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“O Kempo uniu-nos ainda mais como irmãos e como atletas”

João, Diogo e Maria Colaço: três irmãos, uma paixão partilhada e um nome que já é símbolo de superação e conquista no Kempo português

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
06/08/2025 às 13h12 Atualizada em 13/08/2025 às 10h16
“O Kempo uniu-nos ainda mais como irmãos e como atletas”
Imagem cedida João Colaço

Três irmãos, um só espírito de combate

 

Vindos de Caldas da Rainha, os irmãos João Guilherme (23 anos), Diogo André (20 anos) e Maria Luísa (16 anos) Colaço Tomás são mais do que atletas de alto rendimento: são o exemplo vivo de como o desporto, quando vivido em família, pode transformar percursos pessoais em histórias de superação e excelência.

Imagem cedida João Colaço

Atualmente, fazem parte da Seleção Nacional de Kempo, onde já conquistaram medalhas em provas internacionais, e têm o apelido “Colaço” marcado em várias categorias de competição. Em entrevista exclusiva, os três falam sobre o início no Kempo, o que representa estar na Seleção ao lado dos irmãos, as suas conquistas e ambições, e deixam ainda mensagens emocionadas a quem sempre os apoiou.

Imagem cedida João Colaço

FightNews: Como e quando começaram a praticar Kempo? Foi algo natural em família?

João:
Eu praticava rugby quando os meus irmãos começaram no Kempo. Após os ver treinar e participarem na primeira competição, ainda cintos brancos, decidi experimentar. Durante algum tempo conciliei ambos: rugby às segundas, quartas e sextas; Kempo às terças e quintas. Até que tive de escolher. Hoje, sei que fiz a melhor escolha.

Imagem cedida João Colaço

Maria:
Em 2013 abriram uma escola de Kempo na nossa aldeia. Eu tinha apenas 5 anos, e os meus pais inscreveram-me porque “tinha energia a mais”. No início era só eu e o Diogo, mas cerca de um ano depois estávamos lá os três.

Imagem cedida João Colaço

Diogo:
Comecei a praticar Kempo muito novo, por volta dos 8 anos. Começar com a minha irmã e, um ano depois, com o meu irmão deu-me mais confiança e a vontade de continuar. O Kempo tornou-se rapidamente uma paixão partilhada em família.

Imagem cedida João Colaço

FightNews: O que sentiram quando foram chamados pela primeira vez à Seleção Nacional?

João:
Foi em 2018, na Roménia. Estava nervoso, era uma equipa pequena, mas a alegria foi enorme. Voltei com duas medalhas de bronze e com a motivação certa para treinar ainda mais. Nunca imaginei que um dia isto seria o meu dia a dia.

Imagem cedida João Colaço

Maria:
Senti um orgulho imenso. Representar o meu país num desporto que amo era algo impensável no início. Aquela chamada mostrou-me que o meu trabalho estava realmente a valer a pena.

Imagem cedida João Colaço

Diogo:
Foi um momento de enorme orgulho e emoção. Representar Portugal é um sonho para qualquer atleta. Ser chamado foi a confirmação de que todos aqueles treinos estavam a dar frutos.

Imagem cedida João Colaço

FightNews: Como é fazer parte da Seleção Nacional ao lado dos vossos irmãos? Sentem que vos fortalece como atletas e família?

João:
Sem dúvida que fortalece. Puxamos uns pelos outros, corrigimo-nos mutuamente tanto na vertente tradicional como desportiva. A ligação que temos dentro e fora do tatami torna-nos mais fortes.

Imagem cedida João Colaço

Maria:
É um sentimento incrível. Sinto-me apoiada, e as vitórias de um são vitórias para os três. Ter os meus irmãos numa prova motiva-me ainda mais a dar o meu melhor e deixá-los orgulhosos.

Diogo:
É uma experiência única. Estarmos juntos na seleção fortalece-nos como atletas e como irmãos. Apoiamo-nos em tudo, nos bons e nos maus momentos, e isso cria uma ligação muito especial.

FightNews: Que competição pela Seleção mais vos marcou até agora? E porquê?

