Jiu Jitsu Entrevista
Fight News Entrevista: Gabriela Uchôa, campeã do ADCC Portugal.
Graduada em novembro de 2023, o ADCC foi a estreia de Gabriela nas competições como faixa castanha
10/05/2024 11h06 Atualizada há 2 anos
Por: Redação Fightnews Fonte: Redação Fightnews
Arquivo pessoal (Gabriela Uchôa)

Dessa vez o Fight News Entrevista foi atrás da multicampeã de Jiu-Jítsu, Gabriela Uchôa - atleta da Brave Fight Team de Lisboa, que recentemente conquistou o título do ADCC Portugal e de quebra levou a premiação de 500 €.

FightNews: Fala um pouco de si, quem é a Gabriela Uchoa, sua formação no esporte, por qual modalidade começou, como foi o seu inicio nos desportos de combate?

Gabriela Uchôa: Sou Gabriela Uchôa, tenho 34 anos, nascida e criada em Maceió, Alagoas - Brasil. Sou engenheira civil e trabalhava na área, quando com 21 anos, ainda no Brasil, tive meu primeiro contato com a arte marcial através de uma aula de Muay Thai num ginásio em que eu ia com muito esforço e sem gostar, treinar musculação.

FightNews: Como o Jiu-Jitsu entrou na sua vida? Com quantos anos, de que forma? Quem são seus mentores e mestres?

Gabriela Uchôa: Uns 3 anos após o primeiro contacto com a luta, conheci meu atual treinador, Armênio Neto, que mora aqui em Portugal há muitos anos. Na altura ele tinha um projecto social relacionado à luta na nossa cidade. Ele estava em processo de recuperação de uma cirurgia no joelho e começamos a treinar juntos a parte física, pois ele não conseguia treinar luta até recuperar o joelho.

O tipo de treinamento despertou meu lado atleta que estava adormecido, dois anos depois,com 26 anos decidi vir morar em Portugal. Nesse mesmo ano, 2016, abrimos uma academia de luta em Lisboa e eu comecei a me dedicar ao Jiu-Jítsu. Encorajada pelo meu professor, lutei pela primeira vez com dois meses de treino específico e consegui sagrar-me campeã Nacional. Desde então o Jiu-Jítsu tornou-se meu maior investimento, larguei a engenharia e decidi me dedicar só aquilo.

Além do Armênio Neto, tenho outros professores que também me ajudaram a formar a atleta que sou hoje. Professor Fabio Fetter, Professor Papagaio, Professor Marcelo Guimarães são as referências que eu tenho do Jiu-Jítsu hoje. E não menos importantes, meus colegas de treino, que me obrigam a ser melhor todos os dias. Eles não aliviam nada por eu ser mulher (risos).

FightNews: Conta um pouco pra gente sua trajetória até aqui, competições que disputou, títulos.

Gabriela Uchôa: Na faixa branca, consegui ganhar todos os campeonatos que competi, inclusive o Campeonato Europeu IBJJF. Na faixa azul, cheguei a ficar parada um ano sem competições por conta de uma lesão no quadril, mas no retorno consegui o Bi-campeonato Europeu. Na faixa roxa, falando dos campeonatos mais importantes, fui Tri-campeã do Europeu, Campeã Nacional Categoria e Absoluto, e também conquistei por 3 vezes cinturão do NAGA.

FightNews: Conta como foi a sua participação no ADCC Portugal e o sentimento de sagrar-se campeã.

Gabriela Uchôa: Esse ADCC foi minha primeira competição desde a minha graduação à faixa castanha. Confesso que não estava conseguindo treinar como deveria por estar com outros trabalhos em paralelo, mas conseguimos o objetivo que era manter o título de campeã do ADCC desde que esse evento começou a acontecer em Portugal. Mas dessa vez teve um gosto especial por ser categoria profissional e pela premiação em dinheiro.

FightNews: Qual seu maior sonho dentro da luta?

Gabriela Uchôa: Hoje penso que meu sonho dentro da luta é continuar com saúde para continuar a lutar até o último dia da minha vida e conseguir contribuir de forma positiva e significativa, principalmente, para as mulheres que como eu não acreditavam no potencial que existe dentro de si.

FightNews: Para finalizar, manda um alo para a Malta que te segue e acompanha seu trabalho. Gostava de dar algum recado?

Agradeço a oportunidade de falar aqui um pouco da minha história e compartilhar esse momento tão importante na minha trajetória. Agradeço também quem mesmo de longe me acompanha e torce pelas vitórias. Esse ano ainda teremos muitas, se Deus assim permitir.