
FightNews Entrevista hoje é com o mestre Daniel Batuquegê, Head Coach da e quipe B-Fight Champion Team de Braga e promotor do evento de Boxe Only The Strong.
FightNews: Fala-nos um pouco de si, da sua formação pessoal e desportiva, e das modalidades pelas quais passou.
Batuquegê: Sou Daniel Serafim Conceição Ferreira, mais conhecido como Batuquegê. Antes de iniciar nas artes marciais profissionalmente, fui técnico de veterinária e músico profissional. Comecei muito cedo nos desportos de combate, pois o meu pai tinha um ginásio de artes marciais que oferecia boxe, capoeira, taekwondo, hapkido e judo. Eu e os meus irmãos crescemos dentro da academia. Tivemos a oportunidade de aprender de tudo já naquela época, então ajudávamos o nosso pai a dar as aulas e também treinávamos boxe, capoeira e luta livre. Fui crescendo nesse ambiente e tornei-me mestre de capoeira. No boxe, comecei a treinar com o meu pai, Mestre Geni, e depois com o mestre Dórea, da Champion. Embora não tenha sido aluno direto da academia, treinei lá durante algum tempo.

Com mestre Dórea. Imagem cedida Daniel Batuquegê
FightNews: Como é que a luta entrou na sua vida? Com que idade e de que forma?
Batuquegê: Foi de forma muito natural, pois toda a minha família praticava luta – o meu pai, padrinho, irmãos. Cresci nesse meio desde cedo. Lembro-me que só havia um saco de boxe na academia, então tínhamos de esperar a nossa vez. A academia era o nosso parque de diversões, nasci ali. Costumo brincar com o meu irmão, dizendo que aprendemos a andar no tatame.

Inicio na Capoeira. Imagem cedida Daniel Batuquegê
FightNews: Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória até chegar a Portugal. Como surgiu a ideia de montar o seu próprio ginásio, de empreender e de ter a sua própria equipa e alunos?
Batuquegê: Antes de morar em Portugal, terminei os meus estudos no Brasil e fui para a Austrália, onde tinha uma grande família já lá. Depois, fui para a Nova Zelândia, Índia, Azerbaijão e cheguei à Europa em 2002, em Espanha, onde vivi durante 13 anos em Madrid. Conheci a minha esposa e vim para Portugal em 2015. Dois anos depois, fundei a B-Fighting Champion Team. O "B" da B.Fighting Champion Team significa muita coisa – Bahia, Brasil, Boxe, Braga e até o meu apelido, Batuquegê. O "Fight" e "Champion" são uma homenagem aos meus dois mestres: o meu pai, Mestre Geni, e o meu mestre de boxe, Dórea. Sempre gostei de ensinar e dar aulas. Como na altura não consegui dedicar-me totalmente à luta porque precisava de trabalhar, resolvi focar-me na formação, dar aulas e treinar sempre. Sempre tive muito bons alunos e contribuí para a formação de muitos atletas, inclusive alguns que chegaram ao UFC. Ensinei muito, mas também aprendi muito com cada um deles.

FightNews: Como está a sua equipa de boxe e MMA hoje? Quantos atletas possui, quais são os destaques e o que espera para o futuro?
Batuquegê: Digo sempre aos meus atletas que a vida é um constante ganhar e perder, e no desporto é igual. Quem treina mais, tem mais possibilidade de ganhar. Quem conhece a nossa equipa sabe que vamos sempre para ganhar. Independentemente de ganhar ou perder, procuramos sempre fazer boas performances. O futuro é sempre positivo, sou uma pessoa muito positiva. Estamos com uma boa equipa de boxe amador, com novos talentos que estamos a lapidar para ganhar experiência e depois profissionalizar. No MMA, o nosso grupo está sempre a crescer e a qualificar-se, temos lutado muito fora de Portugal e com muitas propostas de novos eventos, o que é ótimo para dar rodagem aos atletas.

Imagem cedida Daniel Batuquegê
FightNews: Em relação ao Only the Strong, evento de boxe já reconhecido em Braga e que vai para a sua sétima edição, fala-nos um pouco sobre o evento para os fãs.
Batuquegê: Estamos agora com a produtora Star para promoções dos nossos eventos, e estamos com a sétima edição do evento preparada. A princípio, será no dia 14 de setembro, no Pavilhão Gimnodesportivo de Cervães, e já estamos em contacto e a negociar com a federação. Queremos fazer um evento com atletas profissionais, pois temos muitos profissionais interessados em participar no OTS e muitos excelentes amadores que querem destacar-se. É arregaçar as mangas e trabalhar, trabalhar e trabalhar. Será mais um grande evento.

Foto: Rayanne Soares










