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CBG Kempo supera desafios e prepara uma nova etapa de crescimento
Mário Alves, líder da Casa Benfica Golegã Kempo fala sobre a história da equipa, os 12 títulos de campeão nacional conquistados em 2026, a formação de atletas, a defesa pessoal e os objetivos para a nova época.
07/10/2026 10h06
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
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A CBG Kempo – Casa Benfica Golegã Kempo tem vindo a construir um percurso que alia formação marcial, competição e desenvolvimento pessoal. Nascido de uma conversa entre amigos com experiência nas artes marciais, o projeto começou a ganhar forma em 2018/2019 e procura hoje continuar a crescer, reforçando a ligação à comunidade da Golegã.

Depois de ultrapassar os desafios provocados pela pandemia, a equipa consolidou o seu trabalho e alcançou resultados expressivos na época de 2026, com 12 títulos de campeão nacional, quatro de vice-campeão nacional, 12 de campeão regional e seis de vice-campeão regional, em diferentes disciplinas de combate. Na classe de Kempo Kids, conquistou ainda três títulos nacionais e cinco regionais.

Mas, para Mário Alves, líder e treinador da CBG Kempo, o sucesso não se mede apenas pelas medalhas. A formação de boas pessoas, a transmissão de valores e a criação de oportunidades para praticantes de diferentes idades e objetivos continuam a ser prioridades.

Em entrevista ao Fight News Portugal, Mário recorda a origem da equipa, fala sobre o seu percurso nas artes marciais, aborda o momento do Kempo em Portugal e revela os objetivos para a nova temporada, incluindo o desenvolvimento de formações de defesa pessoal e a aposta na formação de futuros treinadores.

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FightNews: Mário, para começarmos, como nasceu a CBG Kempo e qual foi a motivação para dar início a este projeto?

A CBG Kempo começou a ganhar forma numa conversa entre bons amigos, todos com alguns anos de prática de artes marciais, sobre a possibilidade de abrirmos a nossa própria escola. Para mim, esse era um desejo que vinha desde muito novo, porque sempre gostei de ensinar e de partilhar aquilo que aprendi e que continuo a aprender todos os dias. Foi a partir dessa conversa que comecei a dar os primeiros passos para concretizar esse sonho.

A ligação à Casa do Benfica na Golegã surgiu da necessidade de encontrar uma associação que acolhesse o projeto e um espaço onde pudéssemos dar aulas. Ao mesmo tempo, sentíamos que faltava, na Golegã e nos arredores, uma oferta de artes marciais com a diversidade e a abrangência do Kempo. Da conjugação dessa vontade com o acolhimento da Casa do Benfica na Golegã nasceu a CBG Kempo.

A motivação ia além de ensinar técnicas de combate. Queria desenvolver uma atividade que trabalhasse o corpo e a mente e que pudesse envolver toda a comunidade: crianças, jovens, adultos e seniores. Proporcionar às pessoas uma oportunidade de serem mais ativas, desenvolverem a concentração e a confiança e encontrarem novos desafios, num ambiente de respeito e entreajuda.

No fundo, o projeto nasceu de uma paixão pelas artes marciais e pelo ensino, mas também da vontade de contribuir para a nossa vila, através de uma prática que pode acompanhar diferentes fases da vida.

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FightNews: Que história está por trás da CBG Kempo e quais foram os principais momentos que marcaram o crescimento da equipa?

Iniciámos os treinos na Casa do Benfica na Golegã por volta de 2018/2019 e tivemos, desde o início, uma excelente adesão. A comunidade recebeu-nos de braços abertos, o que nos deu confiança e motivação para desenvolver o projeto.

A pandemia trouxe uma das fases mais difíceis do nosso percurso. Fomos obrigados a interromper completamente os treinos e, quando foi possível regressar, começámos com aulas no exterior e sem contacto. Nesse período, perdemos muitos atletas. Foi uma etapa que exigiu persistência e um grande esforço para recuperar a participação e a ligação à escola.

Com o regresso à normalidade, voltámos a ter uma excelente adesão. Entre os naturais altos e baixos, fomos crescendo, passo a passo, com a dedicação dos atletas, o apoio das famílias e o acolhimento da Casa do Benfica na Golegã.

Entre os momentos mais marcantes, destaco a criação da nossa escola e o início da classe de Kempo Kids. Concretizar um sonho antigo foi muito especial, mas abrir esse caminho às crianças trouxe uma responsabilidade e uma motivação acrescidas. O trabalho desenvolvido nesta classe, com um contributo fundamental da treinadora Vera Oliveira, tornou-se uma parte muito importante do crescimento da equipa.

