Vinícius Bereta está de regresso aos ringues espanhóis para um dos combates mais aguardados do final de ano. No próximo dia 20 de dezembro, o atleta volta a enfrentar o espanhol Sergio Sánchez, actual campeão do mundo, no evento BCN Boxing Nights, em Bilbau, Espanha. Depois de um primeiro confronto polémico, Bereta encara esta luta como uma verdadeira revanche, prometendo intensidade, pressão constante e uma verdadeira guerra dentro do ringue. Em entrevista, o atleta fala sobre o passado, a aprendizagem e a mentalidade com que entra neste novo desafio no Kickboxing.
Imagem cedida Vinicius Bereta
FightNews: No próximo dia 20 voltas a enfrentar Sergio “Dinamita” Sánchez, actual campeão do mundo. Que significado tem para ti este combate de desforra?
Vinícius Bereta: Eu Preparei-me muito, porque era um título que eu tinha muita vontade de conquistar. Eu sei que o Sergio Sánchez é um grande lutador, tem uma história incrível, mas eu não estava nem um pouco preocupado com isso e estava muito decidido quanto à minha vitória.
Achei que a decisão foi um pouco… um pouco injusta. O combate nunca saiu na íntegra na internet. Senti que a decisão foi um pouco enviesada, mas isso também é suspeito da minha parte dizer, porque eu era o outro lado, não é? Dizer que acho que ganhei também pode soar suspeito.
Mas depois de cinco rounds com ele sempre a andar para trás, a vitória foi para ele. Tentei nunca mais pensar nisso, porque fazia-me mal pensar que tinha perdido um título que sempre quis muito. Felizmente, surgiu uma nova oportunidade.
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FightNews: O que recordas do primeiro confronto entre vocês e que lições retiraste dessa luta?
Vinícius Bereta: O Sergio é um lutador muito esperto, muito inteligente a lutar. No dia do combate, ele fez boas movimentações, assumiu poucos riscos, trabalhou muito com o joelho e segurou bastante a luta no clinch. Ele sabia que eu queria apanhá-lo de mão, então não entrou nesse jogo comigo.
Ele recuava, esperava eu entrar para meter joelho e depois clinchava. Com a quantidade de lutas que ele tem, era óbvio que ia colocar uma experiência absurda em cima de mim naquele dia.
A grande lição que tirei desse combate foi simples: quando vais lutar na casa do adversário, não podes deixar a decisão nas mãos dos árbitros.
Imagem cedida Vinicius Bereta
FightNews: Que aspectos do teu jogo sentes que evoluíram desde o último combate frente a Sergio Sánchez?
Vinícius Bereta: Olha, eu sou praticamente o mesmo lutador que lutou com ele em 2022. Pouca coisa mudou. O meu jogo sempre foi o mesmo: andar para a frente e dar guerra aos meus adversários.
Imagem cedida Vinicius Bereta
Quem luta comigo sabe que vai ter de lutar a sério, vai ter de tirar ferramentas para conseguir trabalhar, porque eu vou sempre procurar a guerra. Eu não faço luta morna.
Tenho algumas armas novas que eu e o meu treinador temos trabalhado bastante. Espero conseguir colocá-las em prática no dia, tal como consegui na minha última luta, onde usei uma técnica que já treinávamos há muito tempo. Quero ver se consigo aplicar essas outras armas contra o Sánchez.
Imagem cedida Vinicius Bereta
FightNews: Que mensagem gostarias de deixar aos teus apoiantes e a todos os que acreditam no teu trabalho antes desta grande revanche?
Vinícius Bereta: A mensagem que quero deixar é a seguinte: quem acompanha o meu trabalho sabe que eu nunca canto vitória antes da luta. Nunca digo que vou ganhar, porque acho isso pretensioso. O outro lado treina tanto quanto tu.
Dizer que vais ganhar parece que vais lutar contra alguém que não se preparou, e não é o caso. O meu adversário está muito bem treinado, eu sei disso. Mas posso garantir uma coisa: eu vou levar uma guerra para ele.
Ele vai ter de lutar comigo, vai ter de sair na mão comigo, porque senão eu vou engoli-lo. Isso eu prometo. Vou levar uma guerra para ele. Quero a minha vingança. Não tenho nada contra ele a nível pessoal, mas quero a minha vingança pela primeira luta.
Quero arrancar alguns anos de vida dele em cima daquele ringue. E para quem acompanha o meu trabalho, sabe que comigo não existe luta morna. Eu vou para cima, é briga, e é isso que vou entregar mais uma vez.
Imagem cedida Vinicius Bereta