
O atleta luso sagrou-se recentemente Campeão Nacional de Wrestling Greco-Romano e Vice-Campeão Nacional de Jiu-Jitsu. Em entrevista a fightnews, fala do seu percurso, das novas metas e do que move um verdadeiro artista marcial.
FightNews: Ricardo, parabéns pelas recentes conquistas! Como foi a sensação de te sagrares Campeão Nacional de Wrestling Greco-Romano e ainda Vice-Campeão Nacional de Jiu-Jitsu no último dia 12?
Ricardo Correia: A sensação é óptima. Se pudesse, só faria isto da minha vida — sou um apaixonado por tudo o que é arte marcial ou desporto de combate. As vitórias são sempre boas, tanto para mim como para as equipas que represento, mas o mais importante são os princípios que nos são transmitidos e que levamos connosco para o resto das nossas vidas. Digo isto tanto pela equipa técnica como por toda a aprendizagem com os meus colegas no dia a dia.

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FightNews: O que é que estas medalhas significam para ti nesta fase da tua carreira?
Ricardo Correia: As medalhas recordam as horas passadas no tapete e os momentos únicos com os meus colegas e treinadores, a quem estou muito grato.

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FightNews: Como foi a tua preparação para estas competições? Fizeste algum tipo de treinos específicos?
Ricardo Correia: Para o wrestling, treino regularmente no Casa Pia e tenho o privilégio de poder treinar no Centro de Alto Rendimento, no Jamor, com toda a equipa e treinadores.
Sou também monitor de Musculação e Cardiofitness, por isso complemento a minha preparação fora dos tapetes com treinos de força, mobilidade, entre outros.

FightNews: Como é que começou a tua ligação ao Wrestling e ao Jiu-Jitsu? Foi paixão à primeira luta?
Ricardo Correia: O meu percurso começou no Taekwondo Olímpico, onde competi desde os escalões infantis até sensivelmente aos 18 anos. Consegui alcançar a graduação de cinturão negro 1.º Dan e lutei em todas as categorias, obtendo excelentes resultados numa época em que ainda não existiam redes sociais nem outros recursos de divulgação.
Sempre me considerei um artista marcial, e o meu objetivo foi sempre ser o mais completo possível. Por isso, decidi transitar para o Muay Thai e aprender um pouco mais.

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Do Muay Thai, passei naturalmente para o MMA, e foi aí que surgiu o Jiu-Jitsu.
Fui completamente dominado num dos primeiros treinos e achei a modalidade fantástica — entretanto, já passaram 15 anos.
O wrestling apareceu através de um amigo e colega de MMA que de desafiou experimentar faz aproximadamente 6 meses ou menos. E tenho treinado desde entao e fiquei viciado.

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FightNews: Quais são os teus próximos objetivos? Já tens mais competições em vista?
Ricardo Correia: Os meus objetivos passam por competir bastante em Wrestling e Jiu-Jitsu (BJJ), e testar-me em Muay Thai e MMA quando for oportuno.
Tenho algumas competições em vista, nomeadamente o ADCC em Lagos e o Europeu de BJJ No-Gi, mas ainda estou a analisar tudo com calma.

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FightNews: Por fim, que mensagem gostarias de deixar a jovens atletas que estão agora a começar no Wrestling e ambicionam ser campeões um dia?
Ricardo Correia: Trabalhem duro. Escutem os treinadores e os colegas mais experientes.
Às vezes, menos é mais — escutem o vosso corpo.
As pequenas vitórias importam, agarrem-se a isso.
O resto virá com horas colocadas nos tapetes.