Kempo UDCAS
Mulheres no Kempo: Força, Determinação e Inspiração na UDCAS
Atletas femininas da UDCAS Kempo falam sobre desafios, conquistas e o impacto das artes marciais em suas vidas.
30/01/2025 14h33 Atualizada há 11 meses
Por: Redação Fonte: Redação Fight News
Imagens Nuno Grilo

O Kempo tem vindo a crescer no panorama das artes marciais em Portugal, e cada vez mais mulheres estão a integrar esta modalidade, desafiando estereótipos e demonstrando a sua força e dedicação. Conversámos com as atletas femininas da UDCAS Kempo, divididas em diferentes classes, para entender as suas motivações, desafios e sonhos dentro do desporto.

Turma Kids

FightNews: O que é que mais vos fascina no Kempo?

Carolina Gomes: Tudo, mas as lutas são o que mais gosto.

Ariana Maia: Tudo, não há nada que não goste.

Alissa Tasits: Os treinos, os combates e os treinadores.

Beatriz Martins: Lutar, porque me sinto incluída.

Joana Cardoso: Os meus amigos.

Carlota Gabriel: Os treinos físicos, porque me deixam o corpo mais leve.

Alice Soares: Ser feliz no Kempo é o que mais me fascina.

Maria Madalena: Fazer diretos é o que mais gosto.

Kataleya Maia: Treinar e correr.

FightNews: Que frase diriam para motivar mais mulheres a experimentarem as artes marciais?

Carolina Gomes: Venham aprender a defender-se.

Ariana Maia: Venham fazer novas amizades e aprender a defender-se.

Alissa Tasits: O Kempo ensina-nos a defender e torna-nos fortes.

Beatriz Martins: O Kempo é muito fixe e, através dele, aprendes a fazer tudo o que quiseres.

Joana Cardoso: Vem para aqui porque aqui aprendes e em casa não fazes nada.

Carlota Gabriel: As artes marciais melhoram o teu corpo e auto-estima.

Alice Soares: As artes marciais não são só para aprender a bater, mas principalmente para aprenderes a defender-te e a crescer.

Maria Madalena: O Kempo é muito giro e divertido.

Kataleya Maia: Vem ao Kempo para treinares e correres.

FightNews: Que mensagem gostariam de deixar para a equipa, treinadores e toda a comunidade do Kempo?

Carolina Gomes: Obrigada por me ensinarem tudo o que aprendi até hoje e por me fazerem crescer e ser mais confiante.

Ariana Maia: Obrigada por tudo, quero continuar a aprender com vocês.

Alissa Tasits: Muito obrigada aos meus treinadores e amigos de treino, porque gosto muito do Kempo.

Beatriz Martins: Gosto muito do Kempo e os treinadores são os culpados disso.

Joana Cardoso: Gosto muito dos meus treinadores, são os mais fixes e motivam-me sempre muito.

Carlota Gabriel: Graças à minha equipa e treinadores sou o que sou e estou cada vez mais forte.

Alice Soares: Obrigada por me treinarem e apoiarem sempre que preciso.

Maria Madalena: Obrigada por me ajudarem e por me fazerem crescer.

Kataleya Maia: Obrigada por me deixarem treinar e por me darem a luva.

Imagem cecida Nuno Grilo

Turma Máquinas

FightNews: Como descreveriam o impacto do Kempo nas vossas vidas, tanto a nível pessoal como desportivo?

Ana Rita Maia: O Kempo teve um enorme impacto em mim e na minha família, tanto que comecei a treinar Kempo com 6 anos e hoje com quase 12 anos tenho o prazer de poder treinar juntamente com os meus três irmãos. A nível desportivo também teve um impacto muito grande uma vez que comecei a praticar Kempo para me defender, até que experimentei a competição e foi a melhor coisa, hoje em dia, ao final de 4 anos a competir, tenho outros sonhos e objetivos maiores.

Maria Martins: O Kempo teve um grande impacto no meu nível desportivo, porque consegui melhorar a minha atividade física. Comecei com 9 anos a praticar Kempo e até agora ainda não parei, a nível pessoal comecei a acreditar mais em mim.

Irina Pereira:  O Kempo teve um impacto bastante grande, principalmente para a minha condição física. Além disso, sinto-me mais confiante. 

Clara Gonçalves: A nível pessoal o Kempo fez com que eu ganhasse mais autoconfiança para superar desafios, ganhar resistência e, acima de tudo, melhorar a minha saúde física e mental. A nível desportivo aprendi a trabalhar em equipa, a ter mais concentração e disciplina.

Silvana Martins:  A nível pessoal ajudou-me muito minha saúde mental, liberta-me de certas angústias que não consigo deitar cá para fora. Ao nível desportivo, é muito variado, o que eu acho muito bom.

FightNews: O que acham da equipa de Kempo da UDCAS?

Ana Rita Maia: Não há muitas palavras para descrever esta equipa. Mais que uma equipa é uma família. Somos unidos nos bons e nos maus momentos, seja coletivamente ou individualmente. Nunca estamos sozinhos, temos sempre os nossos amigos, temos os nossos treinadores, uma equipa inteira incluindo os familiares. Dentro e fora do tatami.

