No passado fim de semana, Mónica Tavares sagrou-se Campeã Nacional de Muay Thai na categoria de 57kg, no evento Diamond League, após uma batalha intensa contra a dura atleta Filipa Vinagre. Com uma carreira marcada por dedicação, resiliência e paixão pela modalidade, Mónica alcança mais um marco importante no seu percurso competitivo. Em entrevista exclusiva ao Fight News, falou sobre esta vitória, a importância da equipa, os sacrifícios feitos ao longo dos anos e os seus objetivos para 2026.
FightNews: Mónica, antes de mais, parabéns! O que representa para si esta conquista do título nacional de Muay Thai na categoria de 57kg, especialmente num evento tão prestigiante como o Diamond League e contra uma adversária forte como a Filipa Vinagre?
A Diamond League tem me dado bastantes oportunidades de poder fazer boas lutas. E sempre com adversárias duríssimas. O que me motiva mais a fazer uma boa prestação. Esta conquista do cinturão representa os lucros do trabalho árduo que tenho feito ao longo dos meus anos de treino.
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FightNews: Qual é a importância desta medalha e deste título para a sua carreira?
Claro que ganhar este título tem uma grande importância. Mas o meu foco está sempre virado para a superação de grandes desafios. Não sei onde vai levar me na carreira, mas sei como quero lá chegar. O objectivo não é só ganhar, é fazer sempre melhor.
FightNews: Como descreve o combate? Correu dentro do planeado?
Eu preparei me para este combate com toda a dedicação que me preparo sempre. Claro que é inevitável criar planos e estratégias, mas sei bem que na maioria das vezes temos de fazer ajuste na hora da atuação porque nem sempre saem como imaginamos. Isso acontece me sempre.
Sabia que ia ser um combate duro. A Filipa é uma atleta dura e mostra ter a mesma paixão que eu tenho pela luta. Confesso que dificultou me mais do que estava a espera. Mas eu adorei isso. Obrigou me a procurar soluções rápidas sem perder o controle da luta.
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FightNews: Depois de anos de dedicação ao Muay Thai, qual é o sentimento imediato ao ouvir o seu nome ser anunciado como Campeã Nacional?
Digamos que, mesmo não sendo a primeira vez que ouço o meu nome como Campeã Nacional, o coração explode sempre de alegria. A mente fica reconfortada por perceber que todos os sacrifícios valeram a pena. E isso dá-me ainda mais ânimo para manter o trabalho duro e forte, como tem sido até aqui.
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FightNews: Ao olhar para trás — treinos, sacrifícios, momentos menos bons — vale tudo a pena? O que a manteve motivada ao longo dos anos?
Vale sempre a pena. As lutas que perdi, as que ganhei, os treinos intensos — madrugadores e tardios também — e os ajustes de horários com os filhos… Tudo.
Tudo vale a pena se for para conquistar algo que realmente gostamos e queremos de verdade. E vale a pena também para mostrar aos meus filhos e às pessoas que me rodeiam diariamente que não é por ser difícil que se torna impossível de conseguir.
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FightNews: No Muay Thai, embora o atleta lute sozinho, a equipa é fundamental. Qual foi a importância do seu treinador e da sua equipa para esta conquista?
É um erro dizer que o atleta luta sozinho.
O atleta está dentro do ringue sozinho, sim, mas no canto estão as pessoas que nos ensinaram e prepararam para estarmos ali. Nas bancadas estão amigos, família e até ‘fãs’ que puxam por nós.
Antes de subirmos ao ringue, houve outros profissionais de preparação física e mental que também estiveram a preparar-nos para aquele momento. Houve sempre ajuda e, até ao fim do combate, contamos com o apoio de todos eles.
Por isso, é injusto dizer que a vitória é só minha. A vitória é nossa, pois sem eles as coisas nunca chegariam a um nível tão bom.
FightNews: O ano de 2026 está quase a começar. Que próximos objetivos tem para a sua carreira?
Enquanto me sentir bem, quero continuar e aproveitar esta adrenalina que a competição me dá. Sei que já não vou para nova, mas também sei que ainda tenho muito para dar e para aprender.
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FightNews: Que mensagem deixa aos que a admiram e que viram esta vitória?
Primeiro, quero agradecer a todos por torcerem por mim. A mensagem que deixo é: não interessa a idade ou a disponibilidade — o que comanda é a mente, e quando queremos algo, seja em que situação for, nós conseguimos.
O foco ajuda, mas a força de vontade tem de ser maior.
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