
Em setembro, a Flowgrips Jiu-Jitsu Academy celebra o seu primeiro aniversário. Um ano marcado por trabalho, aprendizagem, crescimento e pela construção de uma identidade própria no panorama do Jiu-Jitsu na Guarda.
À frente do projeto está Hugo Monteiro, fundador e Head Coach da academia, que conhece profundamente o caminho que percorreu até chegar a este momento. A Flowgrips nasceu a partir da experiência acumulada na equipa onde o próprio se formou, desde a faixa branca até à faixa preta, mas rapidamente ganhou uma identidade própria e uma visão particular sobre a forma de viver e ensinar o Jiu-Jitsu.
Neste primeiro ano, a academia conseguiu não só criar uma comunidade, mas também levar atletas à competição, conquistar resultados e estabelecer ligações com outras modalidades e projetos. Para a próxima época, os objetivos passam por consolidar o trabalho realizado, aumentar a presença em competições nacionais e continuar a fazer da Flowgrips um espaço de desporto, aprendizagem e comunidade.
Em entrevista ao Fight News Portugal, Hugo Monteiro fala sobre o primeiro ano da Flowgrips, os desafios de construir uma equipa praticamente de raiz, a evolução dos alunos, a importância da competição e os valores que procura transmitir através do Jiu-Jitsu.

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FightNews: A Flowgrips Jiu-Jitsu Academy celebra em setembro o seu primeiro aniversário. Que balanço fazes deste primeiro ano de existência do projeto?
O balanço deste primeiro ano é muito positivo. A Flowgrips começou inicialmente como Fight Club, a equipa onde eu próprio me formei, desde a faixa branca até à faixa preta. É uma equipa que faz parte da minha história e pela qual tenho muito respeito e gratidão.
No entanto, chegou um momento em que senti a necessidade de criar a minha própria equipa, com a minha identidade, a minha visão e a forma como acredito que o Jiu-Jitsu deve ser vivido e ensinado. Foi aí que nasceu a Flowgrips Jiu-Jitsu Academy.
Este primeiro ano tem sido de muito trabalho, aprendizagem e crescimento. Nem tudo foi fácil, mas conseguimos construir uma equipa, criar uma identidade e, acima de tudo, uma comunidade de pessoas que acreditam no projeto.
Por isso, chegar ao primeiro aniversário e olhar para tudo o que foi construído deixa-me muito orgulhoso. Ainda estamos no início, temos muito para crescer e muitos objetivos pela frente, mas o balanço é claramente positivo. A Flowgrips já não é apenas um projeto: é uma equipa, uma família e uma identidade que estamos a construir todos os dias.
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FightNews:Quais foram os principais desafios que encontraste ao longo deste primeiro ano?
O principal desafio foi, sem dúvida, construir tudo praticamente de raiz. Não se tratava apenas de dar aulas de Jiu-Jitsu, mas de criar uma identidade, uma equipa e um projeto com uma visão própria.
Houve também desafios financeiros e logísticos, desde encontrar e preparar um espaço adequado, investir em tatami e material, criar a nossa própria linha de equipamento, organizar horários, pagamentos e toda a parte administrativa. Quando somos nós a estar por trás de tudo, percebemos que ser professor é apenas uma parte do trabalho.
Outro grande desafio foi conseguir criar uma equipa e uma comunidade. Fazer com que as pessoas acreditem no projeto, permaneçam, cresçam connosco e sintam que a Flowgrips também é a casa delas leva tempo.
Mas talvez o maior desafio tenha sido pessoal: manter a motivação e continuar a acreditar no projeto mesmo nos momentos mais difíceis. Houve alturas em que foi preciso andar contra a corrente e continuar a caminhar sem saber exatamente onde o caminho ia dar.
Hoje olho para esses desafios de outra forma. Cada dificuldade obrigou-me a aprender, a adaptar-me e a crescer enquanto professor, líder e pessoa. E acredito que grande parte da força que a Flowgrips tem hoje nasceu precisamente dessas dificuldades.
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FightNews:E olhando para o outro lado da moeda, quais consideras terem sido as maiores conquistas da Flowgrips neste primeiro ano?
A maior conquista da Flowgrips neste primeiro ano foi, sem dúvida, termos conseguido transformar uma ideia numa realidade. Mais do que criar uma academia, conseguimos criar uma identidade própria e uma equipa que começa a perceber que a Flowgrips é muito mais do que um nome.
Conseguimos crescer enquanto equipa, levar atletas a competir, conquistar medalhas e, acima de tudo, criar um ambiente onde as pessoas podem evoluir dentro e fora do tatami. Ver alunos que chegaram sem experiência a ganhar confiança, competir e representar a equipa é uma das coisas que mais orgulho me dá.
