Entre os dias 27 e 30 de agosto, Budapeste será o palco de mais uma grande competição internacional da WAKO, com a realização da 31ª Taça do Mundo de Kickboxing da Hungria. Entre os atletas portugueses presentes estará Marta Martins, que vai representar o Ginásio Clube Mirandelense e Portugal numa prova que reúne alguns dos melhores atletas internacionais de Kickboxing.
Depois de uma época marcada por muito trabalho, competição e evolução, a atleta encara este desafio como uma oportunidade para sair da sua zona de conforto, medir o seu nível perante adversárias de grande qualidade e continuar a crescer.
Marta Martins sabe da exigência que a espera, mas viaja para Budapeste com um objetivo claro: ganhar. Ao mesmo tempo, leva consigo uma vontade ainda maior de aprender, evoluir e deixar tudo em competição.
Nesta entrevista à Fight News Portugal, a atleta fala sobre o significado de representar Portugal e o Ginásio Clube Mirandelense, a preparação para a Taça do Mundo, o apoio dos seus treinadores e colegas de equipa e aquilo que espera encontrar em Budapeste.
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Fight News Portugal: Marta, vais representar o Ginásio Clube Mirandelense e Portugal numa das maiores competições internacionais de Kickboxing. Que significado tem para ti esta participação na Taça do Mundo da Hungria?
Marta Martins: Significa muito para mim. As competições da WAKO são a nata da nata do Kickboxing, onde estão atletas muito fortes e onde não basta ter força: é preciso inteligência, estratégia, técnica e muita condição física. Esta Cup vai ser um passo muito importante para mim e vou para a Hungria com muita vontade de dar o meu melhor.
Fight News Portugal: O que representa, enquanto atleta do Ginásio Clube Mirandelense, poder levar o nome do clube para um palco internacional desta dimensão?
Marta Martins: Enche-me o coração, mas também traz uma grande responsabilidade. O Kickboxing em Portugal começou em Mirandela pelas mãos do Mestre José Pina, por isso existe toda uma história por trás deste clube que me faz sentir ainda mais responsável.
Quero ter uma boa prestação, deixar a minha marca e, acima de tudo, deixar os meus treinadores e a minha equipa orgulhosos.
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Fight News Portugal: A Taça do Mundo reúne atletas de vários países e de enorme qualidade. Como encaras este desafio e o nível de exigência que vais encontrar em Budapeste?
Marta Martins: Encaro-o como um desafio muito importante. Este ano tive a oportunidade de competir em diferentes contextos: 3 LK (ringue), dos quais ganhei dois e perdi um; 2 em KL (tatami), que ganhei, e um combate em LK neopro, que também venci.
Esta Taça vai ser importante porque me vai obrigar a sair da minha zona de conforto. Se competirmos sempre no mesmo panorama, corremos o risco de estagnar. É preciso enfrentar atletas mais fortes para percebermos onde estamos, aprendermos e crescermos.
Podemos ganhar ou perder, mas é quando somos desafiados que realmente evoluímos, desde que tenhamos a humildade para reconhecer o que podemos melhorar.
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Fight News Portugal: Chegas a esta prova depois de uma época de muito trabalho e competição. Como avalias a tua evolução enquanto atleta ao longo de 2026?
Marta Martins: Tenho vindo a evoluir, mas também tenho consciência de que ainda tenho muito para melhorar. A preparação tem continuado a ser muito dura e, com o decorrer do ano, a exigência dos treinos foi aumentando.
A cada combate vou percebendo coisas que posso fazer melhor e que preciso de continuar a trabalhar. Mesmo quando ganho, muitas vezes penso que podia ter feito melhor. Isso faz-me querer continuar a aprender e a evoluir.
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Fight News Portugal: Quais são os teus objetivos concretos para esta Taça do Mundo? Entras com o pensamento na conquista de uma medalha ou preferes concentrar-te combate a combate?
Marta Martins: Vou para a Hungria com o objetivo de ganhar. Tenho trabalhado para isso.
Ao mesmo tempo, quero aproveitar esta experiência para me adaptar aos torneios da WAKO e aprender o máximo possível. Quero sentir que dei tudo de mim, independentemente do resultado.
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Fight News Portugal: O Ginásio Clube Mirandelense tem vindo a afirmar-se cada vez mais no panorama nacional dos desportos de combate. Como é representar um clube com esta ligação ao Kickboxing e sentir o apoio de toda a equipa?
Marta Martins: É um grande orgulho. Existe uma ligação muito forte entre o clube e a história do Kickboxing nacional e isso traz-me um grande sentido de responsabilidade.
A preparação é muito dura e trabalhamos sempre no máximo, mas saber que temos uma equipa que acredita em nós e nos apoia faz toda a diferença. Sou muito feliz por fazer parte desta equipa.
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Fight News Portugal: Que papel têm tido os teus treinadores, colegas de equipa e toda a estrutura do Ginásio Clube Mirandelense na tua preparação para este desafio?
Marta Martins: Têm tido um papel fundamental. O Mestre José Pina, a Mestre Sónia Pereira, Sr. Toze e todos os meus colegas fazem parte desta preparação.
Fazemos treinos muito duros e puxamos uns pelos outros para sermos melhores. É um ambiente muito saudável e tenho a sorte de treinar com atletas muito bons.
Sei também todo o tempo e trabalho que os meus treinadores dedicam a mim, por isso quero muito poder deixá-los orgulhosos.
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Fight News Portugal: Para terminar, que mensagem gostarias de deixar a todos os teus familiares, amigos, colegas de equipa e fãs que vão estar a acompanhar a tua participação na Hungria?
Marta Martins: Quero que saibam que vou para a Hungria com muita vontade.
Não sei qual vai ser o resultado, mas sei como quero sair de lá: com a sensação de que dei tudo.
O resto faz parte da competição.
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A Taça do Mundo da Hungria representa para Marta Martins mais do que uma competição internacional. É uma oportunidade para testar o trabalho desenvolvido ao longo de 2026, enfrentar novas adversárias e perceber até onde pode chegar num dos palcos mais exigentes do Kickboxing internacional.
A atleta do Ginásio Clube Mirandelense parte para Budapeste consciente da responsabilidade de representar o clube e Portugal, mas também com a tranquilidade de quem sabe que fez o trabalho necessário para estar preparada.
O objetivo está definido: ganhar. Mas, acima de tudo, Marta Martins quer regressar da Hungria com a certeza de que deixou tudo em competição.
Entre 27 e 30 de agosto, os olhos estarão postos em Budapeste. E Marta Martins estará lá para representar o Ginásio Clube Mirandelense, Portugal e todo o trabalho que tem desenvolvido ao longo desta caminhada.
Porque, como a própria atleta diz, “não sei qual vai ser o resultado, mas sei como quero sair de lá: com a sensação de que dei tudo”.