
O WFL – World Fighting League prepara-se para realizar a sua primeira edição em Portugal, no dia 7 de novembro, em Anadia, e Vinicius Bereta é um dos atletas que fará parte deste momento para os desportos de combate nacionais.
O lutador brasileiro aceitou prontamente o desafio, reconhecendo o potencial de crescimento da organização e a possibilidade de construir um percurso dentro da competição. Depois de ter competido no passado dia 10 de outubro, Bereta afirma que está agora focado em manter a condição física e o peso para chegar ao próximo compromisso nas melhores condições.
Conhecido pela capacidade de resistência e pela pressão constante que procura exercer sobre os adversários, o atleta apresenta uma abordagem particular ao combate e acredita que a sua disposição para permanecer na zona de confronto pode fazer a diferença. Em entrevista à Fight News Portugal, fala sobre as expectativas para o WFL, a importância de criar oportunidades para os atletas e o percurso de sacrifício que tem vindo a construir, conciliando o trabalho numa fábrica com os treinos e a competição.

Imagem divulgação
Fight News Portugal: Vinicius, no dia 7 de novembro vais participar na primeira edição do WFL – World Fighting League em Portugal. O que representa para ti fazer parte de um evento internacional desta dimensão e o que te motivou a aceitar este desafio?
Vinicius Bereta: Esse evento tem uma dimensão que talvez as pessoas ainda não tenham vislumbrado na totalidade, mas está a ganhar muita força e vai consolidar-se como um dos grandes da Europa em pouco tempo. Assim, quando surgiu a oportunidade de lutar nele, aceitei prontamente, vislumbrando algum futuro na organização.
Imagem divulgação
Fight News Portugal: Nesta fase da preparação, qual tem sido o maior desafio que tens enfrentado? Existe algum aspecto do teu treino ao qual tens dedicado uma atenção especial para chegares ao dia do combate na tua melhor versão?
Vinicius Bereta: Já venho preparado da minha última luta, no dia 10 de outubro, por isso só estou a manter a condição física e o peso.
Imagem Instagram
Fight News Portugal: Todos os combates trazem momentos de pressão, incerteza e decisões tomadas em fracções de segundo. Qual consideras ser a tua maior qualidade dentro do ringue e de que forma pretendes utilizá-la neste desafio?
Vinicius Bereta: A minha qualidade é incomum para muitos, porque considero-me uma pessoa que sabe apanhar. Quando digo isto, parece esquisito, mas nem todos os lutadores sabem apanhar. A maioria é boa a bater, mas poucos sabem apanhar, e eu sei fazê-lo muito bem. Por isso, estou sempre em cima do meu adversário, o que torna a vida dele em cima do ringue exaustiva, porque tem de lutar todos os rounds de forma intensa.
Tenho disposição para ficar na zona de guerra e levar porrada durante três rounds, mas será que ele vai estar?
Imagem divulgação
Fight News Portugal: A primeira edição do WFL em Portugal poderá ajudar a aproximar o público dos desportos de combate e a criar novas oportunidades para os atletas. O que gostarias que este evento deixasse como legado para a modalidade em Portugal?
Vinicius Bereta: Portugal necessita de eventos que tragam oportunidades para os atletas. O WFL é uma dessas oportunidades! Por isso, precisamos de apoiar esses eventos.
Fight News Portugal: Daqui a alguns anos, como gostarias que os adeptos e as pessoas que acompanharam o teu percurso se lembrassem de ti enquanto atleta?
Vinicius Bereta: Se fosse para ser lembrado, queria que fosse por ter feito o meu melhor com aquilo que tinha nas mãos. É isso que tento transmitir às pessoas que me acompanham. A vida não é fácil e, quando queremos realizar um sonho, encontramos uma situação desfavorável, mas devemos fazer as coisas como for possível, dando sempre o nosso melhor.
Trabalho numa fábrica durante oito horas e depois vou treinar no final do dia. Luto contra atletas que estão no topo de rankings mundiais, mas vou lá e enfrento-os com o meu melhor, sem reclamar, porque ou faço assim ou não faço. Se existe uma hipótese, mesmo que seja pequena, ainda vale a pena tentar, porque, para mim, mais vale uma vida feita de tentativas fracassadas do que nunca descobrir o que poderia ter acontecido por nunca nos termos dado o direito de tentar.
Imagem Instagram
Fight News Portugal: A terminar, que mensagem gostarias de deixar aos teus familiares, à tua equipa e a todos os adeptos que te acompanham e que estarão presentes em Anadia, no dia 7 de novembro, para te apoiar?
Vinicius Bereta: Sou uma pessoa rica, mas não em dinheiro, porque as pessoas que me rodeiam querem-me muito bem e estão sempre a apoiar-me. Por isso, vou sempre subir ao ringue motivado e proporcionar uma guerra ao meu adversário, levando comigo todos os que me apoiam.
O meu adversário gosta de sair à pancada e eu também, por isso, com toda a certeza, esta luta não vai terminar por pontos.
Imagem Instagram
Com uma mentalidade assente na resistência, no trabalho e na vontade de aproveitar cada oportunidade, Vinicius Bereta chega ao WFL Portugal determinado a dar o seu melhor. A conciliação entre o emprego e os treinos é uma das marcas do seu percurso, que o atleta encara com a convicção de que vale sempre a pena lutar por um sonho, mesmo perante as dificuldades.
No dia 7 de novembro, em Anadia, o lutador pretende transformar essa determinação numa prestação intensa dentro do ringue. A promessa deixada aos adeptos é clara: uma luta de grande intensidade, em que ambos os atletas procurarão impor o seu estilo e na qual, segundo Vinicius Bereta, dificilmente o resultado será decidido pelos pontos.