Iniciou os treinos de Kempo com apenas 5 anos na escola UDCAS e, hoje, com 11 anos e cinto verde, Duarte Lizardo Baião comemora os frutos da formação e o legado do desporto. Reconhecido pelo Cartão Branco, um prémio que destaca o Fair Play e a ética no desporto, Duarte reflete sobre os valores que aprendeu, a importância do respeito pelos adversários e a forma como o Kempo molda o carácter dos jovens atletas.
Desde que começou a competir, Duarte sobe sempre ao pódio, trazendo consigo primeiros e segundos lugares. Entre a luta e o tradicional, o kempo tem feito sempre parte da sua vida nos últimos seis anos.
Muita aprendizagem e muitos amigos também.
Em entrevista a Fight News Portugal, Duarte fala sobre a sua experiência, aprendizagens e mensagens para outros praticantes de Kempo e artes marciais em geral.
Imagem cedida UDCAS
FightNews: Antes de mais, parabéns pela conquista do Cartão Branco! O que significa para ti receber este reconhecimento dentro do Kempo?
Para mim significa mais uma conquista! O Kempo é competitivo, mas também um desporto de amizade e respeito. Tentei sempre cumprir isto nos campeonatos, por isso este reconhecimento é muito importante para mim.
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FightNews: Na tua opinião, qual é o verdadeiro significado do Fair Play no Kempo e nas artes marciais em geral?
Passa muito pelo respeito pelo nosso adversário, que muitas vezes são os nossos amigos, porque conhecemos muitos atletas nos campeonatos. Os meus pais dizem sempre isto antes de ir para competição: “Filho, diverte-te e respeita quem está no tatami contigo”.
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FightNews: Achas que, num ambiente cada vez mais competitivo, o respeito e a ética ainda são valorizados tanto quanto o resultado?
Acho que deviam contar sempre como pontos quando respeitamos quem ganha e quem perde o combate. É importante ganhar, mas também é importante respeitar quem perde e não gozar ou ver que estão tristes sem dar um abraço.
FightNews: Que valores o Kempo te ensinou e que tentas aplicar não só nos treinos e combates, mas também na tua vida pessoal?
Respeito, amizade e não gostar de injustiças.
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FightNews: Como é que o teu treinador e a equipa da UDCAS Kempo te inspiram a manter sempre uma atitude positiva e de respeito pelos adversários?
Eu ainda não tinha 5 anos quando entrei no Kempo, por isso cresci a aprender estas atitudes nos treinos e em casa.
FightNews: Este reconhecimento é também uma forma de “troféu moral”. Sentes que este tipo de prémio é tão importante quanto as medalhas?
Para mim é igual. Mas só percebi que era importante quando me chamaram para receber o prémio, porque o meu comportamento no tatami para mim era normal. Aí senti-me orgulhoso pela medalha que recebi.
FightNews: Que mensagem gostarias de deixar a outros jovens atletas sobre o valor do jogo limpo e da boa conduta dentro e fora do tatami?
Podemos ganhar medalhas no pódio, e já ganhei muitas ao longo dos anos, mas esta medalha especial no tatami e ouvirem o nosso nome pelo microfone por esta razão dá uma sensação muito melhor para contar depois.
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FightNews: Como vês o futuro do Kempo em Portugal e a importância de promover cada vez mais o espírito de camaradagem entre as equipas?
O Kempo é uma modalidade que nos ensina responsabilidade, respeito e amizade, por isso é importante entre todos.
FightNews: Por fim, queres deixar algum agradecimento especial — à tua equipa, treinadores, família ou à comunidade do Kempo em geral?
Agradeço a todos os treinadores, aos meus amigos, à UDCAS, à Federação e à minha família por acreditarem sempre em mim e me terem apoiado nestes anos.
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