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Do Judo ao Jiu-Jitsu: A Nova Jornada de Mariana Esteves

Atleta olímpica de Judo e lutadora de Jiu-Jitsu da ICON JJ partilha a sua experiência no judo e a transição para a arte suave.

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
26/03/2025 às 16h52 Atualizada em 26/03/2025 às 17h57
Do Judo ao Jiu-Jitsu: A Nova Jornada de Mariana Esteves
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A atleta olímpica da Guiné e judoca de elite Mariana Esteves fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro para o seu país no African Senior Championships 2023. No ano seguinte, a atleta representou seu pais no maior evento esportivo do mundo: as Olimpíadas de Paris 2024. Hoje, além de continuar a sua carreira no judo, encontrou no jiu-jitsu uma forma de complementar a sua luta de chão e desafiar-se ainda mais. Em entrevista exclusiva a redação da FightNews, a atleta partilha a sua jornada, conquistas e os desafios que enfrenta no desporto de alto rendimento.

O judo na infância e a motivação para competir

FightNews: Como é que o judo entrou na tua vida? O que te motivou a escolher esta modalidade?

Mariana Esteves: O judo entrou na minha vida aos 5 anos. O meu irmão mais velho já praticava judo na escola e a minha mãe acreditava que seria importante para o meu futuro saber defender-me. No início, eu não quis entrar no judo porque havia poucas meninas. No entanto, a minha mãe persuadiu-me, acabei por entrar e nunca mais sair. Pratiquei outras modalidades como natação e atletismo, mas a competição do judo conquistou-me. O confronto direto e a adrenalina foram os pontos que me fascinaram.

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Os Jogos Olímpicos de Paris 2024: Um sonho concretizado

FightNews: O que representou para ti a oportunidade de competir nos Jogos Olímpicos de Paris 2024? Como foi viver essa experiência?

Mariana Esteves: A oportunidade de competir nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 foi a realização de um sonho de criança. Era um objetivo que sonhava desde 2012 e que se tornou mais presente no meu dia a dia depois de acompanhar a preparação dos atletas portugueses para os Jogos Olímpicos de 2016. A experiência de participar nuns JO é única, o que costumo dizer é que é a sensação de quando somos crianças e entramos num parque de diversões. Há muitas emoções à mistura: nervosismo, receio, excitação, novidade, entre outros. No final da competição, saímos com vontade de repetir o dia de novo.

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Ouro inédito no Campeonato Africano

FightNews: Foste a primeira atleta a conquistar uma medalha de ouro num Campeonato Africano de Seniores para a Guiné. Como te sentiste ao alcançar este feito histórico?

Mariana Esteves: Ser a primeira atleta da Guiné a conquistar uma medalha de ouro num Campeonato Africano é poder fazer parte da história na minha modalidade. É saber que, com esse resultado, poderá existir um maior investimento por parte do governo no desporto. E é ser capaz de mostrar que é possível chegar ao lugar mais alto do pódio.

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A incursão no jiu-jitsu e a sua influência no judo

FightNews: O que te levou a iniciar a prática do jiu-jitsu? Foi uma decisão estratégica para complementar o teu judo ou surgiu de outra motivação?

Mariana Esteves: Em julho de 2023, fiquei um mês a treinar na SOGIPA, em Porto Alegre. Lá tive o primeiro contacto com o jiu-jitsu com o mestre Moacir Mendes. Já tinha ouvido falar do BJJ, mas nunca tinha tido a oportunidade de experimentar. A minha impressão foi que os atletas tinham uma maior mobilidade e perceber que existe uma infinidade de pormenores que fazem a diferença. Quando voltei a Portugal, fiquei decidida a encontrar uma academia para poder continuar a trabalhar e ajudar-me a melhorar a minha luta de chão.

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FightNews: Consideras que o jiu-jitsu te ajuda de alguma forma nas competições de judo? Se sim, em que aspetos sentes essa influência?

Mariana Esteves: Nem todas as situações do jiu-jitsu eu posso utilizar no judo, como por exemplo, as chaves de joelho ou as quedas a ir às pernas. Mas tudo o que é chaves de braço, estrangulamentos ou estabilizações, eu consigo retirar aproveitamento para melhorar o meu judo. Treinar jiu-jitsu aumentou ainda mais a minha confiança na luta de chão e ajudou-me a criar um esquema mental de sequências, que é essencial no momento da luta.

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O impacto da ICON JJ - Vita Team

FightNews: Como é fazer parte da ICON JJ - Vita Team? Que impacto a equipa teve no teu desenvolvimento como atleta?

Mariana Esteves: Fazer parte da ICON JJ – VITA Team tem sido uma aprendizagem em todos os aspetos. A equipa é composta por atletas de competição e por praticantes que não fazem competição. Existe um cuidado por parte de todos em transmitir conhecimentos.

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Mensagem para as mulheres no desporto

FightNews: O que dirias a outras mulheres que têm vontade de começar nos desportos de combate, mas ainda se sentem inseguras ou não sabem por onde começar?

Mariana Esteves: Eu digo para experimentarem, mesmo com medo. O número de mulheres praticantes tem vindo a aumentar. O primeiro passo é o mais difícil, mas temos de encontrar um grupo em que nos identificamos para tornar o processo mais prazeroso.

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Agradecimento aos fãs e seguidores

FightNews: Por fim, que mensagem gostarias de deixar para todas as pessoas que admiram o teu trabalho e acompanham a tua carreira?

Mariana Esteves: A todas as pessoas que admiram o meu trabalho e que acompanham a minha carreira, só tenho de agradecer por todo o apoio que me dão. Eu estou num processo constante de evolução e é com os que me apoiam que sou capaz de evoluir ainda mais. Apesar de os desportos de combate serem individuais, termino com uma frase importante: "Sozinhos vamos mais rápido. Juntos vamos mais longe."

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