Maria Martins: A equipa para mim é fantástica. Com a equipa sinto-me confiante, o apoio desta equipa é maravilhoso.

Irina Pereira: Gosto bastante da minha equipa, para mim, não somos apenas uma equipa, somos uma família onde nos apoiamos uns aos outros.

Clara Gonçalves: A equipa de Kempo da UDCAS é unida, está sempre pronta a ajudar o próximo e é super animada É mesmo como uma família.

Silvana Martins: Acho muito unida, apesar de ter estado ausente, gosto da maneira como gostam de incluir toda gente.

FightNews: Quais são os vossos principais objetivos para 2025?

Ana Rita Maia: A nível individual irei tentar chegar o mais longe possível. Este ano de 2025 temos a WAC (Campeonato Mundial) na qual vou ter a honra de me estrear e tudo farei para trazer o ouro. Outros dos objetivos que tenho é estar na Seleção Nacional. Quanto a nível coletivo tentar igualar ou melhorar o ano 2024.

Maria Martins: Os meus principais objetivos para 2025 são melhorar o meu desempenho físico e conseguir ir mais além do que aquilo que conquistei em 2024.

Irina Pereira: Não tenho nenhuma competição em que esteja mais focada, estou focada sim em melhorar a minha condição física e conseguir fazer mais do que fiz em 2024.

Clara Gonçalves: Os meus objetivos para 2025 é ganhar os combates nos quais irei participar. Estou focada para todas as competições que haverá este ano, mas mais ainda para o Campeonato Mundial.

Silvana Martins: Por agora só quero focar me em ganhar forma física e ter maior genica com o meu corpo, contudo quero estar mais saudável.

Imagem cecida Nuno Grilo

Turma Clássicos

FightNews: Quais têm sido os maiores desafios enquanto mulheres nas artes marciais?

Beatriz: Os estigmas: um exemplo "as mulheres não têm a força dos homens" , consequentemente, quando duas mulheres lutam, em contexto de competição (principalmente) os alertas de "excesso de potência" são raros. O que pode levar a uma maior risco de lesões.

Carolina: O maior desafio ao longo dos anos tem sido tentar que a sociedade veja que as artes marciais não são apenas direcionadas para o género masculino, mas para ambos. Cada vez existe mais competição feminina, contudo, ainda existem poucas mulheres a fazer artes marciais comparando com o nível de competição masculina.

Érica: Sinto que o maior desafio tem sido verem o desporto feminino da mesma forma como veem o desporto masculino, com a mesma vontade e com o mesmo gosto. Sem dúvida que é algo que tem vindo a melhorar, mas continuo a achar ainda desequilibrado. 

Lígia: Sou o membro feminino mais recente na turma dos Clássicos. Não posso ainda falar da minha experiência no kempo, mas sim da minha experiência de vida. O deporto é reflexo da nossa sociedade ainda retrogada, mas acredito que também poderá ser uma "arma" para mudar isso.

Olga: Os maiores desafios para mim são ser mãe, esposa e "guardiã do lar", acumulando responsabilidades que muitas vezes limitam meu tempo e energia para fazer o meu melhor nos treinos.

Tatiana: Enquanto Mulher nas artes Marciais o desafio que enfrento é acharem que como as artes marciais requerem força e agressividade acham que não sou muito "feminina"

FightNews: Sentem que há preconceito ou dificuldades extra?

Beatriz: Sim, muitas vezes somos levadas a crer que ainda temos muito que aprender mesmo estando na mesma posição que um colega homem. Esse habitualmente é referido como um exemplo.

Carolina: Não sinto que exista uma dificuldade extra por sermos mulheres, tudo o que existe para o sexo masculino existe também para o feminino e esta muito adaptável.
Quanto ao preconceito melhorou muito ao longo dos anos , não sinto que hoje em dia exista apenas porque uma mulher pratica artes marciais.

Érica: Por vezes sinto que não nos é dada a devida credibilidade em competições, nem sempre dão valor ao trabalho e ao esforço que metemos no nosso desporto, o que dificulta o crescer e a presença de mais mulheres. Preconceito é algo que se ouve muito falar nas artes marciais, mas sinto que cada vez existe menos.

Lígia: As artes marciais estão muito associadas ao sexo masculino, mas a verdade é que eu estou no kempo.  As minhas filhas entraram e logo depois o meu marido e eu fui a última. As mulheres (mães, donas do lar) tendem a ser a últimas em muita coisa, mas vamos, e quando assumimos um compromisso, fazemos a diferença.

Olga: Ainda há preconceito, como a ideia de que o Kempo é "masculino". Mas estamos a superar essas barreiras, ao demonstrar força, técnica e dedicação no tatame! Sim, talvez sejamos fisicamente mais fracas, mas o nosso espírito, garra e estado emocional, são muito mais fortes.

Tatiana: Uma dificuldade extra é as vezes me substimarem e acharem que não sou capaz de executar as técnicas ou combater em igualdade com um homem

Imagem cecida Nuno Grilo

As mulheres da UDCAS Kempo demonstram que as artes marciais são um espaço de crescimento, empoderamento e união. Com uma comunidade forte e objetivos ambiciosos para 2025, o Kempo continua a quebrar barreiras e a inspirar novas gerações.