
No próximo dia 7 de dezembro, o Pavilhão Multiusos de Odivelas será palco de mais uma noite de pura adrenalina com a terceira edição do Odivelas Fighting Challenge (OFC 3). O evento, que já conquistou o público português pelos combates equilibrados e pela produção de alto nível, promete superar as edições anteriores, com um alinhamento de lutas profissionais e neo profissionais, além de disputas por cinturões e um espetáculo visual que une desporto e entretenimento.
Em entrevista exclusiva, o head coach e organizador Paulo Ferreira fala sobre as suas expectativas, os desafios de realizar um evento desta dimensão e o legado que pretende deixar para a comunidade dos desportos de combate em Portugal.

FightNews: O OFC chega à sua terceira edição. Quais são as expectativas da organização para este novo capítulo do Odivelas Fighting Challenge?
As minhas expectativas são que cada evento é um evento. Quero criar coisas novas para que as pessoas vejam que estamos sempre a inovar, a fazer melhor e a acreditar mais, para trazer sempre mais público — e bom público.
FightNews: O que o público pode esperar de diferente ou especial nesta edição em relação às anteriores?
Para mim, são sempre grandes fights. Tento casar bons combates — esse é o segredo. Que sejam equilibrados, que sejam combates em que os atletas tenham o mesmo nível a disputar. E quero que o público veja um evento diferente também. Cada edição será sempre diferente, nunca será igual à outra.
FightNews: O OFC 3 promete ser um dos maiores eventos de desportos de combate em Portugal este ano?
Como evento, será sem dúvida um dos maiores. Nunca direi que será o maior, porque cada um avalia da sua forma. Mas temos de ter a capacidade de perceber isso. Estou num dos maiores pavilhões desportivos, com uma lotação de cerca de 2.500 pessoas. Espero praticamente enchê-lo — se não o encher totalmente.
FightNews: Quais têm sido os maiores desafios em organizar um evento desta dimensão, especialmente num cenário competitivo e em constante crescimento?
Neste momento, um dos maiores desafios é casar bons fights, porque já há muitos promotores a organizar eventos nesse peródo. Só em dezembro vão existir três antes do meu — no dia 1, no dia 8 e outro no dia 28 ou 29 — e o meu é logo no dia 7. Não é fácil, porque há atletas que se comprometem e existe sempre o receio de lesões. Se um atleta leva KO, por exemplo, pode ter de cumprir 30 dias de pausa, e isso afeta diretamente o evento. Há promotores que não olham a meios, colocam atletas a lutar de 15 em 15 dias, e isso pode prejudicar todos. É uma gestão difícil.
FightNews: Quantos combates estão previstos para esta edição do OFC?
Os combates estão a ser divulgados gradualmente. Este evento terá apenas combates profissionais e neo profissionais. Haverá disputa de sete ou oito cinturões e 25 troféus no total. Em breve será lançado o cartaz oficial com todos os detalhes.
FightNews: Qual é o legado que pretendem deixar para a comunidade da luta em Portugal?
O que quero deixar à comunidade dos desportos de combate é o seguinte: há eventos e há o evento. Não tiro valor a ninguém, mas há promotores que fazem eventos apenas por fazer. Ligam as luzes do pavilhão, colocam o ringue, chamam árbitros, vendem bilhetes e está feito. Não há sequer uma recordação para os atletas.
Imagens by dafjacinto OFC2
Eu quero continuar a deixar a minha marca com dedicação, carinho e profissionalismo. As pessoas dizem: “Gosto de combater nas galas do Paulo Ferreira.” Isso para mim é sinal de que estamos a fazer bem. O OFC é feito com paixão, com glamour, com envolvência — e o público sente isso.
FightNews: Que palavras tem para os atletas que acreditam e confiam na organização para mostrar o seu talento?
Todos os atletas que combatem nos meus eventos têm o mesmo tratamento diferenciado. Têm balneários adequados, boas condições e respeito. Eles são os artistas. Podem sempre esperar algo diferente nos meus eventos, tanto nos prémios, como na organização e na forma como tudo é feito.
FightNews: Por fim, o que gostaria de dizer à comunidade dos desportos de combate sobre o que esperar do OFC 3 no dia 7 de dezembro?
O que posso dizer é que vão haver grandes fights! Sei que os combates casados serão espetaculares. O público pode esperar um grande espetáculo — dos atletas e da nossa produção.
Teremos som, luzes, glamour, bailarinas e dançarinos. Aconselho todos a virem assistir, porque vai valer muito a pena. E até o preço dos bilhetes será justo para o que o público vai receber. Apenas 15 euros. Quem vier, não se vai arrepender!