Outra grande conquista foi conseguirmos construir uma marca própria. Desde o nosso equipamento e kimonos até à forma como comunicamos e apresentamos o projeto, tudo começa a ter a nossa identidade.
Também considero uma conquista termos conseguido criar ligações e parcerias fora da academia, aproximando o Jiu-Jitsu de outras modalidades e projetos. A aposta no Yoga, na Capoeira e em novas iniciativas mostra que queremos que a Flowgrips seja um espaço de desporto, cultura, aprendizagem e comunidade.
Mas, se tivesse de escolher apenas uma conquista, seria esta: conseguimos criar uma equipa que acredita no projeto. Porque medalhas são importantes, mas saber que existem pessoas que vestem a camisola da Flowgrips, que treinam juntas, que se apoiam e que querem crescer connosco é aquilo que me faz acreditar que estamos no caminho certo.
E isto é apenas o primeiro ano. Sinto que aquilo que construímos até agora é apenas a fundação daquilo que a Flowgrips ainda pode vir a ser.
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FightNews:Como tem sido a adesão ao projeto por parte da comunidade da Guarda? Que evolução tens observado nos teus alunos ao longo deste primeiro ano, não apenas tecnicamente, mas também a nível pessoal?
A adesão da comunidade da Guarda tem sido muito positiva. Desde o início senti que havia espaço para um projeto como a Flowgrips, e ao longo deste primeiro ano fomos conquistando o nosso lugar, não apenas como uma academia de Jiu-Jitsu, mas como um projeto ligado à comunidade.
O mais gratificante tem sido acompanhar a evolução dos alunos. Tecnicamente, é claro que existe uma evolução enorme: pessoas que começaram sem qualquer experiência hoje já competem, conquistam resultados e conseguem aplicar aquilo que aprendem no treino. Mas, para mim, essa é apenas uma parte da evolução.
O Jiu-Jitsu trabalha muito a nossa forma de lidar com a dificuldade. Ensina-nos a perder, a levantar, a ter paciência, disciplina e a continuar mesmo quando as coisas não correm como queremos. E tenho visto isso nos meus alunos.
Algumas pessoas chegaram à Flowgrips com pouca confiança, outras simplesmente à procura de uma atividade física, e hoje vejo nelas mais confiança, disciplina, espírito de equipa e capacidade de enfrentar desafios.
É isso que mais me orgulha: perceber que o que fazemos no tatami começa a ter impacto fora dele. Se um aluno sai de um treino melhor lutador, mas também melhor pessoa, então estamos a cumprir aquilo em que acredito.
A Flowgrips está a crescer, mas quero que cresça mantendo essa essência: uma equipa onde todos têm espaço para evoluir, independentemente do nível, da idade ou dos objetivos.
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FightNews:Existe a intenção de aumentar a presença dos atletas da academia em competições nacionais durante a próxima época?
Sim, sem dúvida. A competição faz parte do caminho da Flowgrips e queremos aumentar bastante a nossa presença nas competições nacionais na próxima época.
Este primeiro ano serviu também para criar bases: formar atletas, ganhar experiência e perceber onde podemos melhorar. Já tivemos alunos a competir e a conquistar bons resultados, e isso deu-nos ainda mais vontade de continuar a apostar nesse caminho.
Na próxima época queremos ter uma presença mais regular nos campeonatos e opens nacionais, com atletas de diferentes escalões e níveis de experiência. O objetivo não é simplesmente levar muitos atletas para competir ou contar medalhas. Queremos preparar os nossos atletas, acompanhá-los e criar uma verdadeira cultura competitiva dentro da academia.
Ao mesmo tempo, queremos que a competição continue a ser uma escolha. Nem todos treinam para competir, e isso também é respeitado. A Flowgrips tem espaço para quem quer competir ao mais alto nível, mas também para quem simplesmente quer aprender Jiu-Jitsu, treinar e evoluir.
Acredito que, com o trabalho que estamos a desenvolver, a próxima época será um passo importante para consolidar a Flowgrips também no panorama competitivo nacional.
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FightNews:Que características procuras desenvolver nos teus atletas para além da técnica: disciplina, confiança, resiliência, espírito de equipa?
Acima de tudo, procuro formar melhores seres humanos.
O Jiu-Jitsu é uma ferramenta para desenvolver disciplina, confiança, resiliência e espírito de equipa, mas acredito que tudo isso deve servir para algo maior: sermos melhores pessoas fora do tatami.