João:
O Mundial de 2023, onde conquistei o ouro em Semi Kempo -85kg. Foi em Portugal, na minha cidade, Caldas da Rainha. Em anos anteriores tinha-me classificado várias vezes em 2.º ou 3.º lugar, e vencer ali, com colegas de seleção e família a assistir, foi inesquecível.

Maria:
Foi em 2018, quando fui à Hungria com a seleção. Tinha 10 anos e foi a minha primeira prova internacional, sem os meus irmãos ao lado. Fez-me crescer muito e criar laços que guardo até hoje.

Diogo:
O Europeu de 2023, na Turquia. Conquistei várias medalhas numa competição muito intensa. Quando o nível é muito alto sabe ainda melhor subir ao pódio com a bandeira de Portugal às costas. Foi algo que nunca vou esquecer.

FightNews: Como é representar o país em provas internacionais com o vosso apelido presente em várias categorias?

João:
Adoro ver o meu nome nas grelhas. Mostra que ali estou, que conquistei este lugar. Vim de uma realidade difícil (uma criança obesa, sem talento), mas trabalhei muito. Hoje, o nome Colaço é reconhecido e associado ao esforço e superação.

Imagem cedida João Colaço

Maria:
Ver o nosso apelido nas grelhas enche-me de orgulho. Significa que estamos a conquistar o que sempre quisemos e trabalhámos. É uma sensação maravilhosa.

Imagem cedida João Colaço

Diogo:
É um grande orgulho e também uma responsabilidade. Saber que o nosso apelido está associado a esforço e conquistas motiva-me ainda mais.

Imagem cedida João Colaço

FightNews: Quais são os vossos objetivos a curto e médio prazo no Kempo?

João:
Enquanto atleta, quero conquistar a 7.ª medalha de ouro no Mundial de 2026 e a 5.ª medalha europeia já em outubro, em Espanha.

Imagem cedida João Colaço

Maria:
O meu maior objetivo é nunca deixar o Kempo para trás. É uma parte fundamental da minha vida. Quero voltar a conquistar o ouro em formas e formas com armas já no próximo mundial, algo que este ano só conquistei no semi kempo.

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Diogo:
A curto prazo, quero continuar a evoluir tecnicamente e manter o foco nas competições. A médio prazo, o objetivo é conquistar um título mundial na categoria sénior e continuar a representar Portugal ao mais alto nível.

Imagem cedida João Colaço

FightNews: Por fim, que mensagem especial deixariam à vossa família, treinadores e comunidade que sempre vos apoiaram?

João:
Agradeço a todos os que acreditaram em nós e continuam a acreditar. Ainda temos muito para mostrar. Obrigado à Federação Portuguesa Lohan Tao Kempo, aos treinadores e colegas de seleção e aos treinadores da Associação de Kempo Caldas da Rainha, ao Estado Português, ao IPDJ, ao nosso patrocinador Marcial Artsport e ao Município das Caldas da Rainha. Esta caminhada é de todos.

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Maria:
Família, amigos, equipa, treinadores. Sem vocês nada seria possível. Obrigada por acreditarem em mim e por estarem sempre presentes. As vitórias nunca serão só minhas, serão sempre nossas.

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Diogo:
Sou muito grato à minha família, aos treinadores tanto da Seleção como da AKCR e à comunidade das Caldas da Rainha. Todo o apoio que me têm dado tem sido essencial. Obrigado por estarem comigo desde o início.

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A história dos irmãos Colaço é marcada por união, dedicação e conquistas no Kempo. Do primeiro treino em família à Seleção Nacional, mostram que o trabalho, o apoio mútuo e a paixão pelo desporto são a base do sucesso. Com o nome “Colaço” a brilhar nas competições internacionais, os objetivos mantêm-se claros: continuar a evoluir, representar Portugal com orgulho e inspirar outros atletas a nunca desistirem.

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Templário Há 5 meses Jerusalém feliz por eles! lembro me deles quando eram crianças, o problema e que eles os três não eram as melhores pessoas pra mim infelizmente
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