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Entrevista com Paulo Benedito: O papel fundamental do cutman nos desportos de combate

Cutman: O Guardião da Integridade Física dos Lutadores

Redação
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
31/01/2025 às 11h53 Atualizada em 31/01/2025 às 13h06
Entrevista com Paulo Benedito: O papel fundamental do cutman nos desportos de combate
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Os desportos de combate exigem não apenas talento e preparação física, mas também uma equipa de suporte altamente qualificada para garantir a segurança dos atletas. Entre os profissionais essenciais nos eventos estão os cutmans, responsáveis por minimizar danos e manter os lutadores aptos para continuar os combates. Um dos nomes mais reconhecidos nesta área em Portugal é Paulo Benedito, cutman profissional e um dos colaboradores do Fighter Combat League. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância do seu trabalho, os desafios enfrentados e a evolução dos cuidados médicos nos desportos de combate.

FightNews: Qual é, na tua opinião, a importância do trabalho de um cutman e da equipa médica nos eventos de desportos de combate em Portugal?

Paulo Benedito: O desporto de combate exige a presença obrigatória de uma equipa médica e de cutmans. O nosso trabalho é proteger o atleta desde a fase de preparação até ao momento do combate. Antes da luta, garantimos um bom unwrapping, protegendo as mãos, o pulso, o polegar e o metacarpo. Durante o combate, tratamos hematomas e cortes, enquanto o médico é soberano em qualquer decisão relacionada com a segurança do atleta.

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FightNews: Quais são os maiores desafios que a equipa médica enfrenta durante um evento? Existe uma luta ou situação específica que te tenha marcado?

Paulo Benedito: Os maiores desafios devem ser abordados diretamente com um médico, pois são eles que tomam as decisões clínicas. Como cutman, a minha função é dar apoio ao médico e garantir que a intervenção seja rápida e eficaz.

FightNews: Achas que o público em geral entende realmente o papel crítico que a equipa médica desempenha para garantir a segurança dos atletas?

Paulo Benedito: O público fica muitas vezes eufórico e preocupado com o atleta, mas nem sempre compreende bem os papéis de cada profissional. O cutman não pertence à equipa médica; temos funções distintas. O médico toma as decisões clínicas, enquanto nós, cutmans, preparamos e assistimos o atleta durante o combate, minimizando os estragos.

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FightNews: Como vês a evolução do papel dos profissionais de saúde, como cutmans, fisioterapeutas e médicos, no panorama dos desportos de combate em Portugal?

Paulo Benedito: Os cutmans em Portugal têm vindo a ganhar reconhecimento internacional, e a equipa está a crescer. Quanto aos médicos, está a haver uma maior integração, mas ainda é um processo recente e novo para eles, mas já temos algumas equipas de médicos a trabalhar connosco e que trabalham já muito bem. Já os fisioterapeutas ainda não têm uma presença significativa nos eventos, embora algumas empresas ofereçam serviços pontuais.

FightNews: Ainda existem dificuldades em garantir equipas médicas qualificadas para os eventos em Portugal?

Paulo Benedito: Sim, mas temos excelentes profissionais em Portugal. O problema é que as vezes os promotores procuram opções mais económicas, o que nem sempre é o ideal. No entanto, nos eventos que organizo, garantimos sempre uma estrutura médica bem organizada, com médicos experientes, cutmans qualificados e ambulâncias com equipas de emergência.

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FightNews: Sendo um dos organizadores do Fighter Combat League, como avalias a importância de ter uma estrutura médica de alto nível neste evento de MMA?

Paulo Benedito: É fundamental. Garantir a segurança dos atletas é uma prioridade, e trabalhamos para oferecer um suporte médico de alta qualidade. Atualmente existem muito bons profissionais a nível de equipas médicas em Portugal. Temos os bombeiros, temos que ter uma ambulância fixa durante o evento também, além dos cutmans, que têm de ser cutmans que estejam qualificados a nível profissional, e o médico, que tem que estar integrado já na parte dos desportes de combate.

FightNews: Como te sentes em ver o Fighter Combat League tornar-se um dos eventos mais aguardados de MMA em Portugal?

Paulo Benedito:Sou apaixonado pelo MMA, assim como os meus parceiros. O nosso primeiro evento foi um sucesso, com mais de 1200 espectadores. Estamos sempre a ajustar e a melhorar para oferecer o melhor aos atletas e ao público. O caminho é para a frente, sempre com o objetivo de elevar o desporto de combate. E a segunda edição promete ser ainda melhor.

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FightNews: Que melhorias ou ajustes achas que deveriam ser feitos por parte das comissões atléticas para apoiar melhor os eventos e os atletas?

Paulo Benedito: A desunião dentro dos desportos de combate ainda é desafio. Precisamos de trabalhar juntos e remar para o mesmo lado. Se conseguirmos isso, podemos levar o MMA a um patamar mais elevado em Portugal.

FightNews: Para finalizar, que mensagem gostarias de deixar para os atletas e fãs que vão acompanhar o Fighter Combat League?

Paulo Benedito: Nós fazemos este evento, o Fighter, mesmo, para os atletas, para ajudar o desenvolvimento deles, para terem competições, para enaltecer todo o esforço que eles têm e vontade em querer ser um lutador. Parabéns para todos aqueles que têm esse acto de coragem de querer vencer neste desporto que é o MMA.

Em relação ao público, apareçam, não se vão arrepender de certeza absoluta, tenho toda a certeza que não. Quem gostou e acompanhou o Fighter 1, o que eu vos posso dizer é que este Fighter 2 promete ainda mais.

E obrigado à FightNews Portugal pela vossa vontade de promover os desportos de combate.

 

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