O atleta português Inácio Barata brilhou no ICO World Championship 2025, ao conquistar três títulos mundiais na categoria dos 60 kg — Light Contact, Low Kick e Boxe.
Em apenas alguns dias, Inácio demonstrou versatilidade, resistência e técnica apurada em três modalidades distintas, provando ser um dos grandes nomes da nova geração do Kickboxing português.
Em entrevista à Fight News, o jovem atleta falou sobre a experiência, as dificuldades, a preparação e os próximos desafios.
Imagem Instagram
FighTNews: Inácio, foste campeão em três categorias diferentes no ICO World Championship 2025. Como descreves este momento e o que significa para ti esta conquista histórica?
Inácio Barata: Foi uma sensação extremamente gratificante. Esforcei-me e sacrifiquei-me muito para conquistar estes títulos, e saber que todo esse trabalho não foi em vão é algo incrível. É uma recompensa enorme ver o resultado de tanto empenho e dedicação refletido nestas conquistas.
Imagens cedidas Inácio Barata
FightNews: Vencer em Light Contact, Low Kick e Boxe no mesmo torneio é algo de grande destaque. Como conseguiste manter o foco e a energia ao longo de todas as provas?
Inácio Barata: Foi difícil, principalmente por causa da pressão e dos nervos de querer vencer em tudo. Mas, nos momentos certos, consegui concentrar-me apenas na vitória, lembrando-me de todo o caminho que fiz até aqui e de tudo o que tive de superar. Isso ajudou-me a manter o foco e a energia ao longo de todas as provas.
FightNews: Qual das três vitórias teve um sabor mais especial para ti e porquê?
Inácio Barata: O Boxe, sem dúvida. É onde tenho as minhas bases e uma ligação especial. Ser campeão mundial nesta modalidade teve um sabor único. Além disso, foi a última categoria em que competi, o que tornou o momento ainda mais marcante — foi o ponto final perfeito nesta conquista.
FightNews: Sentiste alguma dificuldade em adaptar-te às diferenças entre as regras e o estilo de cada modalidade?
Inácio Barata: Senti alguma dificuldade, sim, sobretudo no Low Kick, porque foi a primeira vez que competi nessa disciplina. No início foi estranho adaptar-me ao estilo e às regras, mas consegui focar-me no meu próprio jogo e encontrar o meu ritmo. A partir daí, as coisas começaram a fluir naturalmente.
Imagens cedidas Inácio Barata
FightNews: Como foi a tua preparação para este campeonato mundial?
Inácio Barata: Foi uma preparação muito trabalhosa. Dediquei o meu verão inteiro a treinar para ser uma versão melhor de mim próprio e para chegar bem preparado a este Mundial. Mesmo quando estava fora de Lisboa, em férias, treinei todos os dias sem exceção. No final do verão senti uma grande evolução em relação ao início do ano, e sem dúvida que essa dedicação foi o que me permitiu alcançar os meus objetivos.
FightNews: Depois deste feito impressionante, quais são os teus próximos objetivos na carreira?
Inácio Barata: O meu próximo grande objetivo é o Campeonato Nacional de Boxe, que vai decorrer em novembro. No entanto, mantenho sempre como meta principal continuar a evoluir, ser a minha melhor versão e obter o melhor resultado possível em todas as competições em que participe.
FightNews: Pretendes continuar a competir em várias modalidades ou vais concentrar-te numa específica daqui para a frente?
Inácio Barata: Honestamente, ainda não sei. Vou seguir aquilo que os meus treinadores acharem melhor para o meu desenvolvimento. Não tenho uma preferência específica — gosto de competir, de testar-me em diferentes modalidades e de vencer o máximo possível.
Imagens cedidas Inácio Barata
FightNews: Por fim, que mensagem gostarias de deixar aos teus apoiantes, familiares e à tua equipa que te acompanharam nesta jornada até ao topo do mundo?
Inácio Barata: Gostava, antes de tudo, de agradecer aos meus pais por todo o apoio que me deram. Sem eles, nada disto teria sido possível. Aos meus treinadores, Pavlo Legonkov e Jorge Pina, que me ajudam a evoluir todos os dias. À minha escola, Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, por compreender e apoiar o meu percurso como estudante-atleta.
Um agradecimento especial também ao Costa Campos Legacy, em particular ao tio Rui, que patrocinou as viagens tanto ao Europeu como ao Mundial — um apoio fundamental, sobretudo tendo em conta que a Federação de Kickboxing só cobre as despesas de alguns atletas.
E claro, um obrigado muito especial à minha namorada, por todo o apoio e força que me dá em todos os momentos. E, por último, agradecer aos meus grandes amigos que sempre me apoiaram e celebram as minhas vitórias como se fossem as deles — eles sabem quem são.