A Associação Kempo Nascemos Guerreiros — AKNG viveu um fim de semana de particular significado na Taça Internacional de Kempo, realizada nos dias 12 e 13 de setembro, em Albufeira. A formação conquistou o 3.º lugar na classificação coletiva, num resultado que ganha uma dimensão especial pelo percurso de superação vivido pela equipa nos últimos tempos.
Mais do que um lugar no pódio, a participação em Albufeira representou para a AKNG o resultado de um processo de reconstrução, união e determinação. Depois de um período particularmente difícil, marcado por um incêndio que colocou em causa as instalações e o projeto construído pela associação, a equipa voltou a competir e a demonstrar, dentro do tatami, a força de um grupo que se recusou a desistir.
Entre vitórias, derrotas, sacrifícios e muitas horas de treino, os atletas da AKNG levaram para Albufeira não apenas o objetivo de alcançar bons resultados, mas também a responsabilidade de representar uma equipa que encontrou na adversidade uma nova motivação para continuar a crescer.
Um dos momentos de maior destaque da participação da AKNG foi protagonizado por Alissa. A jovem atleta foi distinguida como a melhor atleta do evento na faixa etária dos 6 aos 13 anos, reconhecimento que traduz a qualidade da sua prestação e o trabalho desenvolvido ao longo dos treinos.
A distinção assume particular relevância num evento internacional, onde a jovem competiu perante atletas de diferentes equipas e contextos, conseguindo destacar-se pelo desempenho apresentado.
Para a AKNG, o reconhecimento de Alissa representa também uma confirmação do trabalho desenvolvido na formação dos mais jovens, uma das áreas fundamentais do projeto da associação.
Imagem cedida Nuno Grilo
Mas a jornada em Albufeira teve ainda um protagonista muito especial: Nuno Grilo, treinador principal, líder e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da AKNG, voltou a competir depois de vários anos afastado dos combates.
O regresso aos tatamis aconteceu com uma motivação que ultrapassou a procura por medalhas. Nuno Grilo decidiu voltar a competir também para dar o exemplo aos seus atletas e demonstrar que o processo de aprendizagem e superação não termina quando se assume o papel de treinador.
O resultado não poderia ter sido mais expressivo.
No seu regresso à competição, Nuno Grilo conquistou dois primeiros lugares, vencendo tanto na categoria de Light como na de Submissão.
Duas medalhas de ouro que simbolizam não apenas o resultado desportivo, mas também a coragem de voltar a colocar-se à prova, competir ao lado dos próprios atletas e demonstrar, na prática, os valores que procura transmitir diariamente à equipa.
O seu regresso reforçou, assim, uma das ideias que estão na base da filosofia da AKNG: o treinador também aprende, o professor também se desafia e não existe idade ou estatuto que impeça alguém de continuar a evoluir através do desporto.
Imagem cedida Nuno Grilo
O 3.º lugar alcançado na Taça Internacional de Kempo foi, por isso, encarado pela AKNG como muito mais do que um simples resultado coletivo.
Para uma equipa que passou por um período de grande dificuldade e teve de reconstruir parte do seu projeto, voltar a competir, conquistar um lugar no pódio e celebrar prestações individuais de destaque representa uma importante etapa no caminho de crescimento da associação.
Cada atleta contribuiu para esse resultado e levou consigo para o tatami o nome da AKNG, dos treinadores, dos companheiros e das respetivas famílias.
A participação em Albufeira serviu também para reforçar a importância do papel dos pais no percurso dos jovens atletas. As deslocações, os treinos, as competições e todos os sacrifícios associados à prática desportiva fazem parte de um esforço coletivo que vai muito além do momento da competição.
Na visão da AKNG, por detrás de cada atleta existe uma família e uma equipa que apoiam, acompanham e acreditam.
Imagem cedida Nuno Grilo
O percurso recente da Associação Kempo Nascemos Guerreiros é marcado por uma ideia de resiliência. O incêndio que atingiu o projeto poderia ter representado um ponto final, mas acabou por transformar-se num momento de reconstrução.
A equipa voltou a levantar-se, recuperou a sua casa, retomou o trabalho e regressou às competições com a ambição de continuar a crescer.
O 3.º lugar conquistado em Albufeira surge, assim, como mais um capítulo dessa história.
Com Alissa reconhecida como a melhor atleta dos 6 aos 13 anos, Nuno Grilo de regresso à competição e duas medalhas de ouro conquistadas pelo treinador, a AKNG deixa a Taça Internacional de Kempo com motivos para acreditar no futuro.
Mais do que celebrar um troféu, a associação celebra a capacidade de uma família desportiva se reconstruir, manter-se unida e continuar a acreditar.
Em Albufeira, a AKNG voltou a mostrar que a adversidade pode testar um projeto, mas não determina o seu destino.
Imagem cedida Nuno Grilo
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