Também as conquistas desportivas têm marcado este percurso. Na época de 2026, alcançámos 12 títulos de campeão nacional, quatro de vice-campeão nacional, 12 de campeão regional e seis de vice-campeão regional, em diferentes disciplinas de combate. Conquistámos ainda o 13.º lugar nos campeonatos Nacional e Regional, entre mais de 60 clubes, muitos deles com equipas bastante superiores à nossa em número de atletas. Na classe de Kempo Kids, conseguimos três títulos nacionais e cinco regionais.

São resultados que nos dão orgulho porque refletem muitas horas de treino, dedicação e superação, além de levarem o nome da Casa do Benfica e da Golegã a um lugar de destaque.

Mas o significado maior está nas pessoas que fazem este caminho connosco: nas crianças que ganham confiança, nos atletas que ultrapassam dificuldades e na união que construímos como equipa. É esse crescimento humano e desportivo que queremos continuar a alimentar.

FightNews: Como começou o seu próprio percurso no Kempo e de que forma essa experiência influenciou a maneira como hoje trabalha enquanto treinador e líder?

Comecei nas artes marciais aos 12 anos, há cerca de 33 anos. O Kempo não foi a minha primeira modalidade, embora hoje gostasse de o ter descoberto mais cedo. Ainda assim, acredito que todo o caminho que percorri teve o seu valor. Pratiquei e obtive graduações em diferentes artes marciais, experiências que alargaram os meus conhecimentos e que enriquecem aquilo que hoje posso transmitir aos meus alunos.

Nesse percurso, existem duas pessoas que são referências fundamentais para mim: o Mestre Francisco Pimentel e o Professor Bruno Rebelo. O Mestre Francisco Pimentel marcou o início da minha jornada marcial, nunca desistiu de mim e incentivou-me sempre a querer aprender mais e a superar-me.

O Professor Bruno Rebelo, pela profundidade do seu conhecimento e pela inspiração que representa no Kempo, recebeu-me de braços abertos quando cheguei de outra modalidade e continua a orientar-me e a guiar o meu crescimento.

Sinto-me um homem de sorte por ter estas duas estrelas a guiar o meu caminho marcial. Tive também outros professores, mestres e instrutores com quem muito aprendi e a quem sou grato. Mas estes dois ocupam um lugar muito especial na pessoa, no praticante e no treinador que me tornei.

As artes marciais ensinaram-me que a determinação nos permite ultrapassar muitas das limitações que julgamos ter, mas que nada se constrói sem trabalho, disciplina e persistência. Aprendi também que devemos manter a humildade para reconhecer os nossos erros e continuar a aprender, independentemente da graduação que usamos à cintura.

O respeito conquista-se pelas atitudes e a liderança implica responsabilidade: não posso exigir aos meus alunos um compromisso que eu próprio não esteja disposto a demonstrar.

Como treinador e líder, quero, antes de tudo, ajudar a formar boas pessoas. Quero que os meus alunos sejam respeitadores, responsáveis, capazes de ajudar os outros e de dar um contributo positivo à comunidade. Que tenham coragem para enfrentar dificuldades, humildade para aprender e força para recomeçar quando alguma coisa não corre bem.

Procuro transmitir-lhes que ser forte também é saber controlar-se, que um colega de treino é alguém que nos ajuda a crescer e que aquilo que aprendemos no Kempo deve acompanhar-nos fora do espaço de treino: em casa, na escola, no trabalho e na forma como tratamos os outros.

Uma medalha pode reconhecer uma conquista desportiva; o caráter revela-se nas escolhas de todos os dias. É esse exemplo que procuro dar e que espero deixar nos meus alunos.

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FightNews: Estamos perante o início de uma nova época. Que expectativas tem para o trabalho de formação da CBG Kempo? E quais são os principais objetivos definidos para esta temporada, tanto ao nível da formação como da competição?

Para esta época, queremos continuar a crescer e a consolidar o trabalho que temos desenvolvido. Na formação, um dos principais objetivos é atrair mais alunos para ambas as classes, proporcionando às crianças e aos adultos a oportunidade de conhecerem o Kempo e de encontrarem na nossa escola um espaço de aprendizagem, desafio e entreajuda.

Quero também apostar na formação de treinadores. A continuidade de um projeto exige pessoas preparadas para assumir responsabilidades e transmitir conhecimentos com qualidade. Gostaria de criar oportunidades para que quem tenha essa vontade possa dar esse passo, contribuindo para o futuro da equipa.

