A atleta Cheila Gonçalves conquistou recentemente a medalha de bronze no 10° Campeonato Mundial de Kung Fu Tradicional, realizado na China, na disciplina de Tai Chi Chuan Armas, um feito que a coloca entre as melhores do mundo na modalidade.
Com serenidade e humildade, Cheila partilhou o significado desta conquista, a importância do trabalho árduo e o papel da sua equipa e família nesta jornada que eleva o nome de Portugal no panorama internacional das artes marciais.
Imagem cedida Cheila Gonçalves
FightNews: Qual foi a tua reação ao receber uma medalha num Campeonato do Mundo?
Cheila Gonçalves: Quando soube que tinha recebido a medalha, senti uma enorme alegria e orgulho. Foi um momento muito especial, que reconheceu todo o esforço e dedicação que coloquei nos treinos ao longo dos anos. Representar Portugal numa competição deste nível já era uma experiência incrível, e receber este reconhecimento tornou tudo ainda mais gratificante.
Imagem cedida Cheila Gonçalves
FightNews: Que momentos da competição te marcaram mais e te ajudaram a superar os desafios do torneio?
Cheila Gonçalves: Um dos momentos que mais me marcou foi o início da competição, quando percebi o nível extremamente elevado dos atletas. Senti-me muito nervosa, mas ao mesmo tempo profundamente grata por estar ali, a representar o meu país e a poder partilhar o meu trabalho com praticantes de todo o mundo. Essa mistura de nervosismo e gratidão ajudou-me a focar e a dar o meu melhor.
FightNews: Que tipo de preparação física e técnica consideras ter sido decisiva para alcançares este resultado?
Cheila Gonçalves: Acredito que a preparação física e técnica que fiz antes do campeonato foi essencial para o resultado que alcancei. Treinei intensamente tanto o sabre de tai chi como o punho de kung fu, procurando equilibrar força, coordenação e fluidez nos movimentos. Trabalhei bastante a resistência e a precisão técnica, para conseguir manter a energia e o controlo durante toda a performance. Além disso, repeti muitas vezes cada sequência até sentir que os gestos estavam naturais e expressivos. Essa dedicação constante nos treinos ajudou-me a chegar à competição com mais confiança e capacidade para lidar com a exigência do nível internacional.
Imagem cedida Cheila Gonçalves
FightNews: Competiste em Tai Chi Chuan Armas, uma disciplina que exige concentração e precisão. Que estratégias ou treinos foram fundamentais para esta prestação?
Cheila Gonçalves: Para esta prova, tive de trabalhar muito o controlo da minha expressão e das emoções. No Tai Chi Chuan com armas é essencial transmitir calma e serenidade, e para isso precisei de aprender a gerir o nervosismo, especialmente em tapete. Treinei bastante a respiração e a concentração para conseguir manter a mente tranquila e o corpo equilibrado. Essa preparação foi fundamental para evitar desequilíbrios e para que cada movimento saísse com a fluidez e a intenção certas.
Imagem cedida Cheila Gonçalves
FightNews: O que significou para ti representar Portugal num Campeonato do Mundo?
Cheila Gonçalves: Representar Portugal num Campeonato do Mundo foi uma experiência inesquecível e um grande orgulho. Saber que estava ali a competir entre os melhores, com a bandeira do meu país, deu-me ainda mais motivação para dar o meu máximo. Mais do que um resultado, foi a concretização de um sonho e a prova de que, com trabalho e paixão, é possível chegar longe.
FightNews: Achas que a tua conquista pode motivar mais mulheres portuguesas a praticarem Kung Fu Tradicional ou Tai Chi Chuan?
Cheila Gonçalves: Acredito que sim. Espero que a minha conquista possa inspirar mais mulheres portuguesas a experimentar o Kung Fu Tradicional e o Tai Chi Chuan. Estas artes marciais não são apenas sobre força física, mas também sobre equilíbrio, disciplina e autoconfiança.
Imagem cedida Cheila Gonçalves
FightNews: Após esta medalha de bronze, quais são os teus próximos objetivos e sonhos dentro do Kung Fu Tradicional?
Cheila Gonçalves: Depois desta medalha de bronze, o meu objetivo é continuar a treinar com dedicação e a evoluir tanto a nível nacional como internacional. Quero focar-me no programa de treino da minha escola, para crescer não só como atleta, mas também como artista marcial. Cada competição e cada treino são oportunidades para aprender mais, aperfeiçoar a técnica e aprofundar o espírito do Kung Fu Tradicional. O meu sonho é continuar a representar Portugal e contribuir para que esta arte ganhe mais reconhecimento e força.
Imagem Instagram
FightNews: Por fim, a quem dedicas esta conquista e que mensagem gostarias de deixar à tua equipa, treinadores e familiares?
Cheila Gonçalves: Dedico esta conquista à minha família, que sempre me apoiou e me inspirou a seguir este caminho nas artes marciais, e aos meus treinadores, mestre e colegas de treino, pelo acompanhamento, orientação e incentivo constante.
Quero também agradecer a toda a equipa da seleção que me acompanhou durante a viagem, assim como a todos que tornaram possível esta experiência e acreditaram em nós enquanto representantes de Portugal no Campeonato do Mundo.
A mensagem que gostaria de deixar é que, com dedicação, disciplina e paixão pelo que fazemos, conseguimos superar desafios e alcançar sonhos que, à primeira vista, parecem distantes. Cada treino, cada esforço e cada momento de superação conta, e a partilha desta jornada com quem nos apoia torna tudo ainda mais especial.
Imagem cedida Cheila Gonçalves