Ligada ao desporto desde cedo, Ana Verde encontrou no Jiu Jitsu uma forma de expressão, equilíbrio e crescimento pessoal. Representante da Fight Club Jiu Jitsu da Guarda, a atleta destaca a importância da disciplina, da mentalidade e da união dentro da equipa.
Em entrevista ao FIGHT NEWS, falou sobre o início da sua jornada, o impacto da modalidade na sua vida e o papel do Jiu Jitsu feminino em Portugal.
FightNews: Ana, como e quando é que começou a tua jornada no Jiu Jitsu?
Ana Verde: Sempre fui muito ligada ao desporto e, na universidade, o contacto com o judo despertou o meu interesse pelas artes marciais. No início de julho conheci alguns alunos do Estúdio83 – Essence BJJ em Mirandela e aceitei o convite para uma aula experimental. Gostei da modalidade e continuei a treinar com o Professor Ricardo Tavares. Quando regressei à universidade, comecei a treinar na Fight Club Jiu Jitsu Guarda com o Professor Hugo Monteiro. Desde então, o Jiu Jitsu tornou-se uma parte importante da minha rotina e uma forma de crescimento pessoal.
Imagem cedida Ana Verde
FightNews: O que te levou a escolher o Jiu Jitsu como desporto? Houve algum motivo ou influência especial?
Ana Verde: Tendo em conta que já tinha tido contacto com outras artes marciais anteriormente e que é algo que me despertou interesse, ao surgir a oportunidade de praticar Jiu Jitsu achei interessante e decidi experimentar. Além disso, a motivação e o incentivo do Mestre Ricardo Tavares tiveram um papel importante na minha decisão de eu dar esse passo, começar a treinar e continuar a evoluir na modalidade.
Imagem cedida Ana Verde
FightNews: Quais são os principais benefícios que sentes desde que começaste a treinar Jiu Jitsu — tanto a nível físico como mental?
Ana Verde: Sinto que me estou a tornar uma pessoa mais calma e a controlar melhor as emoções, pois no tatami manter a calma e agir no momento certo é essencial. Para mim, o Jiu Jitsu está a fazer-me evoluir tanto física como mentalmente.
FightNews: O que é que o Jiu Jitsu representa hoje na tua vida?
Ana Verde: Hoje o Jiu Jitsu tem um papel importante na minha vida. Durante o treino, o stresse do dia a dia não entra no tatami, permitindo assim ter um ambiente onde me posso focar a 100% no que gosto de praticar e ser feliz.
FightNews: Como descreves o ambiente na Fight Club Jiu Jitsu da Guarda?
Ana Verde: Na Fight Club da Guarda estamos a criar uma família, onde temos um ambiente de entreajuda, respeito, disciplina, companheirismo e, acima de tudo, humildade.
Imagem cedida Ana Verde
FightNews: Que importância tem o mestre Hugo na tua evolução como atleta e pessoa?
Ana Verde: O Professor Hugo tem tido um papel essencial na minha evolução, tanto a nível técnico como pessoal. Para além do treino, transmite valores como disciplina, respeito e dedicação, que têm contribuído muito para o meu crescimento dentro e fora do tatami.
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FightNews: Na tua opinião, como vês o crescimento do Jiu Jitsu feminino em Portugal nos últimos anos?
Ana Verde: Há cada vez mais mulheres a praticar Jiu Jitsu, principalmente atletas mais jovens e crianças. Na minha opinião, é muito importante que cada vez mais mulheres e meninas pratiquem a modalidade, pois é benéfica não só a nível físico e mental, mas também para a defesa pessoal.
FightNews: Achas que as mulheres estão a ganhar mais visibilidade e espaço dentro da modalidade?
Ana Verde: Sim, o número de mulheres tem vindo a aumentar ao longo do tempo, o que faz com que sejamos mais representadas, tanto em treinos como em competições, ganhando assim mais visibilidade.
Se pudesses descrever o Jiu Jitsu numa só palavra, qual seria e porquê?
Ana Verde: A palavra seria Disciplina, porque o Jiu Jitsu exige consistência, respeito e dedicação diária. É um desporto que ensina a manter o foco e a evoluir gradualmente.
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FightNews: Por fim, que mensagem deixas a outras meninas e mulheres que têm vontade de começar no Jiu Jitsu, mas ainda se sentem inseguras ou com receio de dar o primeiro passo?
Ana Verde: A essas meninas e mulheres incentivo a treinar, pois o Jiu Jitsu é para todos. É um espaço onde melhoramos física e mentalmente, evoluindo assim como atleta e, principalmente, como pessoa. Por vezes, mesmo que sejam o único elemento feminino dentro do tatami, não deixem que isso vos impeça de treinar.