Kickboxing DFC 50
Dynamite Fighting Championship chega à histórica 50.ª edição
João Chapas recorda o percurso histórico do Dynamite Fighting Championship e a evolução do Kickboxing e Muay Thai português
14/05/2026 09h15
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
Divulgação

O Dynamite Fighting Championship prepara-se para alcançar um marco histórico no próximo dia 6 de junho, com a realização da sua 50.ª edição. Ao longo de mais de uma década, a organização tornou-se uma das maiores referências nacionais nos desportos de combate, assumindo um papel importante no crescimento do Kickboxing e do Muay Thai em Portugal.

Nesta entrevista, João Chapas, fundador e responsável pelo DFC, fala sobre o percurso da organização, os desafios enfrentados ao longo dos anos, o impacto do evento no desenvolvimento dos atletas nacionais e a ambição de continuar a elevar o nome do DFC dentro e fora de Portugal.

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FightNews: João, o Dynamite Fighting Championship chega agora à sua 50.ª edição. Que significado tem este marco para si e para toda a organização?

Tem um significado enorme de satisfação e vitória, pois somos a promotora que mais eventos realizou em Portugal. Mas o mais importante é que nunca fomos mal-sucedidos, nem nunca fechámos portas em nenhum local, parceiro ou município, o que prova o grande trabalho desta organização.

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FightNews: Quando olha para trás e recorda o primeiro evento, imaginava que o DFC iria atingir esta dimensão no panorama do Kickboxing e do Muay Thai em Portugal?

Olhando para trás, vejo os primeiros eventos e, apesar de nunca saber se iríamos chegar tão longe, sempre fui fiel aos meus sonhos. Lembro-me que, naquela altura, existiam poucos eventos e eu já tinha visualizado criar uma liga para desenvolver os atletas e dar nome e visibilidade a estas modalidades, tentando sempre evoluir, pouco a pouco, em todos os detalhes.

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FightNews: Quais foram os maiores desafios ao longo destas cinquenta edições?

O maior desafio de todos, sem dúvida, sempre foram os apoios financeiros. Esses apoios são essenciais para evoluir e dar continuidade à liga. Apesar de termos melhorado e ganho credibilidade, continuamos a ter dificuldades para chegar onde idealizamos.

FightNews: Na sua opinião, qual foi o principal contributo do Dynamite Fighting Championship para o crescimento dos desportos de combate em Portugal?

Os contributos foram vários, tanto a nível local como nacional. Demos oportunidades aos atletas, desde os mais inexperientes, de competirem mais vezes, algo essencial para a sua evolução. Também demos visibilidade às escolas e ginásios, aumentando a procura e a afluência, o que acabou por trazer mais atletas. Além disso, ajudámos na implementação da cultura desportiva, especialmente no Alentejo e Algarve, zonas onde estas modalidades nunca tiveram tanto impacto nem visibilidade como têm hoje.

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FightNews: O DFC tem sido uma plataforma importante para muitos atletas nacionais. Sente orgulho ao ver lutadores que passaram pelo evento alcançarem reconhecimento nacional e internacional?

Esse sempre foi o meu principal objetivo. Sinto-me extremamente orgulhoso ao ver o crescimento e a evolução dos atletas que participaram e participam no DFC, vendo-os alcançar patamares de topo mundial.

FightNews: Como avalia atualmente o nível do Kickboxing e do Muay Thai português comparativamente aos primeiros anos da organização?

Incomparavelmente melhor. O nível nacional hoje nota-se até nos próprios atletas amadores. A formação, o conhecimento dos treinadores e, como referi anteriormente, a cultura desportiva evoluíram de forma impressionante.

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FightNews: O apoio do público tem sido fundamental para a continuidade do evento. Que importância têm os adeptos nesta caminhada?

Os adeptos são o complemento perfeito para motivar os atletas. A moldura humana e o apoio ao vivo fazem toda a diferença. Estas modalidades de desporto de combate não são como as outras; no meu ponto de vista, o impacto e a emoção de assistir ao vivo são completamente diferentes de ver pela televisão sentado em casa.

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FightNews: Qual foi o momento mais marcante ou emocionante que viveu ao longo destas cinquenta edições?

O momento mais marcante foi quando decidi, ainda enquanto atleta profissional e no ativo, entrar na “loucura” de lutar em eventos organizados por mim próprio. Posso dizer que foi o auge dos meus desafios pessoais.

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FightNews: O Dynamite Fighting Championship tornou-se uma referência em Portugal. Existe ambição de crescer ainda mais e levar o evento para outro patamar internacional?

Essa ambição sempre existiu e vamos conseguir. Como costumo dizer, é preciso passar pelo processo, ser fiel aos princípios, continuar a trabalhar arduamente e visualizar estratégias para catapultar o DFC para outros patamares. Ainda assim, estou extremamente orgulhoso daquilo que conseguimos alcançar até aqui.

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FightNews: Depois de cinquenta edições, continua a sentir a mesma paixão e motivação para promover os desportos de combate?

Não seria possível continuar, com tantas dificuldades e com o enorme desgaste que é organizar eventos, especialmente de forma consecutiva, se eu não sentisse a mesma paixão.

FightNews: Que mensagem gostaria de deixar aos atletas, equipas, patrocinadores e a todos os que ajudaram a construir a história do DFC?

A mensagem que deixo aos atletas, treinadores, patrocinadores e a todos os que colaboraram connosco é de enorme agradecimento. Doze anos de realização de eventos e 50 edições representam muito trabalho, dedicação e paixão. A promessa é continuar a dar tudo para que consigamos crescer ainda mais.

A chegada à 50.ª edição do Dynamite Fighting Championship representa não apenas um marco histórico para a organização, mas também um reflexo do crescimento do Kickboxing e do Muay Thai em Portugal. Com uma trajetória marcada pela persistência, paixão e dedicação aos desportos de combate, João Chapas continua determinado em elevar o DFC a novos patamares, mantendo viva a ambição de consolidar o evento como uma referência internacional.