
Tainara Lisboa é um dos nomes brasileiros a competir na maior organização de MMA do mundo, o UFC. Com uma base sólida no Muay Thai, a atleta natural de Santos construiu um percurso marcado pela resiliência, pela superação de uma grave lesão e pela constante evolução dentro e fora do octógono. Nesta entrevista, Tainara fala sobre as suas origens nos desportos de combate, os desafios da carreira profissional, o orgulho de representar o Brasil e os objetivos para o futuro.

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FightNews: Tainara, como começou a tua ligação aos desportos de combate e o que te levou a seguir este caminho desde tão jovem?
Sempre fui uma adolescente muito agitada. O meu pai, que sempre esteve envolvido com o desporto, foi o meu grande incentivador. Já pratiquei várias modalidades, como natação, nado sincronizado e atletismo, até que ele me levou a experimentar o Muay Thai e foi ali que me apaixonei.
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FightNews: Que valores e ensinamentos as artes marciais te transmitiram, dentro e fora do octógono?
Poderia citar muitas coisas, mas acredito que a resiliência e a força para encarar as dificuldades de frente são os valores que carrego comigo, dentro e fora do octógono.
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FightNews:De que forma a tua base no Muay Thai influenciou a tua evolução enquanto atleta de MMA ao mais alto nível?
A adaptação de estilo, para mim, foi bem difícil. Mas acredito que todo o atleta que lutou Muay Thai profissionalmente carrega uma garra e uma agressividade diferenciadas.
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FightNews:Representas Santos e o Brasil nos maiores palcos do mundo. O que significa para ti carregar essa responsabilidade e esse orgulho a cada combate?
É uma alegria enorme ter vencido. Sabemos que a vida do atleta brasileiro não é fácil: faltam apoiadores e incentivo. Saber que, apesar de tudo, cheguei lá é incrível e, com certeza, serve de esperança para outros atletas.
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FightNews:Após um período difícil, marcado por uma grave lesão, como foi o processo de recuperação física e, sobretudo, mental?
Foi um processo muito difícil, intenso e doloroso. Primeiro, precisei de me reabilitar da cirurgia. Depois, preparar novamente um corpo que ficou dois anos parado para voltar ao maior evento do mundo, e isso não é tarefa fácil. Mas tive grandes profissionais ao meu lado: fisioterapeutas, psicólogos, preparador físico e treinadores. Hoje, sinto que as coisas finalmente voltaram aos eixos.
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FightNews:O que representa para ti ser atleta do UFC, uma organização que é o sonho de praticamente todos os praticantes de MMA?
É um sonho que se realiza a cada luta. Uma alegria enorme poder viver tudo isto.
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FightNews:Consideras que hoje regressas mais madura e completa do que na tua estreia na organização?
Acredito que o tempo sempre ensina, mas também maltrata (risos). E tudo isso acaba por trazer ainda mais maturidade.
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FightNews:Quais são os teus principais objetivos competitivos para 2026 dentro da divisão peso-galo feminino?
O próximo passo é descer de categoria. Quero fazer a minha primeira luta nos 57 kg e voltar ao caminho das vitórias.
FightNews: Para além dos títulos, que tipo de legado gostarias de deixar no MMA feminino?
Quero deixar o mesmo legado que deixei no Muay Thai: ser alguém que incentiva outras pessoas, que mostra que sonhos e objetivos podem tornar-se reais e que não é preciso ser perfeito, apenas estar disposto a chegar ao topo da carreira.
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FightNews:Para terminar, que mensagem gostarias de deixar a todos os fãs, familiares, equipa e a todos os que acompanham e admiram o teu percurso?
Agradeço pela entrevista e a todos os que me seguem e torcem por mim. Só tenho gratidão e ainda vamos vibrar muitas vitórias juntos!
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