Outra prioridade é aproximarmo-nos ainda mais da comunidade, através de aulas abertas e workshops de defesa pessoal, nomeadamente para senhoras e seniores. Queremos chegar também a pessoas que nunca praticaram artes marciais, com propostas adaptadas às suas capacidades e necessidades. Na defesa pessoal, considero essencial trabalhar a prevenção, a identificação de situações de risco e a capacidade de tomar decisões, além da componente técnica.

Na competição, gostaríamos de ter mais atletas a participar e, naturalmente, de conquistar mais títulos e medalhas, tanto individuais como coletivos. Mas há um objetivo que considero fundamental: ajudá-los a superar o receio de competir. Para alguns, entrar pela primeira vez numa prova já será uma grande conquista. Quero que se sintam preparados e apoiados para dar esse passo, respeitando o ritmo de cada um e percebendo que cada participação é uma oportunidade de aprendizagem.

A principal novidade que pretendemos concretizar nesta temporada é precisamente o início das formações de defesa pessoal, uma área que ainda não tínhamos desenvolvido desta forma. Sinto que chegou o momento de avançar. Sei que teremos desafios pela frente, mas temos vontade de trabalhar e de construir uma oferta útil para a comunidade.

No final da época, gostaria de ver uma equipa maior, mais unida e mais confiante, com atletas que reconheçam a sua própria evolução e novos praticantes que tenham encontrado o seu lugar entre nós. Os resultados desportivos serão motivo de orgulho, mas também o será perceber que conseguimos envolver mais pessoas e contribuir para o seu desenvolvimento.

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FightNews: Que importância atribui à participação dos atletas em competições e de que forma encara a competição como parte do processo de aprendizagem?

Considero a competição uma parte importante da formação dos atletas. É uma oportunidade de colocarem em prática aquilo que aprendem nos treinos, enfrentarem novos desafios e conhecerem melhor as suas capacidades e os aspetos que precisam de trabalhar.

Para além da técnica, competir ensina a gerir emoções, a tomar decisões sob pressão, a respeitar regras e a assumir responsabilidade pelas nossas ações. Ensina também a respeitar o adversário, os árbitros e todos os envolvidos na prova.

Quero que os meus atletas procurem vencer, mas que compreendam que a forma como se comportam tem tanta importância como o resultado que alcançam. A vitória deve ser recebida com alegria e humildade, reconhecendo o trabalho que a tornou possível. A derrota merece ser analisada com honestidade, sem diminuir o valor do atleta.

Há sempre alguma coisa a aprender: uma dificuldade técnica, uma decisão que pode ser melhorada ou uma emoção que ainda precisamos de aprender a gerir. Cabe-nos, enquanto treinadores, ajudá-los a transformar essa experiência em trabalho para os treinos seguintes.

A quem tem medo de competir, procuro transmitir que sentir nervosismo é natural e que não tem de enfrentar esse desafio sozinho. A preparação e o apoio da equipa são fundamentais. Para alguns atletas, a primeira grande vitória será ganhar coragem para entrar na área de competição e dar o seu melhor, independentemente do resultado.

Também considero importante respeitar o ritmo e a vontade de cada praticante. A competição deve ser um desafio assumido com preparação e confiança, e há lugar na nossa escola para quem encontra no Kempo outros objetivos.

No fundo, quero que cada atleta regresse de uma prova com algo que o ajude a crescer. Uma medalha é motivo de orgulho, mas aprender a vencer com respeito, a perder com dignidade e a continuar a trabalhar são conquistas que ficam para a vida.

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FightNews: Que evolução gostaria de ver nos seus atletas ao longo desta nova época?

Gostaria de ver cada atleta progredir a partir do ponto em que se encontra, respeitando a sua idade, experiência e capacidades. Nem todos têm os mesmos objetivos ou aprendem ao mesmo ritmo, e cabe-nos acompanhar essas diferenças para que cada um reconheça o seu progresso e tenha vontade de continuar.

Na componente técnica, espero vê-los consolidar as bases, melhorar a coordenação, o controlo e a capacidade de aplicar aquilo que aprendem. Mais do que executar uma técnica, quero que compreendam o que estão a fazer e desenvolvam autonomia, sem perderem a disponibilidade para ouvir e corrigir.

Mas também quero vê-los crescer em confiança, responsabilidade e persistência. Que tenham menos receio de errar, que façam perguntas e que compreendam que as dificuldades fazem parte da aprendizagem. Gostaria que trocassem o "não consigo" pelo "ainda não consigo, mas vou trabalhar para conseguir".

