No próximo 18 de julho, a atleta Adriana Marinho volta a subir à jaula para disputar mais uma grande luta: o combate pelo cinturão da 9.ª edição do Greatest Fighter Championship (GFC 9), em Guimarães.
Representante da The Wolves Team, Adriana atravessa uma das melhores fases da sua carreira. Depois de garantir um lugar na Seleção Nacional de Kempo e conquistar o seu primeiro cinturão, a atleta acredita que 2026 tem sido um ano de superação e concretização de sonhos.
Em entrevista à Fight News Portugal, fala da preparação intensa, da importância do GFC, da ligação especial ao treinador Hugo e da ambição de conquistar mais um título.
FightNews: No próximo dia 18 de julho vais entrar em ação na 9.ª edição do Greatest Fighter Championship. Como tens vivido esta reta final da preparação para o evento?
Como já referi anteriormente, a minha preparação está a ser muito intensa desde o início do ano, porque tenho tido combates todos os meses que me têm feito evoluir cada vez mais. Contudo, no dia 13 de junho fiz um combate de Knock Down e, quando regressei aos treinos na segunda-feira, focámo-nos em corrigir os erros, montar uma nova estratégia e preparar-me ainda melhor física e mentalmente para apresentar uma versão ainda superior à do combate anterior.
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FightNews: O GFC é uma das maiores montras do Kempo em Portugal. O que representa para ti fazer parte deste evento?
O GFC é um dos palcos com mais prestígio neste momento no Kempo. É uma gala que reúne os melhores atletas de norte a sul do país e que, edição após edição, trabalha para proporcionar novas guerras, novos desafios e combates cada vez mais diferenciados e de maior qualidade.
Promove-nos enquanto atletas e oferece-nos condições e oportunidades cada vez melhores. Já tive a oportunidade de participar em várias edições, o que é sempre um privilégio e um enorme orgulho, mas esta nova edição promete muito. Vão existir combates como nunca antes vistos e atletas internacionais que irão elevar ainda mais o espetáculo.
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FightNews: Como descreves o teu momento atual enquanto atleta?
A minha caminhada enquanto atleta foi marcada por muitas quedas, indecisões, mas também por muita vontade de conquistar os meus sonhos. A resiliência e o foco foram a base para chegar ao patamar onde estou hoje.
É um percurso do qual me orgulho muito e sinto que estou finalmente a conquistar as oportunidades pelas quais sempre trabalhei. Acredito que tudo chega no momento certo para quem nunca desiste e é precisamente isso que estou a viver este ano.
2026 está a ser um ano de muita superação e realização. Já concretizei dois dos meus grandes sonhos: garantir um lugar na Seleção Nacional de Kempo e conquistar o meu primeiro cinturão. Foram momentos inesquecíveis que me deram a confiança e a motivação necessárias para continuar a persistir.
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FightNews: Cada combate é uma história diferente. Como encaras este desafio e quais são as tuas expectativas para a disputa do cinturão?
Cada combate exige um foco, uma estratégia e uma preparação diferentes.
A minha adversária, apesar de nunca ter combatido contra ela, é uma atleta que já compete há muitos anos e que já vi lutar em diversas galas.
Estou a fazer a preparação certa e estou totalmente focada neste novo objetivo. Vou dar tudo dentro daquela jaula e espero um excelente combate do ponto de vista técnico, mas, acima de tudo, cheio de raça e garra.
A guerreira que todos conhecem vai estar mais do que nunca dentro daquela jaula para concretizar este objetivo.
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FightNews: Costumas estudar as características das tuas adversárias ou preferes concentrar-te apenas no teu próprio trabalho?
Durante a época dos Campeonatos Regionais e Nacionais procuro impor o meu jogo, as minhas características, a forma como mais gosto de lutar e os golpes que treinamos repetidamente e que podem ser decisivos num combate. Como enfrentamos atletas muito diferentes, vamos ajustando alguns aspetos durante o combate, em conjunto com o meu treinador.
Nas galas, a estratégia é diferente. Continuamos focados no meu jogo e na minha preparação física, mas adaptamos sempre alguns pontos específicos em função da adversária que vamos encontrar.
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FightNews: Como descreves o ambiente de treino na The Wolves Team e a influência do treinador Hugo na tua evolução?
