
Com um percurso marcado pela paixão e pela dedicação, Beatriz Palhais tem vindo a construir o seu caminho no kickboxing com garra e ambição. Em conversa aberta e honesta, a atleta revela como tudo começou, os sacrifícios que a prática exige e os sonhos que a motivam todos os dias.

FightNews: Como descreves o teu percurso até agora no kickboxing? Lembras-te de como começou essa paixão pelas artes marciais?
Olho para o meu percurso neste desporto com bastante satisfação. Estou muito contente por tudo aquilo que já conquistei, mas sei que ainda há muito pela frente. Isto é só o início.
O meu interesse pelo kickboxing surgiu de uma forma inesperada. Quando era mais nova, experimentei muitos desportos. Experimentei dança, natação, basquetebol... até que tive interesse em experimentar o kickboxing, porque o meu pai também praticou, com o treinador que hoje é o meu. E foi como se finalmente tivesse encontrado o meu desporto. Nunca mais me imaginei a fazer outra coisa.Imagem Instagram
FightNews: Quais foram os maiores desafios que enfrentaste desde o início da tua caminhada neste desporto?
O maior desafio foi, e é, gerir o tempo.
Faço muitas coisas: estudo, trabalho, treino, e há alturas em que tenho de ajustar as prioridades e, quase inevitavelmente, algo tem de ficar para trás. Às vezes é o treino, muitas vezes são os convívios com amigos. Tento chegar a tudo, mas não posso dizer que é fácil, e há vezes em que não me organizo assim tão bem e acabo por não chegar a lado nenhum.
FightNews: Quais são os teus principais objetivos e metas para a próxima época? Há competições importantes já em vista?
O principal objetivo é lutar, ganhar experiência, treinar mais, evoluir mais.
Já temos combate fechado e temos outros grandes eventos em vista.
FightNews: O que é que o kickboxing e as artes marciais trouxeram de mais importante para a tua vida, a nível pessoal e desportivo?
O kickboxing trouxe-me confiança. Ajudou-me a perceber que sou capaz de tudo, se assim o quiser.
Este desporto deu-me muito, e mesmo assim sinto que ainda tenho tanto para aprender.
FightNews: Há algum combate ou momento da tua carreira que guardes com especial carinho ou orgulho?
Um momento que ansiei muito foi a minha estreia em classe B.
Adiámos isso durante algum tempo, porque parecia que havia sempre algo que nos impedia de dar esse passo. Sinto que foi no momento certo. Estava pronta para essa responsabilidade, para subir o patamar.
FightNews. Que conselho darias a jovens atletas, especialmente raparigas, que sonham em seguir um caminho nas artes marciais como tu?
Felizmente, as mulheres estão cada vez mais presentes nos desportos de combate. A ideia de este ser um desporto masculino vai sendo lentamente abandonada.
O conselho que dou — e que eu própria sigo — é que, se realmente queremos algo, temos de trabalhar para fazer acontecer e ignorar aquilo que não contribui para o alcance dos nossos objetivos.
FightNews: Por fim, que mensagem gostarias de deixar a todas as pessoas que te apoiam, acompanham o teu percurso e acreditam em ti?
Os meus agradecimentos vão principalmente para o meu pai, a minha madrasta e o meu treinador. Sem eles, não era a pessoa nem a atleta que sou. Acreditam em mim quando nem eu acredito. Devo-lhes tudo.
A minha família, a minha equipa e os meus amigos, que acompanham de perto toda a preparação, o dia-a-dia, os combates, também têm um papel muito importante nisto. Sinto todo esse apoio e, quando subo ao ringue, eles sobem comigo.