Nos atletas que competem, espero uma maior capacidade de gerir o nervosismo, tomar decisões e enfrentar cada prova com preparação e confiança. Nos restantes, valorizo igualmente a evolução: ganhar à-vontade nos treinos, melhorar a condição física ou conseguir realizar algo que antes parecia impossível são conquistas importantes.

Quero também ver uma equipa cada vez mais unida, em que os mais experientes ajudem quem está a começar e cada atleta perceba que pode contribuir para o crescimento dos colegas. O exemplo revela-se na forma como treinamos, como respeitamos os outros e como reagimos quando alguém precisa de apoio.

No final da época, gostaria que cada um pudesse olhar para trás e reconhecer: "Hoje sou mais capaz, mais confiante e mais responsável do que quando comecei." E que essa evolução se refletisse também fora dos treinos, na escola, no trabalho, em casa e na comunidade.

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FightNews: Para além da componente técnica e competitiva, que valores procura transmitir aos alunos através da prática do Kempo?

Procuro transmitir, acima de tudo, respeito, disciplina, humildade, responsabilidade e espírito de entreajuda. São valores que devem estar presentes na forma como treinamos, mas também na maneira como vivemos e tratamos as pessoas à nossa volta.

O respeito começa no modo como ouvimos, como cuidamos do colega durante um exercício e como aceitamos as diferenças. A disciplina constrói-se na assiduidade, no empenho e na capacidade de cumprir compromissos, mesmo nos dias em que a motivação é menor. A humildade permite-nos reconhecer que há sempre algo a aprender, independentemente da nossa experiência ou graduação.

Quero também que os alunos compreendam a responsabilidade que acompanha aquilo que aprendem. O conhecimento de uma arte marcial exige autocontrolo e bom senso. Saber evitar um conflito, afastar-se de uma situação de risco ou procurar ajuda pode ser a decisão mais sensata. A força deve ser acompanhada pela capacidade de escolher como agir.

A entreajuda é igualmente essencial. Dentro da nossa escola, cada praticante tem um papel no crescimento dos outros. Os mais experientes devem acolher e apoiar quem está a começar, e todos devem poder aprender num ambiente onde se sintam respeitados. Gostaria que levassem essa atitude para a comunidade, estando atentos a quem precisa de apoio e contribuindo com aquilo que podem dar.

Enquanto treinador, sei que estes valores se transmitem também pelo exemplo. Por isso, procuro demonstrar nas minhas atitudes o compromisso que peço aos meus alunos, reconhecendo que eu próprio continuo a aprender e a melhorar.

Acima de tudo, quero que sejam boas pessoas. Que saibam defender as suas convicções sem desrespeitar os outros, assumir os seus erros e usar as suas capacidades de forma responsável.

Para mim, o caminho marcial ganha sentido quando aquilo que aprendemos no treino se reflete positivamente na nossa vida e na vida de quem nos rodeia.

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FightNews: Como analisa o atual momento do Kempo em Portugal? Sente que a modalidade está a crescer e a conquistar cada vez mais espaço?

Olho para o Kempo em Portugal com otimismo e acredito que tem condições para conquistar cada vez mais espaço. É uma modalidade muito diversificada, que permite trabalhar diferentes vertentes de combate, a defesa pessoal e a formação marcial. Essa abrangência dá-nos a possibilidade de chegar a pessoas de várias idades e com objetivos distintos.

Na nossa escola, o interesse e a adesão dos praticantes dão-nos confiança no potencial da modalidade. Ainda assim, considero que há trabalho a fazer para dar a conhecer o Kempo e mostrar aquilo que pode proporcionar, tanto a quem procura competir como a quem pretende uma atividade física, aprender defesa pessoal ou encontrar um novo desafio.

Para mim, o crescimento deve ser acompanhado pela qualidade do ensino, pela preparação dos treinadores e pelo cuidado com os praticantes. Precisamos de criar condições para que quem chega se sinta bem acolhido, aprenda com segurança e tenha vontade de continuar.

Acredito também na importância de uma maior proximidade entre escolas, treinadores, atletas, árbitros e entidades responsáveis pela modalidade. A transparência, a seriedade e o diálogo ajudam a construir confiança e a trabalhar por objetivos comuns, respeitando o contributo de cada um.

A comunicação tem igualmente um papel importante. Dar visibilidade às competições e aos resultados é essencial, mas também devemos mostrar o trabalho diário das escolas e as pessoas que lhes dão vida. É nesse sentido que iniciativas como esta entrevista podem ajudar a aproximar o Kempo de quem ainda não o conhece.