Quero que os meus atletas sejam melhores filhos, melhores pais, melhores maridos, melhores amigos e melhores profissionais. Que aprendam a respeitar os outros, a assumir responsabilidades, a lidar com a derrota sem desistir e com a vitória sem perder a humildade.
Para mim, uma medalha é importante, mas não define uma pessoa. Se um atleta conseguir ser campeão dentro do tatami, mas não conseguir ser uma boa pessoa fora dele, então sinto que falhámos no mais importante.
O meu objetivo é que cada pessoa que passe pela Flowgrips leve consigo valores que consiga aplicar no resto da vida. Porque no final do dia, o tatami fica na academia, mas aquilo que aprendemos nele acompanha-nos para todo o lado.
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FightNews:Quais são, na tua opinião, os principais desafios que o Jiu-Jitsu enfrenta numa região como a Guarda? Sentes que ainda existe algum desconhecimento por parte do público relativamente ao que é o Jiu-Jitsu e aos benefícios que a modalidade pode trazer?
Sim, penso que ainda existe algum desconhecimento relativamente ao Jiu-Jitsu, sobretudo por parte de quem nunca teve contacto com a modalidade. Muitas pessoas associam imediatamente o Jiu-Jitsu à luta, à competição ou até à violência, quando, na realidade, é uma modalidade com uma componente técnica, mental e humana muito forte.
Numa região como a Guarda, um dos principais desafios é precisamente dar a conhecer a modalidade e mostrar que o Jiu-Jitsu é para todos. Não é apenas para quem quer competir ou para pessoas que já têm experiência em artes marciais. Pode ser praticado por crianças, jovens e adultos, independentemente do nível físico ou da experiência.
Outro desafio é a dimensão da própria região. Temos uma comunidade mais pequena e, naturalmente, existe menos oferta e menos exposição mediática do que nos grandes centros. Por isso, cabe-nos também criar oportunidades, organizar iniciativas, levar a modalidade para mais pessoas e mostrar aquilo que estamos a construir.
Acredito que, quando as pessoas experimentam, começam a perceber que o Jiu-Jitsu vai muito além da parte física. Trabalha disciplina, autocontrolo, confiança, resiliência, respeito e capacidade de lidar com a adversidade.
E é isso que gostava que a comunidade da Guarda percebesse cada vez mais: o Jiu-Jitsu não forma apenas lutadores. Pode formar pessoas mais confiantes, mais disciplinadas e mais preparadas para enfrentar os desafios da vida.
Esse é também um dos objetivos da Flowgrips: ajudar a tornar o Jiu-Jitsu cada vez mais conhecido e acessível na nossa região.
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FightNews:Com o primeiro ano concluído, quais são agora os principais objetivos da Flowgrips para a próxima época?
Para a próxima época queremos consolidar tudo aquilo que construímos neste primeiro ano e, ao mesmo tempo, dar um passo em frente.
Um dos principais objetivos é continuar a crescer enquanto equipa, aumentar o número de alunos e criar uma estrutura cada vez mais sólida. Queremos também apostar mais na formação dos nossos atletas e aumentar a nossa presença nas competições nacionais, dando-lhes condições para evoluírem e representarem a Flowgrips com orgulho.
Mas os objetivos não passam apenas pela competição. Queremos continuar a desenvolver a academia enquanto espaço de comunidade, com novas iniciativas, novas modalidades e projetos que possam trazer mais pessoas para o desporto. A integração do Yoga e de outras atividades faz parte dessa visão.
Também queremos continuar a trabalhar na nossa identidade enquanto equipa e marca, porque a Flowgrips tem uma visão própria e queremos que essa identidade se torne cada vez mais forte.
Acima de tudo, quero que a próxima época seja de crescimento, mas de um crescimento com bases. Não queremos crescer apenas por crescer. Queremos construir uma equipa forte, unida e sustentável, onde cada aluno sinta que tem espaço para evoluir.
E, pessoalmente, o meu maior objetivo mantém-se simples: que daqui a um ano possamos olhar para trás e sentir que a Flowgrips ajudou ainda mais pessoas a tornarem-se melhores dentro e fora do tatami.
FightNews:Ser fundador e Head Coach significa acumular responsabilidades dentro e fora do tatami. O que aprendeste sobre ti próprio durante este primeiro ano?
Este primeiro ano ensinou-me muito mais sobre mim do que aquilo que alguma vez poderia ter aprendido apenas dentro do tatami.
Ser fundador e Head Coach significa perceber que, muitas vezes, não existe ninguém para quem passar a responsabilidade. Quando alguma coisa corre bem, a conquista é da equipa. Quando alguma coisa corre mal, sou eu que tenho de parar, olhar para o problema e encontrar uma solução.
