A Taça Internacional de Kempo, realizada nos dias 12 e 13 de setembro, em Albufeira, ficou marcada pela presença de atletas de diferentes equipas e pela competição em várias categorias. Entre os atletas em destaque esteve Daniel Plamadeala, distinguido como Melhor Atleta Masculino +14 anos da competição.
Com quase dez anos de prática de Kempo, Daniel encara esta distinção como o reconhecimento de um percurso construído com dedicação, disciplina e trabalho diário. Para além da satisfação pelo prémio individual, o atleta destaca também a importância dos treinadores, colegas de equipa e família no caminho que tem vindo a construir.
Em entrevista à Fight News Portugal, Daniel Plamadeala recorda como começou no Kempo, fala sobre aquilo que a modalidade mudou na sua vida, aborda a responsabilidade associada ao reconhecimento e revela os seus objetivos para o resto da época.
FightNews: Daniel, muitos parabéns pela distinção. Que significado tem para ti seres reconhecido como o Melhor Atleta Masculino +14 anos da Taça Internacional de Kempo?
Muito obrigado! É um orgulho enorme receber esta distinção como Melhor Atleta Masculino +14 anos da Taça Internacional de Kempo.
Para mim, significa que todo o trabalho, dedicação e sacrifício que tenho feito ao longo destes quase 10 anos de Kempo estão a dar frutos. É muito bom ver esse esforço reconhecido numa competição internacional e poder conquistar este prémio enquanto represento Portugal.
É uma conquista que me deixa muito feliz e orgulhoso, mas que também me dá ainda mais motivação para continuar a trabalhar, evoluir e procurar sempre dar o meu melhor.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
FightNews: Recordas-te de como surgiu o teu primeiro contacto com o Kempo? O que te despertou o interesse pela modalidade?
Sim. Comecei a praticar Kempo com 8 anos, porque foi um amigo meu que me apresentou a modalidade.
Na altura, comecei por experimentar e fui ganhando cada vez mais interesse. Gostei bastante daquilo que a modalidade tinha para oferecer e, com o tempo, fui-me envolvendo cada vez mais.
Hoje, quase 10 anos depois, continuo a praticar e a evoluir. É engraçado pensar que tudo começou com um amigo a apresentar-me o Kempo e que essa decisão acabou por se tornar uma parte tão importante da minha vida.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
FightNews: Desde que começaste a praticar Kempo, o que sentes que mais mudou em ti, tanto dentro como fora do tatami?
Acho que o Kempo mudou bastante a forma como encaro as dificuldades do dia a dia.
Ensinou-me a ter mais disciplina, mais foco e a não desistir tão facilmente quando as coisas não correm como quero. Aprendi que nem sempre os resultados aparecem logo e que é preciso continuar a trabalhar.
Sinto também que me tornei uma pessoa melhor. O Kempo ajudou-me a crescer não só enquanto atleta, mas também enquanto pessoa, e isso é algo que valorizo bastante.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
FightNews: Disciplina, respeito, concentração e espírito de superação são alguns dos valores associados às artes marciais. Qual destes valores consideras mais importante no teu dia a dia?
Para mim, a disciplina é um dos valores mais importantes.
Acho que é aquilo que nos permite continuar a trabalhar mesmo quando não estamos motivados ou quando as coisas ficam mais difíceis. No Kempo, tal como na vida, nem sempre temos vontade de fazer tudo, mas é importante manter o foco e continuar a cumprir aquilo a que nos propomos.
A disciplina ajudou-me bastante a evoluir enquanto atleta e também na minha vida fora do tatami.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
FightNews: Este tipo de reconhecimento individual é também resultado do trabalho de toda uma equipa. Que importância têm os teus treinadores e colegas no teu desenvolvimento enquanto atleta?
Os meus treinadores e colegas têm uma importância enorme no meu desenvolvimento enquanto atleta.
Ao longo destes quase 10 anos, foram muitas as horas de treino, os desafios e os momentos em que tive de trabalhar para melhorar. E esse caminho não se faz sozinho.
Os meus treinadores ajudam-me a evoluir, a corrigir os meus erros e a preparar-me para as competições. Os meus colegas também são fundamentais, porque treinamos juntos, puxamos uns pelos outros e ajudamo-nos a melhorar.