O meu desejo é que a modalidade continue a crescer com bases sólidas, preservando os seus valores e reforçando a sua ligação às comunidades. Da nossa parte, queremos contribuir através de um trabalho consistente na Golegã, formando atletas e criando oportunidades para mais pessoas praticarem.

FightNews: Quando olha para os próximos anos, onde gostaria de ver a CBG Kempo?

Gostaria de ver a CBG Kempo como uma escola cada vez mais sólida, reconhecida pela qualidade da formação, pelo percurso dos seus atletas e pela ligação à comunidade. Quero que continue a ser um projeto de que a Casa do Benfica na Golegã e a nossa vila se possam orgulhar.

Ambiciono ter mais praticantes de diferentes idades, consolidar as classes existentes e desenvolver iniciativas que aproximem o Kempo de quem ainda não o conhece. Gostaria também de dar continuidade às formações de defesa pessoal que pretendemos iniciar, criando oportunidades de participação para mulheres, seniores e outros públicos.

Uma das minhas prioridades é formar treinadores e preparar pessoas que possam assumir responsabilidades dentro da escola. Quero que os nossos alunos encontrem aqui espaço para crescer como praticantes e, se essa for a sua vontade, também como futuros instrutores. O futuro da CBG Kempo deve ser construído por uma equipa capaz de partilhar conhecimentos, responsabilidades e objetivos.

Na competição, queremos continuar a evoluir, conquistar títulos individuais e coletivos e levar o nome da Golegã cada vez mais longe. Gostaria de proporcionar aos atletas oportunidades para enfrentarem novos desafios, sempre com a preparação necessária e sem perdermos o cuidado com a formação de cada um.

Mas há algo que quero preservar à medida que crescemos: a proximidade entre as pessoas. Quero que quem entre na nossa escola se sinta acolhido, que os atletas tenham orgulho em representar a equipa e que as famílias confiem no trabalho que fazemos.

Daqui a alguns anos, gostaria de olhar para a CBG Kempo e reconhecer um projeto com continuidade, onde os alunos de hoje ajudam a ensinar os de amanhã. Seria uma enorme satisfação perceber que aquilo que começou numa conversa entre amigos se tornou uma escola que continua a criar oportunidades e a contribuir para a vida da nossa comunidade.

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FightNews: E, para terminar, para quem ainda não conhece a CBG Kempo e está a pensar experimentar a modalidade, por que razão deveria dar o primeiro passo e fazer uma aula?

Porque a melhor forma de conhecer o Kempo é experimentá-lo. Não é preciso chegar com experiência em artes marciais ou numa excelente condição física. Todos começamos por algum lado, e o nosso papel é acolher cada pessoa e ajudá-la a aprender, respeitando as suas capacidades e o seu ritmo.

Na CBG Kempo, encontrará uma modalidade diversificada e uma equipa com vontade de ensinar e de partilhar este caminho. Há quem procure a competição, quem queira aprender defesa pessoal e quem simplesmente deseje ser mais ativo, desafiar-se e dedicar algum tempo a si próprio. Esses objetivos têm lugar na nossa escola.

Para as crianças, pode ser uma oportunidade de aprender, ganhar confiança e crescer num ambiente de respeito e entreajuda. Para os jovens, adultos e seniores, pode representar um novo desafio, uma forma de trabalhar o corpo e a mente e de criar laços com outras pessoas.

Se existe curiosidade, mas também algum receio, o meu convite é simples: venha conhecer-nos, coloque as suas perguntas e experimente uma aula. Não precisa de provar nada a ninguém. Precisa apenas de disponibilidade para aprender e de vontade de dar esse primeiro passo.

Foi também de um primeiro passo que nasceu a nossa escola. Teremos muito gosto em fazer parte do seu.

CBG Kempo: formar atletas, transmitir valores e crescer com a comunidade

O percurso da Casa Benfica Golegã Kempo demonstra como a paixão pelas artes marciais pode dar origem a um projeto que procura conciliar resultados desportivos, formação e intervenção na comunidade. Os títulos conquistados em 2026 representam uma parte importante desse caminho, mas a ambição de Mário vai além do pódio.

A aposta na formação de treinadores, o desenvolvimento de iniciativas de defesa pessoal e a vontade de aproximar o Kempo de crianças, jovens, adultos e seniores são algumas das prioridades para os próximos anos.

Com a determinação de continuar a evoluir na competição e de criar oportunidades para novos praticantes, a CBG Kempo pretende consolidar a sua presença na Golegã sem perder a proximidade e os valores que estiveram na origem do projeto.

Porque, como defende o treinador, uma medalha pode reconhecer uma conquista desportiva, mas é o caráter que se revela nas escolhas de todos os dias.

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