A The Wolves Team foi a academia que me viu crescer, enquanto atleta, mas sobretudo como pessoa. Todas as pessoas que fazem parte da equipa tiveram um papel especial na minha caminhada.
Os Wolves são muito mais do que uma família. Estou ligada a eles como a poucas coisas na minha vida. Treinar nos Wolves é sinónimo de felicidade. Existe muito foco, companheirismo e entreajuda, mas também momentos de descontração, onde partilhamos histórias e vivências. A união é a palavra que melhor nos define, mas só quem treina verdadeiramente lá consegue compreender esse sentimento.
Falar do Hugo nunca é fácil, porque a ligação que temos cresce de ano para ano. É o meu pai marcial, a pessoa que acredita em mim, que confia, que me conhece melhor do que ninguém e sabe exatamente como lidar comigo nos diferentes momentos da minha vida.
Somos a dupla dos Wolves e é impossível imaginar o meu percurso sem ele. Foi uma pessoa fundamental em toda esta caminhada e tornou tudo ainda mais especial. Sou-lhe profundamente grata por tudo e continuarei a honrar o legado dos Wolves, porque hoje também faço parte dele.
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FightNews: O que mais te apaixona na competição?
O que mais me apaixona é a adrenalina. É conseguir colocar em prática tudo aquilo que treino e visualizo e adaptar-me, sob pressão, às diferentes adversárias.
Desde pequena que, em todos os desportos que pratiquei, a competição esteve sempre presente. Treinar para um objetivo específico, trabalhar para apresentar a minha melhor versão e estar preparada para tudo o que possa acontecer é algo que me fascina.
Essa incerteza e todo o ambiente competitivo são essenciais para mim.
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FightNews: O Kempo tem vindo a crescer em Portugal. Como vês a evolução da modalidade?
O Kempo tem evoluído muito ao longo dos últimos anos. Todos os atletas que vivem esta modalidade demonstram cada vez mais as suas qualidades e, sobretudo, a versatilidade que o Kempo oferece.
É uma modalidade que nos permite desenvolver competências em pé, mas também no combate de chão, tornando-nos atletas mais completos.
Apesar desse crescimento, ainda não temos o reconhecimento que merecemos. Precisamos de mais apoios para continuarmos a crescer, representar Portugal ao mais alto nível e, quem sabe, um dia ver o Kempo nos Jogos Olímpicos ou noutros grandes palcos internacionais.
Enquanto atleta, é um orgulho acompanhar esta evolução, ver mais equipas e mais praticantes a acreditar na modalidade e ter constantemente novos atletas para competir, o que aumenta também a nossa evolução.
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FightNews:Como consegues conciliar a vida pessoal, a faculdade, o trabalho e os treinos?
Confesso que conciliar a faculdade, a vida de treinadora e a carreira de atleta nem sempre é fácil. Durante o período de aulas tenho os horários contados ao minuto para conseguir dar treinos e, depois, cumprir as minhas próprias sessões de preparação.
Mas o compromisso e o amor que tenho por tudo aquilo que faço ajudam-me a ultrapassar todas as dificuldades.
A organização é fundamental. É preciso encaixar tudo ao pormenor e ter vontade de correr atrás de todos os objetivos. O foco e o compromisso que sempre me caracterizaram permitem-me continuar a aceitar novos desafios.
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FightNews: Por fim, se no final da noite tiveres o braço levantado e conquistares mais um cinturão, qual será o significado desse momento?
Todas as vitórias são especiais, porque eu e todas as pessoas que me acompanham trabalhamos muito para que elas aconteçam.
Mas disputar um cinturão é sempre algo diferente e muito especial. Dá-me uma motivação extra durante todo o processo.
Se o meu braço for levantado no dia 18 de julho, será um enorme sentimento de dever cumprido. Será a confirmação de que todos os esforços, sacrifícios e dedicação valeram a pena.
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Depois de um ano memorável, marcado pela entrada na Seleção Nacional de Kempo e pela conquista do primeiro cinturão da carreira, Adriana Marinho chega ao Greatest Fighter Championship 9 com confiança, maturidade competitiva e uma determinação inabalável.
No dia 18 de julho, em Guimarães, a atleta da The Wolves Team terá pela frente mais um grande desafio, procurando acrescentar um novo título ao seu percurso e confirmar o excelente momento que atravessa. Se conquistar o cinturão, será mais uma recompensa para uma carreira construída com trabalho, resiliência e paixão pelo Kempo.