As artes marciais, neste momento, são uma parte fundamental da minha vida. Como atleta, obrigam-me a ter disciplina, consistência e um grande controlo emocional. Estas são valências que adapto para a minha vida pessoal. As artes marciais moldaram a forma como encaro dificuldades e desafios e como me relaciono com as pessoas à minha volta. Tornaram-me uma pessoa mais calma, empática e resiliente.

FightNews:Como avalias o ano de 2025 a nível desportivo e pessoal?

Apesar de ter praticado exclusivamente Kickboxing durante muito tempo, este ano comecei a aproximar-me mais do Muay Thai. Nem sempre foi fácil gerir as duas modalidades e, muitas vezes, tive de mudar de modalidade à última da hora ou subir de peso para conseguir lutar.
Acabo 2025 com um balanço muito positivo, tanto a nível desportivo como pessoal. Foi um ano de muitas conquistas e de muita aprendizagem.

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FightNews:O que significou para ti conquistar o título de campeã no Nacional de Kickboxing 2025?

Entro em todas as competições com o objectivo de, acima de tudo, fazer bons combates, combates de que me orgulho e com o nível técnico que espero de mim.
Para mim, isso prevalece acima de qualquer vitória.
Obviamente que é sempre gratificante sermos recompensados pelo nosso esforço e alcançar o lugar mais alto do pódio. Ganhar o Campeonato Nacional em K1 foi um grande marco para mim este ano e deu-me ainda mais motivação para os desafios que se seguiram.

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FightNews: O que representa a equipa Lobus Alpha no teu percurso enquanto atleta?

Para mim, a minha equipa é parte da minha família. É com eles que passo a maior parte do meu tempo e é no nosso núcleo que nos ajudamos a crescer mutuamente enquanto atletas e pessoas, ultrapassando desafios individuais e colectivos em conjunto.

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FightNews: Que valores da Lobus Alpha sentes que levas contigo para a competição e para a vida?

Respeito, cumplicidade, honra e orgulho. Treino com o mestre Bruno desde o meu primeiro dia e ele sempre nos motivou a dar sempre mais, mesmo quando achamos que esse “mais” não existe.
Ganhando ou perdendo, dentro ou fora das competições, todos os desafios são uma oportunidade para nos pormos à prova, aprender e melhorar.

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FightNews:O que podemos esperar de ti no próximo ano?

Prevejo um ano tão “cheio” como este, ou ainda mais. Podem esperar ver-me em várias competições e a proporcionar combates interessantes.

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FightNews: Por fim, que metas e ambições gostarias de concretizar a curto e médio prazo?

A minha maior ambição para o próximo ano é estrear-me em classe B. É algo que já queria ter feito este ano e que ficou “pendente”. No próximo ano, certamente, irei fazer a minha estreia e espero afirmar-me cada vez mais na minha categoria ao longo do ano.

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Irene FreireHá 6 meses LisboaFire!
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