
O faixa preta de Jiu-Jitsu Fábio Dórea voltou a mostrar que o desporto é uma das formas mais puras de identidade e pertença. Naturalizado português, o atleta já levou a bandeira nacional ao pódio mundial e prepara-se agora para um calendário competitivo de grande intensidade, estando inscrito em cinco grandes provas nacionais e internacionais.

Imagem cedida Fábio Dórea
- Lisbon International Open IBJJF Jiu-Jitsu Championship 2025 (4 de outubro, Lisboa)

- Nacional Open Portugal 2025 (8 e 9 de novembro, Odivelas)

- International Master Asia IBJJF Jiu-Jitsu Championship 2025 (29 e 30 de novembro, Japão)

- European IBJJF Jiu-Jitsu Championship 2026 (15 a 24 de janeiro, Odivelas)

- MSC Championship BJJ - II Edition - (25 de Outubro)

Em declarações sentidas, Fábio Dórea recorda que, tal como Pablo Pichardo e Isaac Nader no atletismo, também ele encontrou em Portugal uma bandeira que hoje é parte do seu coração.
“Dizem-me muitas vezes: ‘Mas não nasceste cá…’. É verdade. Mas sabem o que é ser português para mim? É subir ao pódio, ouvir o hino e sentir que cada gota de suor que caiu no treino pertence a esta terra. É acreditar que Portugal pode ser grande, mesmo quando tantos querem convencê-lo de que é pequeno.”
Imagem cedida Fábio Dórea
A mensagem de Dórea vai além do desporto: é também um manifesto de integração e de identidade nacional.
“Nós, naturalizados, mostramos que o impossível é possível. Que Portugal ganha quando dá espaço a quem o escolhe, a quem veste a camisola com orgulho, a quem luta até ao fim por estas cores. Não importa o nome, a cor, o sotaque ou a origem. O que importa é a garra, a disciplina e a coragem de levar a bandeira até aos lugares mais altos.”
Com a preparação em marcha para os próximos torneios, o atleta sublinha a missão que o move dentro e fora do tatami:
“Ser português não é apenas nascer cá. É lutar cá. É acreditar cá. É levantar esta bandeira como se fosse a única no mundo. E é isso que eu, o Pichardo e o Nader fizemos: mostramos que Portugal, quando quer, é imparável!”
Imagem cedida Fábio Dórea