Esta distinção é individual, mas sei que existe muito trabalho de equipa por trás dela. Por isso, sou muito grato a todos os que fazem parte deste percurso.
Imagem Instagram
FightNews: O que significa para ti representar a tua equipa numa competição internacional e poder mostrar o resultado de todo o trabalho realizado nos treinos?
Representar a minha equipa numa competição internacional é um orgulho enorme.
É uma oportunidade de mostrar todo o trabalho que fazemos nos treinos e de levar o nome da nossa equipa mais longe. Quando entro no tatami, quero dar o meu melhor e mostrar aquilo de que somos capazes.
Também é uma grande responsabilidade, porque sei que existe muita gente por trás de cada resultado. Desde os treinadores aos colegas e à família, são todos importantes neste caminho.
Poder representar a equipa e mostrar o resultado de todo esse trabalho é algo que me deixa muito feliz e orgulhoso.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
FightNews: Depois desta distinção, sentes que tens ainda mais responsabilidade para continuar a trabalhar e a melhorar?
Sim, sem dúvida. Esta distinção dá-me ainda mais motivação para continuar a trabalhar e a melhorar.
Mas também me faz perceber que não posso ficar satisfeito apenas com aquilo que já conquistei. Há sempre aspetos em que posso evoluir e coisas que posso fazer melhor.
Quero continuar a trabalhar com a mesma dedicação, manter o foco e procurar estar cada vez mais preparado para os próximos desafios.
Esta distinção é um reconhecimento importante, mas para mim é também mais uma razão para continuar a dar o meu melhor.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
FightNews: Quais são agora os teus principais objetivos para o resto da época? Existe alguma competição ou desafio que tenhas particularmente marcado no calendário?
Os meus principais objetivos para o resto da época são continuar o trabalho que tenho vindo a desenvolver até aqui e dar o meu melhor nas próximas competições, tanto nacionais como internacionais.
Quero continuar a evoluir enquanto atleta, melhorar os meus resultados e estar preparado para os desafios que vêm aí.
Outro dos meus grandes objetivos é continuar a representar Portugal junto do resto da Seleção Nacional. É um orgulho enorme poder vestir as cores do nosso país e quero continuar a trabalhar para estar à altura dessa responsabilidade.
Seja qual for a competição, quero entrar em cada uma delas com foco, dedicação e vontade de dar o meu melhor.
FightNews: Para terminar, que mensagem gostarias de deixar à tua família, aos teus treinadores, aos teus colegas de equipa e a todas as pessoas que te acompanham e apoiam o teu percurso?
Queria deixar um enorme obrigado à minha família, aos meus treinadores, aos meus colegas de equipa e a todas as pessoas que me acompanham e apoiam ao longo deste percurso.
Sei que não chegaria aqui sozinho. Cada treino, cada palavra de incentivo e cada sacrifício fazem parte destas conquistas.
A minha família tem sido muito importante para mim, assim como os meus treinadores e colegas, que me ajudam diariamente a evoluir e a continuar motivado.
Esta distinção é também vossa. Obrigado por acreditarem em mim e por fazerem parte deste caminho.
Espero continuar a dar-vos motivos para se orgulharem de mim.
Imagem cedida Daniel Plamadeala
A distinção conquistada em Albufeira representa, para Daniel Plamadeala, muito mais do que um prémio individual. Depois de quase dez anos ligados ao Kempo, o reconhecimento como Melhor Atleta Masculino +14 anos surge como consequência de um percurso que o próprio atleta associa à disciplina, ao trabalho e à capacidade de continuar a evoluir.
Com os olhos postos nas próximas competições nacionais e internacionais e no objetivo de continuar a representar Portugal através da Seleção Nacional, Daniel pretende transformar este reconhecimento em mais um estímulo para continuar a crescer enquanto atleta e enquanto pessoa.
A Taça Internacional de Kempo fica, assim, como mais um capítulo importante num percurso que começou aos 8 anos, depois do convite de um amigo para experimentar a modalidade, e que hoje assume um lugar central na vida do jovem atleta.