Aprendi que liderar não é ter todas as respostas. É ter a capacidade de continuar mesmo quando não as temos. É saber ouvir, reconhecer erros, mudar de direção quando é necessário e, sobretudo, não perder a visão daquilo que queremos construir.
Também descobri que sou muito mais resiliente do que pensava. Houve momentos de dúvida, de cansaço e de pressão em que teria sido muito mais fácil questionar se tudo isto valia a pena. Mas percebi que, quando acreditamos verdadeiramente em alguma coisa, nem todos os dias precisam de ser bons para continuarmos a caminhar.
Aprendi também a separar o meu valor pessoal dos resultados do projeto. Uma academia não cresce todos os dias, um atleta nem sempre ganha, nem todas as decisões vão ser certas. E isso não significa que tenhamos falhado. Significa que estamos a aprender.
Talvez a maior aprendizagem tenha sido perceber que construir uma equipa é, em muitos aspetos, um exercício de humildade. Eu posso ser o fundador e o Head Coach, mas a Flowgrips não pode depender apenas de mim. Ela tem de ganhar vida através das pessoas que fazem parte dela.
Hoje vejo a liderança de uma forma diferente. Não quero apenas ensinar técnicas ou preparar atletas para competir. Quero ser uma referência para as pessoas que confiaram em mim e ajudá-las a crescer. E isso obriga-me a continuar a crescer também.
No fundo, este primeiro ano mostrou-me que a Flowgrips é um reflexo de quem eu sou, mas também me está a transformar na pessoa que preciso de ser para levar este projeto onde acredito que ele pode chegar.
E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo: eu comecei este projeto para construir uma equipa com a minha identidade, mas percebi que, enquanto a construía, ela também me estava a construir a mim.
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FightNews:E para terminar, que mensagem deixas a todos aqueles que praticam, acompanham e admiram o Jiu-Jitsu na Guarda e em toda a região?
Quero agradecer a todos os que, de alguma forma, fazem parte deste movimento do Jiu-Jitsu na Guarda e na região.
Acredito que estamos a construir algo que vai muito além de academias, graduações ou competições. Estamos a criar uma comunidade. Uma comunidade onde pessoas diferentes se encontram no mesmo tatami, aprendem umas com as outras e percebem que, apesar das diferenças, todos temos de começar pelo mesmo sítio: humildade para aprender.
Àqueles que treinam, continuem. Mesmo nos dias em que custa, mesmo quando a evolução parece não aparecer, mesmo quando perdem uma luta. O Jiu-Jitsu é um caminho longo e nem sempre conseguimos ver o quanto estamos a evoluir enquanto estamos dentro dele.
Aos pais que confiam em nós para formar os seus filhos, aos atletas que representam as suas equipas e a todos aqueles que apoiam a modalidade, o meu obrigado. São vocês que permitem que este desporto continue a crescer.
E deixo também uma mensagem a quem ainda olha para o Jiu-Jitsu de fora: não tenham preconceito em relação à modalidade. Experimentem antes de formar uma opinião. Porque aquilo que encontram no tatami pode ser muito diferente daquilo que imaginam.
Espero que daqui a alguns anos possamos olhar para trás e perceber que este momento foi apenas o início de uma nova geração de praticantes e atletas na Guarda.
Da minha parte, vou continuar a trabalhar para isso. Com os pés no chão, respeito pelo caminho que já foi feito e ambição para aquilo que ainda está por construir.
O Jiu-Jitsu deu-me muito. O meu objetivo agora é fazer com que possa dar ainda mais a esta região.
O primeiro ano da Flowgrips Jiu-Jitsu Academy representa, assim, muito mais do que a passagem de uma data no calendário. Representa a consolidação de uma identidade, de uma equipa e de uma visão que Hugo Monteiro pretende continuar a desenvolver a partir da Guarda.
Entre a formação de novos praticantes, a preparação de atletas para a competição, a criação de uma comunidade e a aproximação do Jiu-Jitsu a outras modalidades, a Flowgrips procura afirmar-se não apenas como uma academia, mas como um projeto com impacto dentro e fora do tatami.
Com a próxima época já no horizonte, a prioridade passa agora por crescer de forma sustentada, aumentar a presença competitiva a nível nacional e continuar a proporcionar aos seus atletas e praticantes um espaço onde possam evoluir.
Um ano depois do nascimento da Flowgrips, a mensagem de Hugo Monteiro é clara: o caminho feito até aqui é apenas a fundação daquilo que a equipa ainda pode vir a ser.
