Bianca Souza vive um dos momentos mais marcantes da sua carreira no Muay Thai. Depois de uma trajetória crescente desde 2023, a atleta chegou à Tailândia e conquistou títulos expressivos, além de acumular experiências únicas dentro do esporte. Nesta entrevista, ela compartilha os momentos mais importantes de 2024, os desafios enfrentados e os seus planos para o futuro.
FightNews: Como avalias o teu ano de 2024? Quais foram os momentos mais marcantes desta jornada?
Bianca Souza: Desde 2023 venho em uma crescente muito positiva dentro do esporte, e em 2024, ao vir para a Tailândia, percebi que mais portas e visibilidade se abriram. Tornei-me campeã mundial, campeã no Patong Boxing Stadium e cheguei à final do torneio Road to One FC. Esses foram os momentos mais marcantes. Lutar no Lumpinee e fazer lutas emocionantes com atletas de alto nível realmente foi um grande marco. Levando em conta que, em 2023, na mesma época, eu estava fazendo minha primeira luta profissional, nem imaginava viver tudo isso.
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FightNews: Houve alguma conquista ou evento específico que tenha feito deste ano especial para ti?
Bianca Souza: O torneio Road to One foi um grande desafio, primeiramente por conta da categoria, levando em conta que sempre lutei em categorias um pouco mais pesadas. Não se enganem, baixar de categoria tem tantos riscos como subir, e é bem desafiador (risos). O fato de lutar no Lumpinee, em um evento de tão grande importância, com meninas experientes e de alto nível, fez desse torneio algo muito especial para mim.
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FightNews: Como foi a experiência de participar no Road to ONE? O que aprendeste com esta oportunidade?
Bianca Souza: Foi incrível! Apesar de ter cogitado não participar quando saiu a categoria de peso (risos), aceitei o desafio com profissionalismo e disciplina. Vivi com intensidade cada preparação, dieta, treino, corte de peso e, principalmente, as lutas. Além de ser a primeira vez nessa categoria, foi também minha primeira luta no Lumpinee (que, inclusive, é o mesmo nome da minha equipe no Brasil) e minha primeira luta de luvinha, algo que não tinha em mente. Essa experiência foi repleta de momentos significativos. Valorizo muito minha evolução em técnica e jogo, minha construção como atleta, o trabalho de equipe e a superação de desafios. Independente dos resultados, fico sempre atenta ao que preciso melhorar.
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FightNews: Quais são os teus principais objetivos para 2025, tanto a nível competitivo como pessoal?
Bianca Souza: Meu maior objetivo é continuar lutando para adquirir mais experiências, pois sei que cada luta é singular. Cada oponente é uma oportunidade para ampliar meu repertório e colocar em prática tudo o que treino repetidamente. Em março, irei competir pelo título mundial em Pattaya novamente, e estou entusiasmada com isso. Paralelamente, ao retornar ao Brasil, pretendo lutar em alguns eventos que sempre desejei participar. Além disso, quero conciliar minhas duas profissões: a Psicologia e o Esporte. Minha missão é ajudar as pessoas a encontrarem sua melhor versão, no autoconhecimento, desenvolvimento de habilidades mentais e físicas, superação de limites e resiliência. Quero começar atendimentos com atletas, desde amadores a profissionais, e também pessoas que buscam, por meio do esporte, uma transformação pessoal e bem-estar.
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FightNews: Tens algum combate ou evento específico em vista já para esse início de ano?
Bianca Souza: Até o momento, o Mundial em Pattaya. Aqui na Tailândia é diferente do Brasil. No Brasil, sabemos das lutas até três meses antes, enquanto na Tailândia, uma boa oportunidade pode surgir até duas semanas antes. Por isso, o ideal é estar sempre o máximo preparada, em um bom ritmo de treino e com o preparo físico em dia.
FightNews: Como descreverias o impacto da tua equipa, Muay Thai JBase, no teu crescimento como atleta?
Bianca Souza: A Muay Thai JBase e o Jos foram fundamentais na minha jornada na Tailândia. Aprendi muito sobre técnicas e um estilo de jogo diferente do meu, ampliando meu repertório. Eles acreditaram em mim como atleta, e isso foi muito importante. Venho de uma excelente equipe no Brasil, em Goiás. Apesar de não ter a mesma visibilidade das equipes de São Paulo, meu treinador Rosemberg tem experiência na Tailândia e já formou excelentes atletas. Ele fez e faz um trabalho de excelência comigo, desde a preparação física às técnicas, e me ensina muito sobre o mundo e a cultura do Muay Thai.
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FightNews: Para finalizar, tens alguma palavra de agradecimento ou motivação para os teus treinadores, colegas de equipa e colaboradores que fazem parte da tua jornada?
Bianca Souza: Tenho uma gratidão enorme por cada um deles. Sei reconhecer o quanto cada um me ajudou, de maneira singular, em momentos importantes. Talvez nem imaginem o impacto que tiveram em mim. O Muay Thai me permitiu viver experiências incríveis, conhecer pessoas, lugares, viajar e estar no meio da luta, onde me sinto feliz. Agradeço a todos que acreditaram em mim e que abraçaram comigo esse desejo de lutar e evoluir. Sem eles, com certeza, eu não estaria aqui e não teria chegado tão longe.