
Após o êxito da etapa em Lisboa, o ECJJ Open Challenge – Blue Belt Edition prepara-se agora para conquistar o Norte do país. Com um formato exclusivo que reúne apenas 16 atletas por categoria, o evento tornou-se uma referência no cenário do Jiu-Jitsu nacional. Conversámos com o CEO e organizador Paulo Argentino, que partilhou a visão, os desafios e os planos para o futuro da competição.
FightNews: O ECJJ Challenge Blue Belt destaca-se pelo seu caráter exclusivo de competição. Qual a expectativa para a próxima edição no Porto?
A etapa no Porto é ainda mais incrível, pois o GP foi dividido em duas categorias de peso, o que faz com que o atleta tenha menos lutas para ser campeão e, ao mesmo tempo, maior liberdade em relação à diferença de peso. Dividimos o torneio para faixa azul até 72 kg, com apenas 16 atletas, e outro GP para faixa azul até 85 kg, também com 16 atletas. Mantivemos o formato de 32 atletas numa competição, mas dividimos em duas categorias de peso, dando mais oportunidade a todos os atletas.

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FightNews: Qual é o objetivo principal ao limitar o evento a apenas 16 atletas? Que impacto tem essa limitação na qualidade da competição?
O maior objetivo é aumentar ainda mais a qualidade das lutas e, consequentemente, do evento. Os atletas farão uma luta a menos. Menos lutas, mais energia, maior qualidade nas disputas.


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FightNews: Em termos de organização, quais foram os maiores desafios desta etapa?
Na verdade, vimos de um torneio realizado com todo o sucesso em Lisboa. As pessoas começaram a conhecer-nos e a ver realmente o nosso profissionalismo, perceber que tudo o que prometemos foi entregue com excelência. Por isso, a maior dificuldade agora prende-se com a distância — visitas técnicas ou a academias, abrir um novo mercado no Norte do país e até mesmo em cidades espanholas que estão até 150 km do Porto.
FightNews: Que papel o ECJJ tem desempenhado no crescimento e valorização do Jiu-Jitsu nacional, especialmente para os faixas azuis que não possuem muitas competições dedicadas a eles?
Um papel fundamental: profissionalismo. Se tenho um evento a cada dois meses e pago prémios em dinheiro, o atleta pode planear a sua vida com base nesse calendário. Estamos a falar de criar um caminho para que o atleta possa lutar eventos e viver do desporto — com prémios e tudo mais. Trata-se de elevar a qualidade do tratamento ao atleta, dar-lhes o que, na nossa visão, é digno. Por isso, fazemos um torneio mais pequeno, mas com valorização, profissionalismo e respeito.
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FightNews: Depois de Lisboa e Porto, tens planos para levar o Challenge a outras cidades ou até expandir para fora de Portugal?
Sim. Na verdade, ir para o Porto já faz parte do projecto para 2026, onde lançaremos um circuito nacional de GPs. Porto e Lisboa serão as duas cidades principais a receber esse circuito. Além disso, é fundamental levar ao Norte do país o mesmo nível de qualidade e profissionalismo que temos trazido aos atletas da faixa azul em Lisboa, que muitas vezes não conseguem deslocar-se até à capital. Queremos ir onde estão os atletas e expandir o movimento.
Já temos, sim, conversas com outros países e ainda teremos grandes novidades este ano.
FightNews: Por fim, que mensagem gostarias de deixar aos atletas que ainda não participaram e ambicionam um dia entrar neste Challenge?
Se ainda não estás dentro do ECJJ Open Challenge – Blue Belt Edition, não significa que estás fora do jogo.
Mas significa que ainda não deste o passo que te separa dos que treinam… e dos que competem com propósito.
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Este circuito não é para todos.
É para quem se leva a sério.
Para quem não quer apenas “mais uma medalha”, mas sim uma oportunidade real de mostrar valor num palco profissional.
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A cada etapa, apenas 16 entram.
Tu podes ser o próximo.
Mas isso depende de ti — do teu foco, da tua consistência e da tua vontade de estar onde poucos conseguem chegar.
Se este ainda não foi o teu momento, prepara-te.
Vê cada treino como um passo rumo a esse tatame.
Mostra nas competições locais que mereces ser notado.
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O ECJJ Open Challenge veio para mudar o Jiu-Jitsu em Portugal.
E mais cedo ou mais tarde… os que se destacam, entram.
A próxima vaga pode ser tua.
Faz por merecê-la.