Em entrevista à FightNews, Filipa Ferreira partilhou a sua trajetória no mundo das artes marciais, desde os primeiros passos até à conquista do título de Campeã Europeia Universitária de Kickboxing 2024.
FightNews: Pode-nos contar um pouco sobre a sua trajetória no mundo das artes marciais?
Filipa Ferreira: Estou há pouco tempo neste mundo, o meu primeiro contacto com as artes marciais foi em 2019. Comecei apenas porque queria aprender um desporto diferente do que estava acostumada e queria manter-me ativa. Os meus primeiros treinos foram numa aula de um ginásio, e claro que eu era um “zero à esquerda”. Mas como gosto de desafios isso fez com que eu me mantivesse assídua nos treinos. Posteriormente veio o covid, que fez com que houvesse uma paragem, mas quando começou a voltar tudo à normalidade o meu mestre propôs-me que eu fizesse um combate e assim o fiz. Comecei a combater em kick light, e mantive-me assim durante 2 anos, e só no final do ano de 2023 é que comecei a minha aventura no ringue.
FightNews: O que a inspirou a se tornar um praticante e posteriormente um atleta?
Filipa Ferreira: O que fez com que eu me mantivesse neste desporto e tornar-me atleta, foram os desafios constantes que este desporto nos traz, e cresci muito depois de começar, pois é necessário ter muita disciplina e consistência neste desporto.
FightNews: Qual a sensação de ser campeã da Europa Universitária de Kickboxing?
Filipa Ferreira: Ser campeã europeia universitária significa muito para mim, pois é a primeira vez que me encontro numa prova europeia. Também foi a primeira medalha europeia que a minha universidade (IPCA) teve, e conseguir terminar logo com uma medalha de ouro foi incrível. Não estava à espera do resultado confesso, mas sabia que tinha trabalhado para aquilo e que estava preparada, mas claro estive sempre muito nervosa.
FightNews: Conte nos um pouco como foi a competição?
Filipa Ferreira: Tive 2 combates, na meia-final combati contra uma atleta turca, onde ganhei por 3-0, uma atleta muito dura como já se espera de um atleta turco. Na final combati com uma atleta húngara, atleta da casa, foi um jogo bastante disputado mas consegui ganhar também por 3-0.
Com esta vitória, Filipa Ferreira não só coloca o seu nome no topo do desporto universitário europeu, como também inspira outras jovens e mulheres a seguir seus sonhos nos desportos de combate.